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Vale a pena conferir...



Não costumo fazer propaganda aqui no blog, até mesmo porque, de nada adiantaria fazer publicidade para meus três fervorosos leitores.
Quem me conhece sabe que adoro tirinhas, e, acabei me deparando com o blog Como Eu Realmente da Fernanda Ferreira do Rio de Janeiro, ou, simplesmente Nia, como ela gosta de ser chamada.
Definindo o blog com uma palavra? “Óóóiiiinnnnn”
Não há mulher nenhuma nesse mundo de meldels que não irá se identificar com, pelo menos, metade das tirinhas feitas por ela.
Como não se identificar com a Niazinha, amante de docinhos e gatos? As tirinhas retratam o cotidiano do mundo “mulherzítico”, mostrando os nossos desejos mais internos e muitas vezes bobos. Mas como nós, mulheres, sabemos, os desejos mais bobos não são, necessariamente, os mais “sem importância”.
É um blog bem recente, e, por isso, ainda não tem aquela quantidade infinita de tirinhas. Quando o descobri, acabei passeando por todas as tirinhas rapidamente e fiquei com aquele gostinho de quero mais.
E que venham mais tirinhas desse mundo feminino que é cor de rosa, purpurinado, com gatinhos fofos, cheio de docinhos e cupcakes ... pode parecer, numa olhada superficial, meio fútil para alguns, mas, pelo menos, é um mundo só nosso.

Eu, eu mesma... sem você num sábado a noite

Durante muito tempo li sobre vários filósofos. Vocês sabem... fazer direito te obriga a ler tanto durante a faculdade que, quando você a termina e adquire uma profissão, a gente arruma as gavetas mas se nega a ler um livro da série vagalume que seja.

Já tinha me esquecido de como era bom ler para viajar na imaginação de um romance subliteratura.

Esse era meu plano para sábado a noite. Ler meus sub romances ( eu meus mangás do Blade), estatelada em minha cama queen size que amo. Antes disso, uma boa depilação, muitos cremes e uma bela escova no cabelo. Ok, o meu programa de sábado a noite não era o sonho de consumo, mas pelo menos era o meu programa.

A verdade é que estava sentindo falta desse tempo by my self. Para alguns, ficar em casa num sábado a noite é confessar-se totalmente looser ou forever alone. Para mim, sempre foi uma opção. A opção de estar com a única pessoa que vale a pena ser valorizada, pelo menos, uma vez por semana: eu mesma!

Por um instante pensei nele. O que ele estaria fazendo nesse exato momento? Doeu ter que pensar que, muito provavelmente, ele estaria com outra. Se, mesmo estando comigo, ele ainda estava com outras... imagina agora que ele está livre?

Não. Melhor não imaginar. Imaginar isso dói e, já não me devo importar com coisas que não me dizem respeito. O que ele estaria fazendo ou não, não era mais da minha conta.

Suspirei profundamente, mordisquei minha bolacha passatempo e tomei um gole de coca bem gelada. Abri meu livro e comecei a ler.

Porém, no coração, havia uma verdade recém descoberta: a vida me ensinou a acreditar em príncipe encantado, mas, não me avisou que eu não era uma princesa. Pena.

O cara rico. O que ele tem a oferecer?

Estava eu na minha sala bem tranquila, quando chegou um amigo de uma amiga minha, homem, 42 anos, aposentado, com uma puta caminhonete importada.

Estavámos vendo o jornal. Ele se sentou e eu, educadamente, comecei a puxar uma conversa com ele.

Eu: “Que coisa esse roubo, não?”

O cara: “Esses bandido tinha que morrê tudo. Assaltaru minha casa na praia e levaru mais de 40 conto em ouro”

Eu: “O senhor guarda ouro em casa?”

O cara: “Robaru as jóia da minha fia”

Eu: “nossa....”

Passou mais um tempo, esse cara começou a conversar com a minha amiga.

O cara: “Mas mulhé tem que sê puta mesmo. Só as vagabunda se dão bem. As profissional do sexo, sabe?”

Minha amiga: “Mas tu só quer menina nova. Aí não dá certo mesmo”

O cara: “Quando eu viajei com a loka (imagino eu que seja uma ex dele) gastava mais de 5 conto por fim de semana. Mulhé é tudo interessera mesmu.”

E aí se desenrolou uma conversa sobre mulheres boas de cama e que preferem ficar com homem que tem dinheiro, etc.... o mesmo velho blá-blá-blá.

Durante a conversa, é claro que o cara citou o relógio caro que ele tem mas não usa, a mega reforma que ele fez na casa, e com todo esse dinheiro que ele tem... pasmen... ele queria cobrar metade da gasolina da minha amiga para levá-la no Lanterna (uma casa noturna muito brega aqui da cidade).

Em mais ou menos uma hora de conversa, o cara, que mal falava o português direito mas tem uma caminhonete importada, só comentou sobre os bens que ele tinha. Não importa se a gente mudasse de assunto, ele sempre dava um jeito de encaixar alguma coisa cara que ele tinha comprado.

Eu sei de tudo que gastou com as “mulhé interessera”, mas não imagino um programa de TV que ele goste de assistir. Nem vou falar sobre os livros que ele tenha lido, porque do jeito que ele fala, certamente não lê nenhum.

O cara é cheio da grana e, muito provavelmente, não sabe comer num restaurante decente.

As mulheres (assim como os homens) se atraem por aquilo que os homens tem a oferecer.

Se ele só tem dinheiro a oferecer, não me surpreendo com o fato de só aparecer interesseiras na vida dele.

Quando estava terminando de concluir isso no pensamento, ele se levantou, rápido, dizendo que iria perder a hora na “mulher do botox”.

É. Eu estava certa. Um homem que prefere aplicar botox a fazer um curso ou uma viagem, não merece uma mulher de verdade.

A gente pode sair da pobreza, mas a pobreza não sai da gente ( e me refiro, aqui, à pobreza de espírito mesmo)

Eu não vou na Marcha contra a Corrupção. E você que é feio?


Não, eu não vou na Marcha contra a Corrupção em Criciúma agora no dia 15.

Não que eu vá fazer outra coisa importante, mas não vou gastar meu feriadão indo “desfilar em plena avenida" por uma causa. Não faria isso por causa nenhuma, muito menos por uma causa nobre como a “corrupção”.

Entenda. Não que eu não ache que devemos lutar contra a corrupção. Simplesmente, acho que devemos lutar com as armas certas.

Sair por aí e expressar que sou contra a corrupção não vai deixar o mundo melhor ou pior.

Se quiser, pode me chamar de integrante da geração-bundão. Não era nascida na ditadura para lutar pela liberdade de expressão, e, era criança no movimento pelas Diretas Já ou os Caras Pintadas.

Cresci a base de Toddynho e chocolates Nestlé. Não lia Dotoiévisk, mas não perdia um episódio de Ursinhos Carinhosos. Minha única preocupação era ficar acordada até tarde para poder assistir ao Arquivo X e sonhar com o Fox Mulder.

Não tenho base teórica suficiente para justificar essa minha decisão. A verdade é que minha liberdade de expressão nunca foi tolhida, e nunca dei muita bola para ela.

Ok. Você está achando que sou escrota (e talvez seja mesmo), mas se você nasceu na década de 80 e cresceu na década de noventa passou pela mesma coisa que eu. No máximo, você pode ter participado de algum movimento estudantil e que você, hoje, apenas, se lembra das festas e dos amigos que fez por lá né, seu fanfarrão? Hehe, normal.

Como estava dizendo, cresci sendo ouvida e podendo me expressar livremente. E melhor que expressar a minha liberdade e meus princípios com cartazes e desfiles, é demonstrar isso com atitudes do dia-a-dia.

Ser contra a corrupção começa com o seu exemplo. De dar o troco certo na rua, de não pedir a alguém para assinar a chamada da aula por você, de não plagiar um artigo acadêmico da internet, de não comprar cd de play3 pirata, de não jogar lixo no chão, de não jogar fora seu voto.

Você vai na Marca contra a Corrupção. Certo. Mas quantas vezes você foi na câmara municipal para ver que tipo de projetos de leis estão sendo aprovados em nossa cidade?

Se você é Criciumense, certamente, deve ter opinado sobre colocar o tal do petit pavê ou não. Mas você já parou para conferir a qualidade da merenda escolar das escolas municipais da nossa terrinha?

Se você é Criciumense, certamente, já caminhou no lindo “Parque das Nações”. Mas você sabe quanto tempo se leva para consultar um médico especialista pelo SUS nessa cidade?

Você, muito provavelmente, não sabe responder a essas minhas perguntas. Relaxe. Eu, também, não. Coisas da geração-bundão.

O cara casado. Da Série: Homem-problema: identifique-o e caia fora.

