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A menina e o monstro


Tem dias que eu acordo querendo dominar o mundo.

Tem dias que eu, simplesmente, quero sumir dele.

O mundo é bom dos olhos daqueles que vêem.

Mas, meus olhos são negros e enxergo tudo em tons de cinza.

Às vezes vejo algumas cores, mas não são as minhas. São as dos meus amigos.

Porque quando volto a ficar só, os tons de cinza prevalecem.

Não é fácil ser a decepção da família, afinal, aquela garotinha inteligente poderia, no futuro, encontrar a cura do câncer.

A garotinha cresceu e se tornou um fracasso, um peso para a família.

Peso tão pesado que nem eu mesma suporto.

Cresci querendo conquistar o mundo, mas, me descobri que mal consigo dominar a mim mesma.

Posso rir, contar piadas, aconselhar... mas não consigo expressar esse lado negro do coração.

Ver meu verdadeiro eu, seria como ver o próprio diabo no reflexo do espelho.

Apenas consigo flertar com esse monstro, mas, derrotá-lo... isso já está fora do meu alcance.

Vale a pena sensualizar com tudo que é homem?

Eu, definitivamente, não entendo as mulheres e olha que sou uma delas.

Não consigo compreender o porquê de tantas mulheres só se sentirem mulheres de verdade se todos os homens que as cercam querem levá-las para a cama.

Como se todos os homens do mundo fossem obrigados a ter tesão instantânea ao vê-las. Se por um acaso, não demonstram tal intenção “lasciva”, logo, são taxados de viadinhos de broxas e por aí vai.

Talvez tu estejas a pensar algo do tipo: “ela diz isso porque deve ser feia e gorda e como não chama a atenção de todo macho que aparece pela frente fica dando uma de amargurada”.

É, talvez, vocês tenham razão. Não sou nem de longe do tipo gostosona. Mas sabe? Tem um monte de mulher que também não é gostosona e linda de doer mas pensa, da mesma forma, que todos os homens devem lamber seus pés.

Elas podem até se achar super mulheres, mas os homens só a vêem como uma oportunidade de sexo fácil. Essa é a triste realidade.

Às vezes até agradeço a Deus por não ser tãããooo linda e super sexy (só as vezes mesmo). É bom ter amigos homens. Poder sentar, beber uma cerva e contar piadas politicamente incorretas. É bom saber que eles não te consideram como um simples pedaço de carne a ser comido e ignorado. Que te consideram como pessoa, como AMIGA.

Não me considero a mulher mais feia do mundo. Arrumadinha até que sou “comível”, rs. Mas é bom poder colocar um tênis, calça jeans e blusão de lã, sem maquiagem e ir na casa de um amigo só pra jogar papo fora, ver um filme, comer alguma coisa.

É bom tu poderes ser tu mesma, sem disfarce, sem fantasia, sem sensualização escancarada e vulgar.

Se existe algo que venho aprendendo com o tempo... é que não preciso gastar minha“sensualidade” com todo macho que aparece na minha frente. Todo esse meu “xaume”, hoje, é reservado a quem realmente me interessa. A todos os outros homens posso conceder, humildemente, minha amizade sincera.

Me perco entre lágrimas e risos


Às vezes quero chorar. Às vezes quero sorrir.

A vida deveria ser assim: ou uma coisa ou outra.

Mas já teve dias em que me deparei com os vários tons de cinza que a vida nos envolve.

Já chorei de tanto rir,

Já sorri mesmo querendo chorar.

Não é difícil sorrir depois chorar tudo que tinha para expor,

É impossível chorar depois de tanto sorrir.

Às vezes, com o sorriso sai algumas lágrimas... mas isso não é choro, é apenas a moldura do sorriso.

Já ri de piada sem graça, suja e politicamente incorreta.

Já chorei assistindo desenho animado ou ouvindo uma música antiga.

Já ri de tão nervosa... já chorei de tão culpada que me sentia.

Já sorri por nada e já chorei sem motivo.

