Gostou?

Share |
Mostrando postagens com marcador Música. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Música. Mostrar todas as postagens

Os muito Beatlemaníacos que me perdoem, mas Elvis é fundamental.


Música boa é aquela que se ouve e se gosta. Simples assim.

Juro a vocês que tentei milhares de vezes ouvir Beatles, mas, dificilmente consigo ouvir uma música deles até o fim, simplesmente, porque eles são chatos.

Aliás, conheci poucos Beatlemaniacos de verdade (só dois), porque o resto que diz “cutir Beatles para caráleo”, no fim, não passam de criaturas pseudo-cult-intelectual. Entram naquele grupinho de gente que adoram citar Clarice Lispector e Nietch (estou sem saco de procurar como se escreve o nome desse cara no Google- você também faz isso né? rs).

Admito que os Beatles exercem bem mais influência nas bandas da atualidade, inclusive, nessa enxurrada de bandas emos dos infernos!

Porém, meu xodó sempre será o Elvis. Adoro a cafonice declarada, o gingado do blues, as letras de amor piegas, aquele rebolado descarado e, claro, o fato do Elvis ser gato pra caramba!!!

Ah o requebrado do Elvis! Ele é o único homem que conheço que requebra, rebola e faz pole dance e não parece viado, muito pelo contrário, exala testosterona. Confira:

Ninguém nega a capacidade vocal do Elvis. O cara fazia miséria numa capela ou com o mínimo de batuque.

Blue Moon – música para acordar num domingo frio e preguiçoso com cheirinho de café!

Elvis exerceu uma forte influência em The Beatles que, por sua vez, tiveram uma carreira meteórica e, chegaram a superar o rei, em popularidade, nos EUA na metade da década de 60.

Reza a lenda que Elvis tentou vetar o “enraizamento” dos Beatles nos EUA, seja por inveja ou por discordar da filosofia “não à guerra e sim às drogas”. E, ironicamente, na fase mais decadente, Elvis regravou algumas músicas do Beatles para alavancar sua carreira.

Mas, aqui há de ressaltar algumas coisas: Elvis teve 23 anos de carreira enquanto The Beatles teve, se não me engano, menos de 10. Ninguém conseguiu ter mais de 20 anos de carreira sempre em alta, nem Elvis.

Musicalmente falando, The Beatles nunca estiveram em baixa, mas, a briga de egos entre seus integrantes deixou a situação “in off” da banda insuportável, e ainda tiveram a Yoko Ono como gota d’água. Se os integrantes continuassem com a banda, certamente, fariam vários álbuns sem tanto sucesso, já que esse é o movimento natural de qualquer cantor ou banda com uma longa carreira.

Também se discute quem vendeu mais discos. Não há unanimidade. Eu, particulamente, acredito que tenha sido o Elvis, não por ele ser o melhor, mas pelo fato de ele ter mais que o dobro de tempo de carreira que os Beatles e ter um número bem maior de discos novos lançados.

É aquela coisa: gosto não se discute, e cada um ouve o que quer! No fundo, os Beatlesmaniacos devem respeito ao Elvis por ele ter sido uma influência declarada, e, os amantes de Elvis precisam entender que os Beatles têm maior influência nas melhores e piores bandas da atualidade.

Mas, para mim, em comparação ao Elvis, The Beatles são um grupinho de crianças brincando de cantar.

Músicas de sacanagem em época de inocência

Todo mundo já foi criança um dia, inclusive eu. Época de inocência, em que não entendemos as piadas de duplo sentido e ficamos “viajando na maionese” na maioria das músicas que são, até hoje, motivo de boas risadas naquela rodinha de violão dos dias atuais.

O povo que nasceu nos anos 80, deve se lembrar que nem sempre se entendia o que determinadas músicas queriam dizer:

Exemplo pessoal:

“Comer tatu é bom, que pena que dá dor nas costas, porque é o bicho é baixinho...” Eu sempre me perguntava quem era o idiota que preferia comer tatu no chão todo torto quando se podia comer, confortavelmente, um tatu em um restaurante.

“Vai ralando na boquinha da garrafa...” Juro que não via maldade nenhuma nessa frase. Achava que era um exercício de contorcionismo para ver quem chegava mais perto da garrafa no chão sem cair!!! E sim, dancei muito isso na minha infância (momento: vergonha alheia de mim mesma!)