A maioria das pessoas acha que uma mulher se torna amante porque é vadia, vagabunda ou porque simplesmente quis. Mas não é bem assim.

A quase totalidade das mulheres que são ou já foram amantes de alguém são, na verdade, mulheres maravilhosas e bem resolvidas.

Elas não se tornam amantes porque adoram ser isso, mas porque, simplesmente, acontece.

O cara casado sempre aparece muito bem educado, como quem não quer nada e, normalmente, deixa bem claro o seu estado civil desde o início.

Eles têm papo e saem sozinhos de vez em quando (normalmente dias de semana ou de dia mesmo). E, assim, não há pecado nenhum em conversar com um homem que REALMENTE tenha assunto. E, aqui, as mulheres hão de convir comigo: encontrar um homem que tenha conteúdo não está fácil.

Ele não é bonito, muitas das vezes não é rico. É um cara normal, com certa estabilidade financeira para poder almoçar ou beber algo num lugar legal.

Logo, no começo, a mulher só conhece um carinha legal e simpático. É. Ele já está de olho em você e você nem percebeu.

Dificilmente, ele vai chegar em você, de cara, e convidá-la para um motel. Esses não querem uma amante. Esses querem só uma foda.

Ao contrário, ele vai te escutar, ouvir o que você acha da globalização, de comida japonesa e daquela sua amiga falsa. Impossível, no meio de tantos assuntos, não falar sobre relacionamentos.

E aí será sua vez de ouvir de que vida de casado não é lá grandes coisas, que está desgastado, que tem os imóveis, os filhos, a sogra, que ele nem sabe mais o que é sexo. E você ouvirá atentamente em retribuição a toda a atenção que ele já te deu.

Vai te dar tanta pena que a tua vontade é de pegar a criatura no colo para ninar. Vocês trocam MSN, Face Book ou a rede social da moda.

Passam madrugadas inteiras conversando. Numa hora ele te chama de linda, noutra ele diz que você é maravilhosa. E ele ainda afirma que os homens não sabem o que estão perdendo ao saber que você está só ou que tem uma ou outra relação casual.

E isso pode levar semanas ou até meses. Você não sabe ainda, mas já está dependente dele. Sente falta quando não vem aquela SMS na madruga.

Você pensa: “Sim, ele é casado. Merda. Mas foi sincero desde o início. E me dá mais atenção que muito homem solteiro que já fiquei por aí.”

Você vai pensar que irá se tornar uma destruidora de lares, mas ele mesmo disse que o relacionamento já acabou faz tempo.

A verdade é que você o deseja, mas fica na sua. Como ele é casado, quem tem que tomar a iniciativa é ele.

E ele toma.

E você nem percebeu, mas se tornou amante. Ele te trata com carinho, te liga noutro dia, te manda emails melosos e safados. Como não resistir a sair com ele mais uma vez, mais duas, mais três, mais cem vezes?

Você não o vê nos finais de semanas, nem feriados. Restringe-se aos dias de semanas. Muitas vezes ele desmarca em cima da hora. Mas, quando dá certo de se verem.... tudo é perfeito. Quase perfeito né? Se ele não tivesse outra família.

Aí, querida, já é tarde demais.

Eu já passei por isso e muitas mulheres que estão lendo também. Homem casado é assim mesmo. Não, você não é especial. Ele não te ama. Por mais que ele prometa, ele não vai deixar a esposa dele por você.

Um homem casado sabe que uma mulher magoada é capaz de qualquer barraco e confusão, e ele fará de tudo para isso não acontecer.

Ele diz, desde o início, que é casado porque sabe que se te enganar, você pode estragar a vida dele com telefonema. Não, minha querida, ele não estava sendo sincero porque se importa com seus sentimentos e sim porque era conveniente.

Assim, como é conveniente um cara casado chegar numa mulher aos poucos. Ele vai prestar atenção no que você está dizendo. Mas não porque ele é atencioso, mas porque ele quer saber se você é do tipo barraqueira. Porque se você for, ele vai cair fora num instante.

Sim, ele vai dizer que o casamento dele é uma merda. Né? Se disser que está feliz, você não vai querer nada com ele. Acredite minha cara, se o cara casado está infeliz, ele vai se separar dela e não há filhos ou bens que compre a paz e a liberdade de um homem.

Tem também aquele cara que realmente está se separando, mas não sabe ficar sozinho. Assim, precisa de uma mulher step para passar todo o processo traumático e quando você menos esperar, ele vai namorar outra e não você. Entenda: você é amante e ele te vê como amante.

Claro que tem as RARAS exceções. Uma vez eu li que homem casado era igual ostra: dentre milhares, apenas uma tem pérola.

O cara casado, com certeza vai te tratar com carinho e todos os mimos que você acha que merece. Mas não porque ele te ama, mas porque ele sabe que se te tratar mal, você pode transformar a vida dele (e da esposa e dos filhos) num inferno. Mas, se ele te trata bem é você que não tem razão para reclamar.

Ele vai desmarcar encontros em cima da hora, te deixar sábado sozinha em casa, ele não vai passar Natal nem dia dos namorados contigo. Talvez possa, no máximo, acompanhá-lo numa viajem de negócios em outro estado do país. E quando você reclamar (porque um dia, mais cedo ou mais tarde, você vai), ele te dirá que foi sincero com você desde o início que era casado e, casamento tem lá seus percalços. Você não terá argumento.

Você pode concordar comigo ou não. Mas está aí um tipo de homem que a gente não merece.

É que enquanto você se encontra numa relação sem futuro, você está deixando de encontrar um cara legal que queira te assumir de verdade, em todas as nuances da vida dele.

Eu mesma passei por isso há muuuuuito tempo atrás. Fui amante dois anos e hoje percebi que perdi 24 meses da minha vida.

Só mais um texto sobre aborto


Se você acha que esse é mais um assunto polêmico que não adianta discussão pois não há um denominador comum... parabéns, você acertou!

Esse post não tem o condão de trazer uma solução definitiva para tal discussão. Tem, apenas, o objetivo de acentuar certos pontos que, normalmente, não vejo sendo discutidos sobre aborto.

Então vamos lá:

Cristianismo X Aborto

Mui grande é a interferência de líderes religiosos cristãos para que não se permita o aborto, legalmente, no Brasil.

Para os cristãos, não há dúvida que não se deve abortar pois é pecado. Mas isso, não é motivo justificador suficiente para que uma conduta seja considerada crime.

Veja bem, não há pecadinho ou pecadão. Pecado é pecado. E pecado, por pecado, adultério também é. Até anos atrás, adultério era crime no Brasil e, mesmo não se aplicando a lei durante décadas, somente há alguns anos esse crime foi retirado dentre as condutas tidas como crime.

Engraçado. Adultério é tão pecado quanto aborto e eu, sinceramente, não lembro de nenhum líder religioso bradar publicamente contra a retirada do adultério do rol de crimes.

Você pode pensar: Mas adultério não acaba com uma vida ou uma expectativa de vida, aborto sim.

Quantas famílias conhecemos que foram destruídas por causa do adultério? Crianças crescem traumatizadas e “convivem com a ausência” de um dos pais. Homens e mulheres que perdem o gosto pela vida. Traumas que acabam com a qualidade de vida de qualquer pessoa.

Aliás, o conceito de vida é relativo. Será que viver é só respirar ou viver implica em boas condições para ser feliz? Entendam, aborto sempre foi e sempre continuará sendo pecado, independente de ser considerado crime no Brasil ou não. A própria Bíblia diz que a lei dos homens passará, mas nunca a lei de Deus.

E como cristãos, não nos cabe julgar aquela mulher que aborta. Cada um sabe onde seu calo aperta. E se alguma mulher pecou por abortar... quem somos nós para acusá-la? Cada um de nós pecamos diariamente. Afinal, aquele que não tiver pecado, que atire a primeira pedra ou que a condene a um ano de prisão. Não foi assim que Jesus ensinou?

Eu, particularmente, enquanto cristã, consigo vislumbrar um país em que aceite minha religiosidade e que, ao mesmo tempo, não considere aborto crime. Eu sou cristã. Eu não abortaria, por uma relação íntima entre eu e Deus e, jamais, posso apontar o dedo para aquela mulher que aborta. Antes sim, devo apontar o dedo a mim mesma para analisar os meus pecados, pedir perdão a Deus, me arrepender e não praticá-lo mais.

Aborto X Direito

Aqui poderia destacar vários pontos, mas só vou analisar um. Você já parou para pensar por que uma conduta é tida como crime e outra não?

Nem tudo que é errado ou ilegal, é crime. Matar é errado e é crime. Não pagar uma dívida por não ter dinheiro é errado também, porém não é crime.