Gargalhei até perder o fôlego, chorei até perder a alma.

Chorei em enterros imaginários, e ri das minhas milhares formas mentais de me vingar.

Sorri para disfarçar insegurança e chorei para demonstrar coragem.

Chorei para diminuir a dor e sorri para aumentar a alegria.

Sorrir me leva para um mundo utópico, nas nuvens... chorar me deixa no chão, sóbria.

Proponho levar a vida sorrindo já que chorando eu vi as maiores crueldades que o ser humano consegue cometer.

Mas, como diria o saudoso cartola: “Deixe-me ir, preciso andar, vou por aí a procurar rir pra não chorar.

O meu querido ódio


O amor me faz viver, sorrir, cantarolar, sentir-me leve, nas nuvens.

Mas jamais desconsiderei o ódio. Enquanto o amor faz-me viver... o ódio faz-me sobreviver.

O ódio me traz a indignação, a força de vontade, a inteligência, a sagacidade.

Nenhum sorriso fez-me sobreviver.... mas já as lágrimas.... ah as lágrimas! Essas sim me fazem forte o suficiente para seguir adiante.

O amor, o carinho, a amizade, o afeto tornam minha vida suportável. Mas o ódio, o sofrimento, o trauma, todos os rasgos que ainda tenho em meu coração... são eles que me deixam viva e pulsando fortemente.

Você pode ver as coisas ruins que acontecem da forma que bem entender. Eu vejo que cada sofrimento que tive, tenho e certamente terei... me tornará mais e mais humana e sábia.

O amor te conforta, mas o sofrimento te ensina. E a primeira coisa que aprendi com o sofrimento é que ele nunca é eterno por mais insuportável que pareça.

Certas pessoas quiseram e ainda querem me levar ao hospício. O problema é que, no momento em que me chamam de louca, minha lucidez vem à tona.

Os meus amigos mais próximos já conheceram meus pensamentos suicidas. Mas foi só um médico dizer-me que a medicina não podia fazer mais nada por mim...que o ódio e a indignação que senti foram tão grandes que me fizeram lutar por cada célula viva do meu corpo. Sobrevivi, como sobrevivi várias vezes.

Minha vida parece um vazo quebrado e colado milhares de vezes. Uns podem achar algo grotesco, porém, considero cada pedacinho de vidro colorido quebrado e colado várias vezes um lindo vitral. A beleza do vitral da minha vida não está na sua deformidade, nem nos buracos que até hoje não consegui achar algo a preencher...

O encanto está justamente na sua história. Não importa quantas vezes a minha vida se quebre em mil pedaços... Sempre estarei lá eu... juntando os caquinhos com lágrimas, com ódio, com indignação.

Uma das pessoas que mais me incentivaram na vida foi meu pai. Não, ele não me apoiou em quase nada em que quis fazer nessa vida. Ele sempre foi o primeiro a dizer que sou desengonçada, desastrada, desorganizada, nada feminina. Se eu pretendo fazer algo, ele é a primeira pessoa a rir da minha cara.

Muitos filhos seriam traumatizados eternamente com um pai desses. Mas eu não. Cada não que ele me diz me faz crescer aquele ódio e indignação e força de vontade que só quem sabe que enfrentará uma guerra conhece.

O “não” do meu pai poderia me levar ao psicólogo, mas eu peguei cada “não” dele para transformar em superação. O “não” dele poderia fazer-me odiá-lo... mas se não fosse por seus “desencentivos”, eu jamais superaria meus limites. Como não amar uma pessoa dessas?

Então, fica um aviso aos meus inimigos que lindamente colhi durante a vida: Não me deseje o inferno, pois só de pirraça vou conquistar um pedaço no céu.

A morte me cai bem.


Gostaria de passar minha vida inteira apenas esperando a morte chegar.

Minha vida é uma tela de cinema onde me sento numa poltrona confortável, pego a minha pipoca e assisto os atos da vida como se não fossem minha.

O ontem já passou, o amanhã não me interessa.