Mas, para mim, a banda que eu mais adorei e menos entendi na época de inocência foi o Ultraje a rigor:

Sim! Eu cresci ouvindo Ultraje a Rigor! Na época, eu tinha a tenra idade de 5 anos, e ouvia a fita original da minha irmã mais velha escondida. A galera nostálgica que curte um bom rock dos anos 80 já deve saber o sucesso que o disco “Sexo!” do Ultraje a Rigor fez.

Apesar de ter apenas 5 anos, eu já tinha noção que sexo era algo que um homem e uma mulher faziam para se ter bebês. Apesar de não saber os “detalhes” deste processo reprodutivo, eu já sabia que era algo muito divertido, já que, toda vez que alguém tocava nesse assunto perto de mim, soltava umas boas risadas e me mandavam de volta para o quarto dizendo que não era assunto de criança.

Eu, com 5 anos, já me achava gente e também queria rir, poxa! Quando eu vi a capa da fita da minha irmã escrito “Sexo!”, com a imagem de um casal saindo da maternidade, pensei: “É agora que eu vou me divertir também!”.

E não deu outra: não entendia bulhufas do que os caras cantavam, mas eu ria muito!

A música que eu mais gostava desse disco é “Eu gosto de mulher”. Sempre achei que foi uma homenagem à mulher, apesar de uma boa parte, achar até hoje, a música machista.

Amava a parte que dizia “mulher para presidente!!!”. Hoje, com a Dilma, confesso que amo menos.

Mas a verdade é que eu não conseguia entender boa parte da letra. Então a parte que não entendia, substituía por algo que rimasse só para não deixar de cantar.

A parte “eu tenho amigo homem, eu tenho amigo gay” substituí por “eu tenho amigo pônei, eu tenho amigo rei”. É que com 5 anos de idade não fazia idéia da existência de pessoas que se interessavam pelo mesmo sexo né? E, como na época, não tinha internet para achar a letra das músicas e, mesmo se tivesse, eu não era alfabetizada o suficiente para procurar, acabei substituindo pelos amigos rimáveis que faziam parte do meu mundo imaginário: pôneis e reis.

Mas a gente cresce e descobre as coisas da vida e, no fim, acaba vendo o tal do “duplo sentido” até onde não se tem. E, admito que sinto saudades da época em que comer tatu era algo natural, uma garrafa era uma simples garrafa e tinha orgulho de ter amigos pôneis e reis.

O que houve com o Planeta Atlântida 2011?

Confesso que faz muitos anos que não ia mais ao Planeta Atlântida. A última vez foi em 2001.

Dez anos depois, me deu uma saudade nostálgica do Planeta. Como seria retornar ao Planeta Atlântida após uma década de saudades?

Fui olhar a programação para 2011 e quase vomitei:

Luan Santana, Michel Teló, Guilherme e Santiago, Restart...

Oi?

Eu li certo????? Essa programação está mais para Planeta Atlântida 2012 – O Juízo Final!! Prefiro o suicídio, grata!

O que aconteceu com o nosso rock?

Me lembro que em 2001, teve como umas das atrações Ivete Sangalo e até onde me lembre, ela foi vaiada no início. Afinal, o Planeta Atlântida sempre teve como foco o rock. A Ivete é gente boa, o show dela é mara... mas é axé né gente?

Mas ela tem uma boa presença de palco, e no fim do micro-show, todo mundo estava se divertindo.

A partir daí, o Planeta começou a abrir espaço para outros tipos de música. MAS PRECISAVA AVACALHAR?

De início, achei que estava ficando velha, mas não... a programação do Planeta Atlântida 2011 desceu o nível mesmo.

Sempre fui no Planeta com a minha irmã que tem 10 anos a mais que eu. Em, 2001 eu tinha 18 e minha irmã 28. Ressalta-se que minha irmã adorava tanto (ou até mais) o Planeta Atlântida que eu.

Hoje, tenho 27 e me dá vontade de chorar toda vez que me lembro da programação de 2011.

Passei anos da vida trocando o carnaval pelo Planeta. Nunca me arrependi. Esse ano, vou me jogar no carnaval porque está valendo muito mais a pena.

Agora, só me resta lembrar com carinho das bandas que marcaram presença no Planeta Atlântida e fizeram desse evento um dos mais famosos do país:

Tequila Baby:

Comunidade Nin Jitsu:

Raimundos:

O Rappa:

Ultraje a Rigor:

Titãs:

Barão Vermelho:

Paralamas do Sucesso:

Cidade Negra:

Acustíco e Valvulados:

Zeca Baleiro:

Fernanda Abreu:

Powered by Blogger