Para que um crime vire lei, certinho como manda o figurino, é necessário que antes haja interesse social na repressão criminal daquela conduta.

E é por esse motivo que adultério não é mais crime em nosso ordenamento jurídico. O adultério continua sendo uma conduta não aceita pela nossa sociedade, mas o interesse social em se reprimir criminalmente essa conduta, desapareceu com o passar dos anos.

Ninguém gosta de ser traído, mas, hoje, a nossa sociedade entende que é desnecessário levar alguém a prisão por adultério.

A grande questão é: há interesse social em se reprimir o aborto como crime? É aqui que entram todas as controvérsias que lemos por aí sobre aborto. A questão de saúde pública, efeitos físicos, morais, religiosos e tudo o mais.

Antes de consultar um jurisconsulto ou um líder religioso, deveríamos consultar os sociólogos para que analisem em que pé está esta questão no Brasil.

Na minha parca opinião, ainda há interesse social na reprovação da conduta do aborto, mas, esse interesse vem diminuindo na medida em que os anos se passam.

Para mim, apesar de ser cristã, a descriminalização do aborto é uma questão de tempo e que, atualmente, merece ser discutida entre todos os entes da sociedade brasileira.

Ou seja, voltamos ao início do texto... vamos discutir e discutir e não chegar a nenhum denominador comum... ainda.

Por que as mulheres traem?


Depois de ler a listagem de motivos da traição masculina citados por Arnaldo Jabor, resolvi, eu, uma mulher entre tantas, escrever aos homens revelações sobre a traição feminina.

Sei que não estarei relatando uma opinião unicamente minha, pois converso com outras mulheres e partilhamos de ideias semelhantes.

Primeiro: A mulher comprometida, diferente do homem, demora mais a começar a trair. Um dos motivos é o amor que sente pelo namorado, noivo, marido, o que for. Outro motivo é “o que os outros vão pensar?”. É, a sociedade, mulher também é racional, apesar de vocês acharem que vivemos sob a influência de hormônios, mas somos sim racionais (em alguns dias do mês) e, quando racionalizamos, levamos vantagem, somos melhores estrategistas!

As que têm filhos demoram ainda mais para trair, pensam nos filhos, em como “isso” poderá afeta-los, na verdade, pensam mais nos filhos do que nos cônjuges, afinal, marido não é parente!

Segundo: É bem verdade que traímos nossos homens, com homens pelos quais sentimos alguma admiração, como professores (esses são ótimos), homens mais velhos (o que eles sabem?), homens casados (por que a fulana casou com ele?) e também têm aquelas que gostam dos novinhos (para dar umas aulinhas e se sentir uma loba dominadora).

Mas, também traímos pelo sexo, (pasmem! homens!). Traímos pelo prazer da carne. Mulheres, também, gostam de sexo, e aí estái o erro do homem comprometido, mas disso falo depois.

Pairam em nossas fantasias os mais diversos fetiches: sentimos tesão pelos policiais (algemas...ui!), pelos bombeiros (apaga meu fogo!), o dentista, o médico, o músico, o segurança, o lutador, o personal...ufah!

Terceiro: Assim como o homem adora bunda grande, seios fartos e coxas grossas, nós, mulheres, adoramos uma barriga de tanquinho, braços fortes, coxas de ciclista, bumbum durinho, mãos grandes e um...você sabe!!!

Pois é, não é só um bom papo, vinho caro e bens materiais que levam uma mulher para a cama. Também somos fúteis nesse aspecto.

Quarto: Mulheres, também, gostam de selvagerias. É. Gostam sim. Bom, nem todas, sempre têm as “cu doce”, mas, se não quer ser corno, não espere sua esposa te dar as dicas de onde beijar, onde morder e mais importante, onde chupar!!!!

Se você não pegar ela de jeito, ela vai ser pegar por outro e, não pense que ela traiu porque está apaixonada por outro. Não, são os hormônios e eles são incontroláveis, até para nós. Somos como animais, entramos no cio.

Mas mesmo que ela sinta necessidade hormonal de te trair, perdoe-a, pois ela ainda te ama, afinal, assim como você, não pode controlar a natureza.

Quinto: com o advento da internet ficou mais fácil trair, tudo tem senha e nós até sabemos apagar cookies. Os chats são um prato cheio, entramos com Nicks bem distintos: Ksadinha_carente, Noiva-Safada, M_afimDeSacanagem, etc..., somos criativas, bom, homem não pode ver mulher entrando no chat, ainda melhor se for comprometida (menos chances de compromisso). Do chat pulamos para o msn, lá podemos ver fotos e até uns showzinhos na webcam. Se valer a pena, marcamos algo, sempre em horários fora de suspeita, de preferencia durante o dia, no intervalo do trabalho ou no horário da academia, ou ate matando uma aula de culinária.

Sexto: Mulher quando conhece um cara bom de cama, aquele que vira ela do avesso, gosta de manter as escapadelas com o mesmo gostosão por um bom tempo. Alguns duram anos, mas não porque estamos apaixonadas, mas sim porque gostamos de qualidade e, achar um homem que faz tudo na cama está difícil. A maioria são amadores e não falam o que gostamos de ouvir na hora “H” e não falo do “eu te amo”, ou “você é linda”, falo dos nomes sujos mesmo.

Então, acho que é isso, escreveria mais, mas acho que daria tudo de bandeja para os marmanjões, mas uma coisa vocês têm que saber: abram seus olhos, nós também traímos!


PS: Esse texto não é de minha autoria. Foi escrito por @mirind4 e cedido, gentilmente, para publicação no Blog.

Simplesmente adeus


Adeus.
Não que não te goste, mas não te quero mais.
Adeus.
Porque a vida segue, e a minha precisa seguir também.
Adeus.
Do que adianta dizer que fui a única mulher da tua vida se tu não demonstras com fatos.
Adeus porque cansei de te esperar.
Adeus porque acho que a vida tem mais o que me dar.
Perdoe-me por esperar mais da vida do que as migalhas do teu amor.
Não que eu não te ame, mas é que eu amo mais a mim mesma. Tem que ser assim e há de ser assim.
Sei que esse adeus é um adeus egoísta, pensando somente em mim. Mas, tu não pensaste em mim esse tempo todo em que te dei essa oportunidade.
E alguém tinha que pensar, nem que fosse eu mesma.
Logo, que assim seja. Adeus.


Vida e morte com flores no caminho


Queria gritar ao mundo que essa semana fiz aniversário, mas prefiro falar das flores.

Queria falar que não há problema nenhum em ser uma “quase balzaquiana”, mas prefiro falar das flores.

Queria expressar que me sinto adulta para fazer o que bem entendo, mas jovem o suficiente para não passar por ridícula. Mas, ainda, prefiro falar das flores.

Queria confessar que, toda semana, mudo de opinião sobre aplicar ou não botox. Mas prefiro falar das flores.

Mas, pelo contrário, quero dizer que me senti feliz e amada por ganhar um simples buquê de flores do meu pai nesta data tão especial.

Quero dizer que, bem no dia do meu aniversário, uma senhorinha muito querida que sempre morará no meu coração faleceu. E no velório? Mais flores, muitas flores.

Seja como for, as flores foram minhas companheiras nesse dia atípico.

Flores que festejam a vida. Flores que consolam a morte. Está aí a beleza que só as flores podem nos dar.

Seis anos sem minha mãe


E eis que ontem minha mãe fez aniversário de morte. Termo engraçado esse: “aniversário de morte”.

Seis anos se passaram daquele dia que mal fez parte do meu calendário, pois, naquela data, eu não vivi. Apenas respirei e atendia aos reflexos que o dia-a-dia me obrigava.

Hoje, temo nunca entender o amor que ela teve por mim já que descobri, recentemente, que alguns problemas de saúde tornam o fato de eu ser mãe um dia algo um pouco difícil. Logo eu, que nunca pensei em ser mãe... estou aqui me lamentando pelo fato de, biologicamente, não poder ser mesmo. Mas uma coisa é não querer, outra é não poder.

Ontem, chorei, e pedi desculpas a ela por não poder dar um neto, pois, me consolo com o fato de que ela estaria acompanhando o meu filho (se tivesse um) nem que fosse de longe, em outro plano.

Posso nunca entender o amor de mãe. Mas entendo o amor de filha. Por um momento, daria tudo que tenho e o que não tenho por um abraço dela nem que fosse por cinco minutos. Mas, logo, covardemente, repudiei esse desejo com todo meu coração. Não que eu não ame minha mãe, mas é que, exatamente, por amá-la, não suportaria perdê-la novamente. Cruel.

Aos interessados: Coração fechado pra balanço.


Pensei. Desisti. Pensei novamente. Não consigo chegar à outra conclusão e, admitir, que sou uma mulher carente.