Queria dizer que te amo, mas, ao invés de incorporar a “mocinha” do meu próprio filme... resigno-me a ser um figurante sem importância.

Do que me adianta o amor se a morte me cai tão bem? A verdade é que meu coração combina mais com uma coroa de flores do que com um jantar à luz de vela.

Lírios. Muitos lírios no meu velório. Bem coloridos. De tons de cinza basta a vida que já tive.

Amigos. Poucos amigos, porém, leais. Todos sorrindo. As lágrimas em vida já me bastam.

Amigos e lírios. De muito pouco a gente precisa para ter uma morte feliz.

E na minha lápide estaria escrito: “Aqui jaz Priscila Leandro Pacheco: amiga dedicada e inimiga implacável.”

Queria morrer e virar uma lenda, mas tenho consciência que me tornaria apenas uma doce lembrança no coração daqueles poucos, muito poucos, que me amam.

Que lembrem da minha gargalhada solta, das ironias que fazia com a minha própria desgraça. Que lembrem do abraço que dei e das broncas que soltei quando achava que tudo estava errado.

Que lembrem do meu olhar, ele nunca mentiu. Que bebam, de vez em quando, gin com sprite em memória de mim.

Que esqueçam dos meus fracassos, minha inércia e minhas covardias.

Queria morrer e virar uma mártir.

Portanto, amigos, preservem só o que houve de bom em mim. Meus defeitos já não importam mais.

Não, não acordei suicida. É que hoje estou meio gótica. Uma das mil faces de mim mesma.

Sou dessas...



É triste ter que admitir que o Universo não gira ao meu redor.

Quero colo, mas só encontro a cama vazia.

Quero um abraço, mas só encontro as pessoas de relance.

Queria dizer ao meu amigo: “não quero ficar sozinha hoje. Podes me faze companhia? “, mas sou muito orgulhosa para isso. Até tentei, mas ele não levou muito sério.

Às vezes, canso de ser forte. Às vezes, quero ser fraca... chorar como se não houvesse amanhã. Chorar até me dar sono e dormir o sono dos justos ao lado de um amigo... com a cabeça no colo recebendo cafuné. Mas né? Não sou dessas.

Não sei pedir atenção e nem quero que meu amigo resolva meus problemas. Só queria chorar num colo seguro e me sentir protegida. Nada sexual. Muito fraternal. Sou dessas.

Meu amigo é minha cartela de rivotril com gin. Eles nunca me rejeitam e nem ligam pras minhas lágrimas. Finjo que meu travesseiro é um amigo querido... que está ali para todas as horas. Sou dessas.

Cansei de ser a Fiona... quero ser a Bela Adormecida e entrar em sono profundo por uns cem anos. Sem incomodar ninguém, muito aqueles que eu amo. Sou dessas.

Minha doce criptonita


Todos têm sua fraqueza. Jamais, aconselharia a ninguém a expô-las. Sempre tem um desalmado que pode usar isso contra ti.

Qual é a sua criptonita? Qual é a minha criptonita? Precisamos localizá-la, rapidamente, e jogar para fora o mais longe que puder. Afinal, sem fraquezas, sem dor. A coisa mais lógica a fazer.

Minha criptonita é meu sentimento pelos outros. Não sou do tipo sentimentalista e melosa. Mas quando eu sinto, eu sinto para valer.

É meu precioso. Eu sinto esse querer bem, esse amor. Não sei, exatamente, o que acontece para fazer que esse sentimento nasça por umas pessoas e outras não. Só sei que nasce e não é necessário ser recíproco.

Minha fraqueza é dar de graça aquilo que eu mais preservo em mim. Guardo com todo carinho e não deixo qualquer um chegar perto. Mas, quando resolvo dar... dou de graça, sorrindo e oferecendo um bolinho com café junto.

Dou sem pedir nada em troca. É um presente que não se vê e nem todos têm a sensibilidade de sentir. Mas está lá... intacto.

Nunca pedi nada em troca, mas não sou idiota em não confessar que espero ser correspondida. Espero mesmo. Fielmente.