No fundo, todas somos. Por mais que sejamos altivas, com o próprio trabalho, o próprio dinheiro, por mais que sejamos independentes, ainda somos tão mulheres quanto aquelas donzelas românticas que esperam o príncipe encantado para viverem felizes para sempre. Malditos contos de fadas que nos ensinam.

Cresci, não apareceu nenhum príncipe encantado. Decidi me divertir com os sapos mesmo. Mas aquela carência, a falta de alguém que te complete e preencha nosso coraçãozinho ainda persistiu e persiste. Aquele sonho que nasceu na pré-adolescência de um dia ter uma vida simples, porém, confortável com um homem que eu ame e me ame de volta ainda está lá no fundo dos meus desejos inconscientes.

Podem me achar radical demais, mas às vezes me acho meio prostituta. Uma Maria Madalena dos tempos modernos. Não que eu tenha me relacionado com homens por dinheiro ou por poder. Nada disso. Relacionei-me por bem menos: por um pouco de carinho e de atenção. Antes tivesse cobrado em dinheiro.

Mas, hoje, a Maria Madalena moderna não é apedrejada. É desprezada, ignorada e tratada como um pedaço de carne. Logo nós, que não pedimos nada em troca além de momentos em que nos sentimos amadas, mesmo que estejamos cientes que é só para nos levar para a cama.

Cada prostituta leva a pedrada que merece, e, depois de tanta violência velada, resolvi curar a feridas, me cuidar, pensar mais em mim do que no outro.

Eu mesma terei que aprender a acabar com a minha própria carência com a ajuda de Deus e dos amigos. Terei que aprender a dizer não, mesmo que esse não signifique ficar sozinha. Encontrar o prazer de estar comigo mesma é necessário no momento.

Espero não ficar sozinha para sempre, mas espero, ansiosamente, pelo dia em que um Salvador me livre do apedrejamento, me compreenda em seu íntimo e peça para não pecar mais.

O sexo e as gordinhas


Todo mundo sabe que gordinha tem fama de ser boa de cama. Até aí tudo bem, o problema são os fundamentos dessa afirmação.

Há um tempo atrás, meu antigo professor de Jiu Jitsu estava rindo da cara, digo, rindo da bunda da mulher melancia. Fiquei na minha, ofendida em silêncio já que faço parte das, literalmente, popozudas.

Lá pelas tantas, ele soltou a célebre frase: “mulher gorda é boa de cama porque se esmera na hora de dar, sabe-se lá quando vai ser a próxima vez”.

Imaginem uma mulher puta “dos corno”. Pois é. E ainda pagava para ouvir isso. Gostar ou não de mulher gordinha é uma opção de cada um. Mas afirmar que as gordinhas não têm opção para quem dar e quando aparece um “santo” que faça o sacrifício de nos comer, tem que dar como se não houvesse amanhã é, no mínimo, ridículo.

Pode parecer esquisito, mas homem que não tem problema nenhum em transar com mulheres com uns quilos a mais é o que não falta no mercado. Tem aqueles (e são muitos) que dizem que não são cachorro pra gostar de osso.

Eles querem uma bunda e umas coxas para apertar, e daí que elas venham com um pouco de celulite e estria?

Talvez a gordinha seja boa de cama porque não liga se vai ficar descabelada, suada, com a maquilagem borrada e com os pneuzinhos aparecendo em plena luz do dia, mas nunca, nunca, nunquinha, uma gordinha será boa de cama por falta de opção.

Uma breve história de amor

Era uma vez uma menina que tinha um sonho

De amar apenas um único homem para sempre toda a sua vida

Um dia ela achou que encontrou esse homem,

Entregou seu coração e fez planos para terem uma vida simples e feliz.

Mas logo depois ele a traiu com a primeira vaca que encontrou.

O amor acabou, a menina se desiludiu. FIM.

Só mais uma sobre isso que a gente sente


Quero ser amada,

nem que tuas palavras sejam mentiras.

Engana-me, me faz de trouxa, mas, me faz me sentir amada.

Oferece-me teu ombro amigo, carinha meu cabelo,

nem que seja só pra me levar pra cama.

Liga-me, me procura e diz que tem saudades,

mesmo que eu não seja o amor da tua vida.

Conta-me piadas, teus problemas e fica do meu lado,

mesmo que sejam cantadas baratas.

Não me importo de viver uma mentira desde que viva.

Porque posso estar “arrasada, mas, de algum modo, não desfeita em pedaços."

A (in)constitucionalidade do Exame da OAB


Esses dias rolou no twitter uma discussão sobre a (in)constitucionalidade do exame de ordem da OAB.
Pasmem! Soube que existia uma associação de bacharéis em direito para lutar pela inconstitucionalidade de tal exame.
Fui pesquisar na internet os fundamentos jurídicos da inconstitucionalidade e achei esse artigo bem completo e até que bem fundamentado constitucionalmente.
Mas o que o bacharel que escreveu ainda não sabe, é que a nossa Constituição é uma puta (com todo perdão da palavra), ou seja, ela se adequa aos seus desejos. Se tu queres que algo seja inconstitucional, sempre encontrarás uma norma ou um princípio que te apóie.
A prova disso é que embasarei a constitucionalidade do exame da OAB, utilizando os mesmos argumentos do tal bacharel só que mudando o enfoque.
Um dia, um determinado bacharel me perguntou quantos exames da OAB eu fiz. Respondi que só fiz um e passei. Ele me respondeu desdenhosamente: “mas na tua época era fácil, né?” Ai que raiva que me deu desse recalcado que já estava no quinto exame e ainda não tinha passado. Respondi:”Fácil só se for no Acre, porque em Santa Catarina teve 92% de REprovação”. (na época cada estado fazia o exame como bem queria)
Com isso, não quero dizer que sou a favor ou contra do exame da ordem. Na verdade, essa é mais uma crítica à nossa Constituição, que de tão cidadã e democrática, se tornou tão genérica que acabou por apoiar a todos e não proteger a ninguém.
Mas vamos aos argumentos:

Da inconstitucionalidade formal:

Argúi o bacharel que o art. 5º , XIII da CF consagra a liberdade profissional com a limitações da lei. A lei 8.906/94 em seu art. 8º exigiu a aprovação dos advogados no exame de ordem regulamentado pelo Conselho.
Assim, o exame da OAB seria formalmente inconstitucional por não ser regulamentado por uma lei numa do congresso e sim por um regulamento de um conselho administrativo.
Parece um argumento bonitinho, mas incorreto. A Constituição deixou para que a lei impusesse as limitações que bem entendessem ao exercício de qualquer profissão. A “lei do advogado” resolveu delegar os trâmites mais específicos para o Conselho, ao meu ver, tudo dentro da mais perfeita ordem constitucional.
O conselho tem autorização legal, mediante lei federal como preconiza a CF, para realização do exame, portanto, não há no que se falar em inconstitucionalidade formal do exame da OAB.

Da inconstitucionalidade material:

Assim alega o bacharel:

O Exame de Ordem atenta contra o princípio constitucional da dignidade da pessoa humana, ao impedir o exercício da advocacia e o direito de trabalhar, aos bacharéis qualificados pelas instituições de ensino fiscalizadas pelo Estado, ferindo assim o disposto nos incisos III e IV do art. 1° da Constituição Federal, que consagram como fundamentos da República Federativa do Brasil a dignidade da pessoa humana e os valores sociais do trabalho e da livre iniciativa.”
Para começo de conversa, se a Constituição é uma puta, o princípio constitucional da dignidade da pessoa humana é a mais charmosa das suas cortesãs. Ela simplesmente é aplicável a todos os casos concretos para todas as partes. Todos mesmo.
Vou dar-lhes um exemplo que ocorreu aqui na região de Criciúma: queriam instalar uma mineradora e havia toda aquela discussão sobre o impacto ambiental e desenvolvimento econômico. Os defensores da instalação da mineradora alegavam a dignidade da pessoa humana no sentido de garantir empregos diretos e indiretos, além de desenvolver economicamente a região, o que está correto.
Os ambientalistas alegavam no direito à dignidade da pessoa humana das futuras gerações que herdarão um meio ambiente poluído prejudicando a qualidade de vida, o que também está correto.
Ou seja: aplica-se o princípio da dignidade da pessoa humana em qualquer caso concreto, pois, sempre haverá pessoas (direta ou indiretamente) envolvidas em todas as partes.
Assim, como o princípio da dignidade da pessoa humana admite o exercício livre da advocacia pelos bacharéis em direito, vos digo que o mesmo princípio também protege aquelas pessoas que são vítimas dos maus profissionais (seja falta de preparo pela instituição de ensino ou pela incapacidade pessoal do bacharel). E exame, nesse enfoque, viria para avaliar se o candidato é ou não qualificado para exercer a profissão.
E não me venham com o blá-blá-blá de que só passam os acadêmicos da universidade federal. Eu conheço um cidadão que se formou na UFSC e não passou no primeiro exame. Eu cursei uma das milhares de faculdades particulares existentes no Brasil e passei de primeira. ONDE ESTÁ SEU DEUS AGORA?

O Exame de Ordem atenta contra o princípio constitucional da igualdade, porque qualquer bacharel, no Brasil – exceto, naturalmente, o bacharel em Direito -, pode exercer a sua profissão (médicos, engenheiros, administradores, etc.), bastando para isso solicitar a inscrição no conselho correspondente. O bacharel em Direito é o único que está sujeito a um Exame de Ordem.”
Ah para a palhaçada né? Quem se forma em medicina é médico, quem se forma em engenharia é engenheiro, quem se forma em direito pode ser qualquer coisa como: advogado, juiz, promotor, professor, delegado, escrivão, perito, auditor, diplomata e por aí vai.
Diferentes dos outros cursos, é após o término do curso de direito que o bacharel vai determinar onde vai querer atuar, e deverá preencher os requisitos legais para cada profissão que desejar exercer. Alguns precisam de concurso, outros de um mestrado e no caso da advocacia... o exame de ordem, tudo com base legal.
O acadêmico se torna médico ao terminar a faculdade, mas, normalmente, ele enfrenta uma residência em alguma especialidade, na qual ele prestará uma prova difícil além de entrevistas, etc... Para a residência em oftalmologia, por exemplo, há apenas 5 vagas em todo o Brasil e não vejo os médicos reclamarem da legalidade desses exames. E olha que passar para a residência é só o primeiro passo, pois passará anos em testes e plantões para só então poder dizer que é especialista em algo. O advogado está no lucro: é só passar na OAB que pode sair por aí advogando livremente em qualquer área.

O Exame de Ordem atenta contra o princípio constitucional do livre exercício das profissões, consagrado no art. 5º, XIII, verbis: "é livre o exercício de qualquer trabalho, ofício ou profissão, atendidas as qualificações profissionais que a lei estabelecer." De acordo com esse dispositivo, o profissional já qualificado, pelas instituições de ensino superior, não poderia ser obrigado a submeter-se ao Exame de Ordem da OAB, como condição para a inscrição no Conselho e para o exercício da advocacia.”
Acho que já disse: a lei dispõe que é necessário o exame da OAB para o exercício da advocacia. Não é necessário voltar a esse ponto.

O Exame de Ordem atenta, finalmente, contra o princípio constitucional do direito à vida,porque esse direito não se refere, apenas, à possibilidade de continuar vivo, mas também à necessidade de prover a própria subsistência, através do exercício de sua profissão, para a qual o bacharel se qualificou, durante cinco anos, em um curso superior, autorizado, fiscalizado e avaliado pelo Estado. Assim, o Exame de Ordem, ao atentar contra a liberdade de exercício profissional, atenta, também, contra o próprio direito à vida, do bacharel em Direito.”
O bacharel tem como se subsistir sim. Pode trabalhar como paralegal, cobranças extrajudiciais, confecções de contratos, trabalhar em cartórios extrajudiciais além de prestar concurso. Desculpa, pode até ganhar pouco, mas de fome não morre não.

Então, senhores bacharéis, que adoram comemorar o dia do advogado sem ser um deles, vão estudar pra passar na OAB e parem de entulhar o judiciário com esse questionamento ridículo sobre a constitucionalidade do exame da OAB.
O Poder Judiciário tem mais com o que se preocupar, como por exemplo, o direito à saúde e à segurança dos cidadãos que vivem no Brasil.

OBS: Esse post não tem cunho científico, apenas "desabafativo", rs.

Um estágio, dois peitos e um mico

Dia 17 de agosto foi o dia do estagiário. Nem sei se esse dia existe mesmo, mas o twitter (o novo oráculo de notícias que superou o Google) me disse que sim.

Lembro-me da minha época de estagiária há muuuuuuuito tempo atrás. Numa época em que estagiário não tinha férias e passávamos o verão inteiro cobrindo o lugar dos efetivos que iam passar seus 30 dias de sombra e água fresca na beira do mar tomando aquela cervejinha gelada.

O fato é que todo estagiário só pode se dizer estagiário; se pagar um mico básico. Comigo não foi diferente e, também, paguei os meus.

Logo, para comemorar esse dia que já passou, vou repartir o meu maior mico enquanto estagiária:

Há dez anos atrás (velha é a mãe), como toda boa acadêmica de direito, estagiava no cartório do fórum da minha cidade.

Na época, o atendimento era feito num balcão na altura do meu umbigo, e, como toda estagiária, fui exercer minha função: atender o público.

Chegou um advogado muito distinto e me pediu para fazer uma certidão manuscrita. Me curvei no balcão e me pus a escrever o conteúdo quando notei que o tal advogado estava de olho vidrado nos meus peitos.

Que situação chata, cara! Eu podia estar matando, roubando, me prostituindo, mas, eu estava lá... estagiando honestamente e tinha que passar pelo ridículo de ter um advogado babão encarando os meus peitos na maior cara dura sem ao menos disfarçar.

Minha vontade era de bater no cara até sangrar, mas fiquei tão, mas tão constrangida, que fiquei na minha durante o atendimento.

Cumpri minha função dignamente, o advogado foi embora.

Pensei: Eu sei que tenho peito grande, mas não estou com nenhum decote que chame a atenção para o advogado encarar da forma que encarou.

Nesse momento, olhei para meu peito dando uma conferida, e, percebi que a minha camisa tinha se aberto até a barriga! Estava de sutiã rendado, transparente, meia taça (na época era moda) aparecendo, ou seja, eu estava praticamente com os peitos de fora!!!!

Dava para ver até o farol aceso, gente!!!! Que vergonha! Aí, entendi porque o cara ficou vidrado nos meus peitos durante toooooodo o atendimento.

Mas, também, achei que seria digno ele me avisar que minha camisa estava aberta. Mas ele não avisou... ele ficou láááá... babando durante minutos com os olhos arregalados e boca entreaberta.

Bom, o cara deve ter se divertido. Os doutores advogados devem saber que não são todos os dias que os senhores são atendidos por estagiárias de sutiã no fórum da sua comarca né? hahahahaha

Sim, há coisas que só acontecem comigo mesmo.

Nós, mulheres, criamos ontem os monstros de hoje


É isso mesmo. A maioria dos homens cafachorros (cafajeste + cachorro) de hoje foram criados por nós durante anos.

Lembre-se mulher, durante sua adolescência, toda vez que chegava um cara fofo, todo romântico, tu dizias “ai que gracinha, mas não to a fim”. Sempre fomos seduzidas pelo popular bombadão da classe que tratava as mulheres como um nada.

Mas aí a gente cresce e percebe que o carinha popular é um babaca. Que, no fim, a gente procura um cara legal, romântico e companheiro. Começa a dar valor às coisas que realmente interessam.

Ocorre que esses caras legais da nossa adolescência também cresceram, e, aprenderam com o nosso desprezo a como ser um verdadeiro cafachorro para não se machucar e se divertir. Foram tão desprezados por nós, mulheres, que aprenderam a nos enganar, e fingir que nos amam só para nos levar para cama.

Essa semana, reencontrei um desses “ex carinha legal”. Fiquei chocada com as histórias que ele me contou e pela forma que ele trata as mulheres com quem fica. Na hora eu pensei: “Culpa nossa, que criamos esse monstro. Agora, queremos um cara legal e não encontramos. Pena.”

Dicas matrimoniais para as bem nascidas criciumenses

Querida amiga, hoje minha dica é para ti, mulher criciumense, que recebeu a dádiva de carregar, desde o berço, um sobrenome renomado. As portas da nossa sociedade se abrem naturalmente para ti, que és a perpetuação genética das nossas famílias tradicionais.

Mas, mesmo assim, ainda necessitarás de um marido, né? No teu caso, amiga, tu podes te dar ao luxo de casar com cara, também de família tradicional, ou, até mesmo com um qualquer Silva. Afinal, teu sobrenome de berço te garantirá uma cadeira cativa nas nossas festas.

Qualquer Silva serve amiga, desde que seja um rico emergente. Assim unirás o útil ao agradável: o teu sobrenome somado ao dinheiro do teu marido, te fará uma digna dama da sociedade criciumense.

Claro que a beleza se sobrepõe a inteligência. Porém, uma forma simples de entrar em contato com pretendentes ricos ou ricos em potencial sem sobrenome tradicional é freqüentando a faculdade.