Nem sempre sou correspondida, aí o que nos sobra é respirar fundo e seguir em frente, porque, infelizmente, não há forma de pegar esse sentimento de volta e fingir que ele nunca existiu.

Ele existe, foi marcado como boi a ferro em brasa no átrio mais nobre do meu coração.

Não sou a pessoa mais apta do mundo a demonstrar esses meus sentimentos. E, quando, eu mostro... mostro do meu jeito torto. Gostaria de dizer a essas pessoas, diariamente, que eu as amo, mandar cartõezinhos melosos, de abraçar e de beijar e de aninhar todos em meu braço com cafunés. Mas, eu não sei fazer isso.

Essas ações, por mais belas que sejam, me parecem falsas. É estranho, mas meu sentimento floresce quando eu brigo com elas, dizendo que me magoei ou que ela está fazendo tudo errado por isso ou por aquilo. Só me “disponho a me indispor” com as pessoas que amo.

É que meu coração não suporta ver os que amo fazendo coisas que podem machucá-los lá na frente. E para impedir isso, sou capaz de gritar, de ofender, de magoar, de bater. Se alguém tiver que sofrer, que seja eu sofrendo pelo olhar torto daqueles que amo. Se isso for impedir de vê-los sofrer... eu pago o preço.

E se alguém ofender aqueles que amo, meu querido, comprou uma briga com o inferno. Eu perco as estribeiras, a educação e bom senso. Viro um pitbul de batom. Quer brigar com os que amo? Vai ter que passar por cima de mim primeiro. Posso suportar ofensas a minha pessoa, até acho graça. Mas mexe com aqueles que amo que eu mostro onde está a graça bem no meio da fuça de alguém.

Mas falando em graça e em sentimento, a graça está, exatamente, em dar de graça esse amor e mesmo assim, sem pedir nada em troca, sem manipular, receber a reciprocidade.

A desgraça está em dar de graça e a pessoa fazer pouco caso dele. Ou quando alguém descobre que esse sentimento me é importante e tenta me atingir com ele. Afinal, podem me atingir o quanto quiserem, mas não cheguem perto dos meus sentimentos pelos outros ou de seus destinatários... eu viro bicho.

O mais irônico de tudo isso, é que meu sentimento pelos outros é minha criptonita e, ao mesmo tempo, é a minha força de viver. Se eu jogar minha criptonita longe de mim, eu morro. Se eu conviver com a minha criptonita, sou capaz de matar e de morrer e de continuar vivendo ainda sim.

A verdade é que a minha fraqueza é a minha maior fortaleza. Um paradoxo irresolúvel, inviável e intratável.

Essa é a minha criptonita: Amarga e doce, mortal e vital, repulsiva e preciosa, esculpida com muito custo e dada de graça, me faz experimentar o céu e descer aos infernos, razão da minha vida e que pode me custar a morte.

Essa dualidade ainda vai me transformar em um monstro, ou me deixar mais humana. Tudo dependerá do ponto de vista daqueles que fazem parte da minha doce criptonita e daqueles que não possuem a dádiva de nem chegar perto dela.

Tô nem aí pra Ciência. Me amem.