Parece doido né? Mas é um investimento/sacrifício que vale a pena. Pense, onde encontrar futuros empresários bem sucedidos? No curso de administração! Então, que tal fazer freqüentar as aulas de secretariado executivo?

Tu queres o glamour de se esposa de um doutor? Então curse fisioterapia para se aproximar dos médicos, ou, curse direito para se aproximar de juízes e promotores.

São alguns anos de dedicação, é verdade. Mas pense que um bom casamento é uma dádiva para qualquer beldade da região carbonífera.

Afinal, trabalhar duro e ser solteirona são coisas paras as pelegas. Nós, legítimas representantes da sociedade criciumense, precisamos de tempo para organizar as nossas recepções e fazer compras em Floripa.

Semana que vem tem mais. Beijos lambrusquianos pra ti!

Dicas para agarrar seu maridão bem relacionado



Olá minha querida amiga. Não é segredo para ninguém que toda beldade criciumense, para integrar à nossa sacra society, deve adquirir um acessório indispensável: um marido!

Somos mulheres modernas, mas temos nossos pezinhos (decorados com aneizinhos de strass) no tradicionalismo regional. Feminina sim, feminista jamé mon choir! A pura verdade é que nenhuma mulher sozinha consegue freqüentar, dignamente, nossos eventos sociais mais importantes. Afinal, que valor tem uma mulher que não conseguiu, ao menos, um homem para chamá-lo de seu, né?

Então, vai aí única dica válida para tu garantires o seu figurão e pisar com o pé direito no próximo Colibri:

Não basta ser marido, é preciso ter sobrenome!

Para entrar no nosso clubinho vip dos grã-finos da cricicity não basta ter money, há de se ter sobrenome tradicional. Querida, sem o sobrenome tradicional, tu podes ser uma bilionária, mas, jamais, passará de uma mera emergentzinha idsiota.

Se a genealogia não te favoreceu com um sobrenome ideal, que tal adquiri-lo pelos laços matrimoniais? Já pensou um Zanatta, Cechinel, Zapellini, Búrigo, Guglielmi? Pode até ser um dos mais coloninhos, tipo Furlan, Ghislandi...

Se não achar um sobrenome tradicional, que seja, pelo menos, italiano ou alemão com escrita difícil. Sobrenomes portugueses e judeus devem ser evitados a todo custo, tais como: Silva, Pacheco, Oliveira, Machado, Cardoso e por aí vai.

Ao se apresentar a um pretendente, pergunte o nome. Normalmente, se o cara tiver um nome mais badalado, se apresentará como “fulano de tal”. Se ele disser só o primeiro nome, não se acanhe e pergunte: “Fulano de que?” (costume básico da terrinha). Se o sobrenome não for convincente, ignore-o. Acredite amiga, peleguisse é contagioso: é só beijar um pelego xexelento que já dá vontade de curtir um Matusa na Casa do Rock.

Muitas vezes, o pretendente tem um sobrenome interessante, mas faz parte da família tradicionalista falida da região carbonífera, ou seja, é pobre! Amiga, não é do ideal, mas há de se trabalhar com o que se tem.

Não tem aquele ditado popular que a pelegada adora alardear quando morre de inveja do nosso carro 0 Km (com apenas 1 das 60 prestações pagas): dinheiro não traz felicidade? Pois então, não traz mesmo. Toda beldade criciumense sabe que o que traz felicidade é ostentar o dinheiro, pouco importa se o tenha ou não.

Do que adianta todo dinheiro do mundo se tu não podes nem participar da mesa de honra no Baile de Debutantes do Mampituba ou ganhar ingresso pro Espegato, né?

Semana que vem tem mais. Beijos iluminados!

Esporte Clube Metropol: uma paixão passada de pai pra filha



Na história do futebol de Criciúma/SC, muito se fala do Comerciário, afinal, foi do Comerciário que se originou o Tigre que vemos hoje, porém, pouco se fala do saudoso Metropol.

Aliás, fala-se pouco por aí, mas por aqui eu ouço muito... pois ouço as histórias do Metropol desde a infância e, para mim, admito que esse time me parece quase mágico.

Reza a lenda aqui em casa que, na década de 60, o Metropol era imbatível. Foi o único time brasileiro que fez turnê de amistosos pela Europa e saiu invicto.

Revelou grandes nomes do futebol brasileiro como o Nilzo que foi jogar no Santos sendo substituto de ninguém menos que Pelé.

Em um campeonato equivalente a Copa do Brasil da época, o Metropol estava invencível. Derrotou o sul inteiro e tinha empatado com o Botafogo aqui em Criciúma.

No jogo de volta, no João Severiano, o Metropol já tinha metido um belo 1x0 no Botafogo. Ao iniciar o 2º tempo, começou a chover muito muito muito mesmo. O juiz suspendeu o jogo e o Dite Freitas (figurão criciumense e dono do time) ficou p. da vida e teve a “brilhante” decisão de fechar o clube.

Os jogadores do Metropol foram vendidos para o Internacional de Porto Alegre e, dessa leva, três jogadores foram para a seleção brasileira: Carboni, Luiz Carlos e Madureira.

Mas, o que mais se destacou no saudoso time do Metropol era o estranho uniforme: camiseta branca com emblema pequeno verde no peito, short branco com listra lateral verde e meias brancas com listra lateral verde também. Hoje seria um uniforme normal, mas na época chamava a atenção... tanto que o João Saldanha ao comentar o jogo do Metropol na Rádio Globo teria dito uma frase que entraria pra história (história do meu pai, rs): “Esse time do Metropol parece que vai fazer primeira comunhão! Todo de branco!” (Não sei o porquê, mas ele se mata de rir dessa história... eu, particularmente, não vejo graça ¬¬).

Pior era a minha “vódrasta” que, fanática pelo Metropol, ia religiosamente aos jogos aqui em Criciúma e, aproveitando-se do fato do alambrado ficar muito pertinho do campo, dava “sombrinhadas” nos jogadores adversários nas cobranças de escanteio e lateral!!! WTF? (Essa parte meu pai conta super sério e eu sempre caio na gargalhada!).

Pois é, enquanto o pai de vocês contava historinhas de contos de fadas ou monstros ou piratas antes de dormir; o meu contava as histórias do time mais super-hiper-mega-power fodástico que ele viu jogar!

Não sei a veracidade do que me foi passado durante uma vida inteira e escrita aqui. Meu pai com certeza deve se utilizar de licença poética para deixar a lenda mais interessante. Mas, como diria o Chicó do Auto da Compadecida: “Não sei, só sei que foi assim.”

Dicas de Moda Gala Criciumense


Há épocas que, em nossa badalada terrinha, temos inúmeros encontros sociais que nos exigem a vestimenta de gala: formaturas, casamentos, debús e colibris!

Então, separamos várias dicas para você, mulher criciumense, arrasar no vizú e atrair todos os olhares por parecer um pinheiro de natal por sua elegância.

Vestido Preto é para os Fracos... Ouse na cor!


É isso mesmo! Dentre as cores “altas tendências” podemos citar: amarelo Pikachu, melancia, rosa chiclete, berinjela, azul piscina, verde piscina e claro... a top tendência: o fluorescente! Aí vale qualquer ousadia: verde limão, amarelo limão, laranja limão, rosa limão, meu cu limão.

O importante, querida, é de destacar na multidão, afinal, a esposa de um bem executivado com sobrenome tradicional e falido não pode aparecer num evento social tããããooo importante de qualquer maneira, né?

Vestido colorido não basta, é necessário brilhar!


Toda representante criciumense que se preze deve se vestir refletindo a sua alma. Como? Brilhando muito no curíntia Shining a lot! (brilhando muito para a pelegada que não estudou estudou em colégio particular).

O vestido, além de colorido, deve ser bordado com qualquer coisa que brilhe: canutilhos, miçangas, lantejoulas, strass, pisca pisca ... Dica: Quanto mais bordado e brilhante for o vestido, mais importante, elegante e refinada tu te tornas para a nossa seleta sociedade criciumense.

Brilhar nunca é demais. Aposte em acessório de strass!


Não é que rimou? A Glorinha Kalhil é uma idsiota. Essa história de que acessórios básicos e neutros são curingas de qualquer guarda roupa é papo de colono. Toda criciumense sabe que o acessório básico da mulher é o strass.

Quanto maior e mais brilhante... melhor! Aí vale: brincos, colares, anéis, anéis para o dedo do pé, pulseira, tornozeleira, bracelete, piecings, tatuagens, pontos de luz para o cabelo, presilhas.

Se usamos strass na beira mar (altas tendências de verão que nunca cai da moda), imagina numa festa de gala? Nunca é demais!

E se engana quem acha que não se pode usar tudo isso ao mesmo tempo. Mulher criciumense não se contenta com brilho próprio... ela tem que acabar com o estoque da Néia Bijoux.

Maquiagem? Brilha muito também!


Maquiagem básica é para as cafonas. Um dos pontos altos é a sombra que deve acompanhar a cor do vestido. Se o vestido for laranja, a sombra deve ser laranja e assim por diante. Destaque, aqui, para as sombras fluorescentes.

Outro hit nacional que as damas da terrinha têm aderido é o batom vermelho. Mas lembre-se, essa balela do Duda Molinos (outro idsiota) de que o batom vermelho deve acompanhar uma sombra leve é bobagem! Abuse da cor!

Outro item indispensável da maquiagem é o glitter, já que brilhar nunca é demais. Vale gloss com glitter, glitter na sombra, glitter no blush, glitter é liberado para pôr onde sentir vontade! Tchêêêêêê!

Cabelo padrão, é claro!


O cabelo é sempre o básico: comprido, liso, loiro, com luzes ou mechas californianas. Mega Hair é um item de luxo, porém opcional.

Se quiser prender o cabelo, abuse da criatividade! Presilhas de strass e/ou flores gigantes de plásticos no cabelo é sempre uma opção básica. Mas, atente-se: se tu pretendes prender o cabelo, te aconselho a ligar para todas as suas amigas bem relacionadas para conferir se algumas delas vão aderir à moda também.

É muito mico ir numa festa e tu seres a única mulher de cabelo diferente mesmo que esteja fazendo um calor infernal de 50 graus. Afinal, toda sociedade tem suas regras, e a criciumense não seria exceção. Mas se tuas amigas, esposas de maridos bem executivados, aderirem à mesma moda que tu: Aproveite! Mesmo que pareça um bloquinho de carnaval em pleno agosto.

Espero ter ajudado com essas dicas, afinal, quem nasceu para Hebe Camargo jamais será Zuleide Hermann!

Semana que vem tem mais. Beijos iluminados!

Quando intensidade é preciso...

Chega uma hora na vida em que se quer mais: mais amor, mais ódio, mais cores e mais turbulência.

Intensidade é a palavra-chave.

Entregar-se por inteiro aos sentimentos humanos, bons ou maus.

A razão é uma chata que não nos deixa sonhar.

Mas não se engane, viver intensamente, mais cedo ou mais tarde, significará sofrer com profunda comoção.

Mas acalma-se que não há nada perdido, afinal, só damos valor àquilo que nos faz feliz depois de conhecer as entranhas da tristeza.

Não há como conquistar o céu sem ganhar o inferno de brinde.

Pouco importa de que lado da Força tu estais, desde que seja intenso. Bem ou mal é apenas um ponto de vista. O Universo precisa dos dois para compor a aquarela do equilíbrio.

Só não vale ser morno, pois, parafraseando Deus: “... os mornos eu vomitarei.”

Qual o maior desafio do homem?

Qual o maior desafio do homem? O próprio homem.

O homem dominou o fogo, domesticou os animais, aprendeu a manejar a natureza para subsistir.

Criou o tambor e aprendeu a música.

Criou a escrita e aprendeu a poesia.

Criou o submarino e aprendeu a nadar em mares profundos.

Criou o avião e aprendeu a voar.

Criou e aprendeu tanto sobre as coisas do mundo que achou que era o grande dominador .

Pobre e iludido homem. É capaz de ir à Lua, dominar o Universo, mas, é incapaz de dominar um simples acesso de raiva.

Caso Kenefer: Em defesa da sentença que impediu o caso de ir a Júri Popular


O caso da menina Kenefer chocou os criciumenses. A menina foi estuprada, sofreu com asfixia, acabou falecendo e teve seu corpo pendurado em um alambrado de um campo de futebol na periferia da cidade. Não lembrou dos detalhes do caso? Veja aqui.

O acusado confessou o crime e apesar da violência com que o crime foi cometido, ele não vai ser julgado pelo Júri Popular. Tal decisão tem gerado indignação à família da vítima e causando aquela velha e conhecida sensação de impunidade.

O promotor vem sendo aclamado publicamente por recorrer da decisão, e, a Justiça Brasileira tem sido criticada por ser “branda” com criminosos cruéis.

Sei que vou ser moralmente linchada por isso, mas, acredito que o juiz tomou a decisão correta.

Primeiro, há de se ressaltar que o fato de um crime não ir a júri popular não significa que ele sairá impune. Significa, antes de mais nada, que o fato não vai ser julgado pelos juízes leigos (jurados) e sim por um Juiz togado (concursado). Ou seja, HAVERÁ PUNIÇÃO!

No Brasil, somente vai a júri popular os crimes dolosos contra a vida, o que, aparentemente não foi o caso. É um crime sexual com pena severa, mas ainda, um crime sexual.

Argumenta o juiz que a morte da vítima se deu em decorrência do estupro e não da asfixia por ela sofrida, conforme o laudo pericial. Por mais que o réu tenha tido a intenção (consciência + vontade = dolo) de matar ao asfixiar, tal objetivo não foi alcançado da forma pretendida.

Portanto, não se pode falar em homicídio e sim em “morte em decorrência do estupro”, pois foi o que de fato ocorreu, além do seqüestro e do vilipêndio.

Em termos práticos, a quantidade de pena do acusado indo ou não a Júri Popular é praticamente a mesma e será uma pena bem severa em qualquer dos casos. Se o objetivo é como se diz popularmente: "colocar o bandido na cadeia"... será alcançado.

Há de se ressaltar que o processo que não vai a júri popular se torna mais célere, ou seja, mais cedo se tem uma condenação severa e mais cedo se tem uma resposta da Justiça à sociedade.

Mas, agora que o promotor vai recorrer, a coisa muda de figura. O Tribunal vai julgar e, dependendo do resultado ainda pode se ajuizar mais algum recurso ou requerer o desaforamento do Júri.... ou seja, vai demorar para que se tenha uma sentença definitiva. E se demorar muito, o acusado pode até ser solto pela morosidade judicial, como ocorreu com a Suzane Richthoffen por exemplo.

Se um juiz singular julgar o caso e nele houver provas de que o réu é culpado, a condenação é 100% certa, mas, num júri popular tudo pode acontecer. Você se lembra do Guilherme de Pádua que matou a Daniela Perez e que era réu confesso? Ele foi condenado por quatro votos a três, ou seja, se mais algum jurado o considerasse inocente, ele seria absolvido.

Mas, não há o que se falar em impunidade nesse caso. Aliás, a família da Kenefer deveria estar agradecida pelo fato do caso não ir a Júri popular. Só quem já participou sabe o quanto é difícil e doloroso a sessão do Tribunal do Júri para a família da vítima.

São horas e horas em que o promotor e o defensor irão debater o caso abertamente para os sete jurados e para todos os cidadãos que queiram assistir. Eles vão falar detalhadamente, várias vezes, todas as nuances da violência sexual e física sofrida pela vítima.

É como se encenassem a morte da vítima várias vezes no mesmo dia. Como se a família visualizasse a morte da vítima incansáveis vezes. A intimidade da vítima é exposta, escancarada, ainda mais quando há conexão com crimes sexuais.

O promotor fará questão de enfatizar a dor que a menina Kenefer deve ter sofrido ao sentir a invasão de um pênis violentamente estocado numa vagina infantil. As fotos serão mostradas aos jurados para que eles tenham noção da destruição que ocorre numa vagina infantil durante o estupro. Talvez, leve a camiseta que foi utilizada para asfixiar a vítima. Talvez até simule no próprio pescoço como o acusado deve ter procedido naquele pescocinho fresco e liso de menina.

O defensor também mostrará as fotos da vítima morta aos jurados. Vai mostrá-las até os jurados conseguirem se acostumar àquelas imagens horrendas. Ele vai se deter ao ato sexual violento, mais uma vez, pois foi o que causou a morte da vítima. Vai falar que o acusado é um homem de bem, que tem bons antecedentes, que é um bom esposo e bom cidadão. E vai falar isso não porque está tentando ludibriar o júri, mas sim, porque os criminosos sexuais são monstros com as vítimas, mas ótimas pessoas com aqueles que amam.

Agora, eu pergunto: é necessário que a família da menina Kenefer assista a tudo isso? Que sofra ao ver a honra da sua filha exposta dessa forma? A vida da vítima, infelizmente, não pode mais ser resguardada, mas sua honra ainda permanece na lembrança de todos que com ela conviveram.

Qual a vantagem de matar a menina Kenefer mais uma vez? É uma forma injusta e desnecessária de se fazer Justiça.

A era dos pseudo-intelectuais



O mundo não é cor de rosa e, no fim, todos precisam de um rótulo quando se convive em sociedade. Ninguém é tão original que consiga escapar dessa “catalogação”.