Achem-me louca, insana ou doente mental: mas não confio na ciência.
Às vezes me pergunto como as pessoas absorvem uma informação como verdadeira pelo simples fato de ser cientificamente provado ou renegam a probabilidade de qualquer outra informação ser verdadeira somente pelo fato de não ter sido comprovado cientificamente.
Não sei a vocês, mas, para mim, parece-me estupidamente ilógica a própria lógica científica. Como separar o observador (o cientista) do observado (o mundo) se aquele está incluso no contexto do que pode ser observado e “não pode ser vendido separadamente”?
Os fãs da ciência irão dizer que esta é mais confiável porque neutra. Como pode um cientista ser neutro se ele faz parte direta ou indiretamente do objeto a ser observado?
A ciência é uma jovem pretensiosa, porém, limitada. Há de ser reconhecer os limites da ciência, assim como todo “ser científico” adora alardear as limitações das crenças, das religiões, dos mitos, das lendas.
Há várias verdades no mundo e cada um tem o direito de escolher o seu melhor entre elas.
Para mim, um conhecimento milenar é muito mais verdadeiro que qualquer estudo científico realizado pelo mais belo brilhante profissional de Havard. Sabe por quê? Porque o conhecimento milenar resiste ao tempo, coisa que a ciência se mostra incapaz de fazer.
Hoje, a ciência aponta um caminho, amanhã apontará outro completamente diferente e nunca reconhecerá que seus resultados não correspondem, necessariamente, a verdade nua e crua como ela é.
Você pode achar que aquele povo que acreditava em fadas, duendes e sereias era um povo estúpido. A existência de seres mágicos nunca foi comprovada ou reprovada pela ciência, mas, fazia com que o ser humano daquela época respeitasse o planeta em que vivia, convivendo em harmonia com a natureza.
Já os grandes cientistas e os grandes avanços tecnológicos podem ter razoabilidade, mas fizeram com que o homem se esquecesse que faz parte desse mundo. O planeta sofre por causa da poluição, do desmatamento, a utilização inadequada dos recursos naturais, e, ninguém pode dizer que esse fanatismo à crença da ciência colaborou e muito para o colapso atual da natureza.
Essa ciência está acabando com o mundo e se o mundo um dia acabar, nós acabaremos com ele.
Agora pergunto: quem é o povo estúpido?
Pouco importa se duendes e fadas existam ou não. Se sua crença faz com que vivamos em harmonia com planeta, se isso deixa o mundo em que vivemos melhor... qual o problema?
Eu, por exemplo, não acredito na teoria evolucionista de Darwin... sou criacionista de carteirinha. Não é que o criacionismo seja verdadeiro, mas, me faz bem crer que alguém maior criou tudo o que se tem hoje. Essa crença me faz respeitar o mundo que vivo porque reconheço que é melhor que eu e faz respeitar a mim mesma porque essa pessoa insignificante que vos fala deve ter alguma função por estar inserida num mundo tão vasto.
Acreditar, simplesmente, que sou fruto da casualidade do caos, é determinar que minha existência (e a sua existência) é vazia. Se assim o for, tanto faz viver ou morrer. Mas, eu preferi a vida com suas crenças milenares tolas sem comprovação científica porque são elas que fazem eu ser aquilo que sou: um ser humano.

Tenho 18 e tenho me de broxar. E agora?

Introdução

Pensei muito antes de publicar esse texto. Nem sempre é fácil falar de sexo assim de cara limpa, mostrando a própria cara. Quero dizer, fácil até é... mas nem sempre é conveniente.

Sou uma quase balzaca e, por incrível que pareça, tenho alguns pupilos. Pupilos são homens novos, na faixa de uns 17 a 20 anos com quem converso algumas coisas sobre sexualidade em geral.

Não, não sou pedófila. Nem passa pela minha cabeça me relacionar com qualquer um deles. Eles são fofos, bonitinhos, resplandecem todo o brilho da juventude. Contudo, eles têm muita fissura para pouca malemolência, rs. Ademais, não tenho paciência para ensinar sacanagem. Logo, me considero uma irmã mais velha, ou simplesmente uma amiga mesmo.

Também, não sou nenhuma perita em sexualidade. Não sou uma máquina de fazer sexo. Mas sou, naturalmente, mais experiente. Só isso.

Esses dias, um dos meus pupilos me procurou apavorado. Estava no início da vida sexual e se deu conta que tinha medo, mas muito medo de broxar. Conversei muito com ele. Uma tarde regada a chop, petisco e muita, mas muita conversa. Como ele não é o primeiro que me aparece com o mesmo medo pensei em colocar em palavras tudo que disse a ele.

Infelizmente, mais cedo ou mais tarde... você vai broxar.

Lá vai a primeira coisa que sempre digo: “quem nunca broxou é porque nunca comeu ninguém”. É inevitável. Broxar é igual a diarréia: não é agradável, mas acontece.