Mas, vira e mexe, têm rótulos que ganham destaque de acordo com as nuances sociais de determinada época.

Estamos na era dos pseudo-intelectuais. Ah, os pseudo-intelectuais!!!! Sem eles, os blogs não teriam tanta força, os vlogs seriam raros e não teríamos tantos “comentaristas” nos jornais da TV.

Mas, o que é um pseudo-intelectual? Cada um tem seu conceito e, para mim, são pessoas que não aplicam no dia-a-dia aquilo que pregam intelectualmente. Todo intelectual que se preze VIVENCIA e paga o preço de vivenciar suas idéias na vida prática.

Os pseudo-intelectuais escrevem e declamam textos maravilhosos, muitas citando escritores e filósofos cult. São aclamados, bajulados e queridinhos da opinião pública que os elegem como “representante da classe intelectual”. Podem até não ter perfil no twitter, mas tem muitos seguidores (piadinha sem graça... a gente vê por aqui! Rá!).

Na internet, por exemplo. Conheci vários blogs legais com textos, até então, com alta carga de intelectualidade... até conhecer o blogueiro pessoalmente e descobrir que, no cotidiano dele, não emprega uma vírgula das idéias contidas nos posts que produz.

Mas isso não é uma “dádiva” só de blogueiro, mas, nos blogs e na web como um todo ganham mais volume pela fácil acessibilidade. Porém, só pra citar um exemplo de fora da internet sem citar nome: tem um certo comentarista de TV que saiu, recentemente, da RBS/TV de SC e é aclamado como intelectual defensor da justiça, da moral e dos bons costumes mas que teve ligações, no mínimo duvidosas, com a ditadura militar.

Gente, a intelectualidade não serve para nos conceder status ante a sociedade e sim, acima de tudo, melhorar a nossa vida prática. A quem interessa essa intelectualidade vazia e poética que só enche papel? Do que adianta plantar flores intelectuais e, na vida real, semear discórdia e incompreensão?

E ainda há um monte de trouxa que vai lá comentar os posts dessas pessoas tecendo elogios chegando ao fanatismo ou ao “puxassaquismo” infinito. É sentar, relaxar e rir com a ingenuidade humana.

Mas como saber se alguém é pseudo-intelectual mesmo não o conhecendo pessoalmente? Não é a coisa mais simples do mundo, mas tenho duas dicas.

Primeiro: idéias muito extremista. Se o cara é um defensor ferrenho da moral e dos bons costumes... desconfie! Ninguém consegue ser tão perfeito assim. E, desconfie, também, dos rebeldes poéticos sem causa... ou eles são adolescentes ou tem sérios problemas mentais.

Segundo: pesquise as fontes da pessoa que se diz intelectual. Fontes são pessoas e obras que influenciam o caráter intelectual de qualquer ser humano. Se a pessoa for árduo fã de clichês como Clarice Lispector, Nietzche, Beatles, Tarantino e, os citam como os maiores gênios de suas respectivas áreas.... desconfie!

Não que essas grandes personalidades não sejam destaque e não mereçam respeito, mas é que os pseudo-intelectuais são, acima de tudo, uma personagem complexa e acabam por compô-la com gostos Cult que, por alguma razão a mim desconhecida, estão na moda.

Acredite, uma das coisas mais bonitas na intelectualidade é a variedade infinita de fontes que influencia o pensar de cada um. É impossível que tantas pessoas “intelectuais” sejam influencidas pelas mesmas sete ou oito fontes de sempre. Você pode achar estranho, mas o mundo tem muita coisa boa por aí para se inspirar!

Eu e as mulheres de Sheldon

Ao contrário do que muita gente acha, não sou de ler muito e minha família nunca incentivou a leitura.

Não li os clássicos da Marta Rocha ou Monteiro Lobato. Os contos de fada? Só conheci pelos desenhos da Disney.

Para minha família, ler qualquer coisa que não fosse obrigado pela escola era uma distração desnecessária que desviaria a filha com um boletim tão lindo para o mal caminho.

No Colégio onde estudava, a carteirinha da biblioteca dependia da autorização dos pais... algo que nunca tive.

Só aos doze anos tive acesso à biblioteca. Mas alugava os livros escondidos da minha família. Era um mundo maravilhoso a ser descoberto, e, ainda me lembro do primeiro livro que eu li espontaneamente: Um capricho dos deuses – Sidney Sheldon.

Enquanto as outras pessoas alugavam qualquer livro da série Vagalume, lá estava eu... entertida no mundo fantástico de Sidney Sheldon, recheado de traição, sofrimento, sexo e, lógico, amor.

Impossível não se apaixonar e desejar ser uma das mocinhas de Sheldon. Todas mulheres aparentemente normais, mas fortes, destemidas, lindas e sensuais.

A mulher sempre descrita como normal, mas tinha os cabelos bem tratados, o corpo perfeito e uma sensualidade natural, além da inteligência e coragem natas.

Passei minha adolescência inteira pensando que poderia, um dia, ser como essas mulheres.

Cresci, me olho no espelho e vejo que não chego nem perto delas. Nenhuma mulher chega, mas, mesmo assim, ainda fico desapontada ao ver que cresci e me tornei o que tornei: a mediocridade em pessoa.

Não que eu seja a pessoa mais feia, menos sensual, menos inteligente do mundo, porém, com certeza, não chego aos pés de nenhuma das mulheres de Sheldon.

Sinto-me como aquele menino que foi incentivado a brincar de Superman, mas teve que aprender com a frustração de não ter nenhum super poder.

A menina, normalmente, brinca de coisas tangíveis como “casinha”, “mamãe” e “professora”, como se nos preparasse para a vida que teríamos ao crescer. Acredite, eu com 12 anos ainda brincava, mas brincava de ser uma diva digna de Sidney Sheldon e ninguém me avisou que eu não seria uma quando crescesse. Pena.

Sou mulher e sou contra o feminismo. ME AMEM!!

Quem foi a idiota da mulher que inventou o feminismo??

Claro que toda mulher é um ser humano, e enquanto tal quer ter voz, aprender a ler e escrever, votar, etc...

Mas esse negócio de direitos iguais já é exagero. O fato é que homens e mulheres não são iguais e devem ser tratados de acordo com suas diferenças. Diferentes sim, mas isso não significa que um seja superior ao outro. Apenas diferentes.

As mulheres conquistaram seus direitos e se esqueceram de repartir os deveres. A mulher pode trabalhar, ganhar seu dinheiro, ser intelectualmente reconhecida e até ser presidente. Mas se esqueceu de dividir os deveres com o homem como limpar a casa e cuidar dos filhos.

Assim, a mulher tem várias jornadas: a trabalhadora, a faxineira, a mãe, a esposa. O homem? Bem, a verdade é que, na maioria dos casos, o homem é trabalhador e pai nas horas vagas.

E agora tem até homem tirando proveito do feminismo! Sim, na famosa hora de pagar a conta de uma porcaria de um cinema, eles vêm com essa: “Vocês não querem direitos iguais? Então cada um paga sua”. Ele pode até não te dizer isso na hora de rachar a conta, mas é o que ele pensa e o que alardeia nas rodas de bar com os amigos.

Os homens esqueceram a diferença entre “direitos” e cavalheirismo, pois para mim, o homem se oferecer para pagar a entrada de um cinema é um sinal de educação. Aí vai da mulher aceitar ou não. Poxa, uma entrada de cinema não vai deixar ninguém pobre, né?

Eu me recuso a ter tripla jornada. Ou sou uma profissional ou sou uma dona de casa, mãe etc... Os dois não dá. E se a mulher é profissional, o homem também tem que ajudar na casa. Bóra, lavar louça, passar aspirador, tirar pó etc...

Se a mulher é dona de casa, o homem tem que trabalhar muito bem trabalhado para dar um sustento digno para família, porque, meu caro homem, chegar em casa com ela toda arrumadinha, os filhos em ordem e a mulher toda cheirosinha .... SAI CARO!

Tenho ódio desses homens que não conseguem sustentar uma casa sozinho (o que na minha opinião não é mais que obrigação), a mulher é obrigada a trabalhar pra ajudar nas contas e ainda me vem com aquela historinha de que arrumar a casa é coisa de mulher MUITA CARA DE PAU.

Aliás, essa história de que homem gosta que sua esposa trabalhe fora é discurso de homem pobre que não consegue pagar as contas sozinho.

Então, meu texto é um protesto sobre essa visão feminista de que a mulher tem que fazer tudo e mais um pouco. Meninas, está na hora de repartir os deveres com os homens. Ou eles sustentam a casa sozinhos com dignidade ou pode ir pegando uma trouxa de roupa para lavar.

E, respondendo a pergunta inicial, eu aposto que quem inventou esse tal de feminismo foi um homem!

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