Logo, é de bom tom encarar a broxada com naturalidade. Acontece, mais cedo ou mais tarde, com todos os homens. Sorry, não há exceção. Pode acontecer por problemas fisiológicos, por muita chapação, por não estar num bom dia ou simplesmente, por não estar com tesão.

Você não será menos homem porque broxou. Assim como, você não é uma máquina sexual só porque, até então, nunca broxou na vida. Acredite, sentir e dar prazer sexual não se resume a um pênis ereto. Claro que faz parte, mas é só mais um item no contexto.

Mas é claro que se pode evitar determinadas condutas que podem contribuir para que isso aconteça.

Evite bebedeira ou muita chapação:

O álcool até determinado momento é um estimulante. Mas a verdade é que, depois de determinado ponto da bebedeira, a gente perde o controle do corpo.

Na prática, o que vejo por aí... é muito raro um cara novo, saudável, broxar por causa da bebida. Antes de broxar, o cara não consegue nem ficar de pé... o que impede o ato sexual consentido de uma forma geral.

O mais comum de acontecer é o cara ficar mais bêbado que um gambá, conseguir a ereção, mas não conseguir gozar de jeito nenhum. O que não é o fim do mundo.

Mas enfim, fica a dica.

Evite se relacionar sexualmente em dias psicologicamente ruins

Se você acabou de ganhar um pé na bunda da namorada, vai sair pra beber e comer qualquer mulher que aparecer na sua frente só porque está solteiro e com raiva do sexo feminino... cuidado, a possibilidade de broxar aumenta e muito.

Também não vai inventar de fazer sexo no mesmo dia do enterro da sua avó, ou quando foi reprovado, ou despedido. Sabem aqueles dias em que tudo dá errado? Então, se está dando tudo errado por que diabos você acha que tudo vai dar certo se comer a mulher mais disponível que aparecer?

Se você é novo, saudável, e não se encheu de tóxico.... a broxada só vai acontecer por problemas de ordem psicológica.

Com a prática, você vai perceber que o sexo é muito melhor num dia que está tudo bem, que você está tranqüilo e contente. Aí sim, sexo é um belo complemento.

Sexo num dia ruim, tende a ser ruim também.

Tesão é fundamental

Parece uma coisa idiota de se dizer. Principalmente se você que está lendo esse post é adolescente. Meninos tendem a sentir tesão por qualquer coisa que tenha dois buracos e não dê choque.Malditos hormônios. É muita fissura para pouco pinto. Mas, é uma fase normal. Um dia passa.

Quando essa fase passar, você vai perceber que não é, exatamente, toda mulher pela qual se sente tesão. A tendência é ir ficando seletivo com o passar do tempo. Tem homem que prefere as loiras, outros as mais gordinhas. Uns preferem uma mais burrinha, outro já gosta de mulher com mais conteúdo. Uns preferem as mais recatadas, outros as piriguetes. Isso vai de cada um. Tem mulher para tudo quanto é gosto e gosto para tudo quanto é tipo de mulher.

A verdade é que você tem que descobrir que tipo de mulher te dá mais tesão. Por exemplo, uma vez um amigo me contou que broxou com uma das mulheres mais sexy da cidade. Ela era loira, um corpo fantástico, siliconada e não era burra. Já fez vários ensaios sensuais e não há homem nessa cidade que não quisesse a levar para a cama. Mas, mesmo com toda essa “mercadoria”, que faria qualquer homem morrer de tesão, ele broxou. Sabe por quê? Porque ela beijava mal. No fundo, ela era o tipo de mulher que achava que a única contribuição que ela era obrigada a dar ao ato sexual é a sua beleza.

A grande verdade é que o tesão vai muito além de um belo par de peitos e uma bunda redondinha. Infelizmente, meu amigo aprendeu isso da pior forma possível.

Outra coisa que influi no tesão é o clima. Há quem diga que até o homem com mais de 35 precisa de clima para fazer sexo. Até eles vão precisar de troca de olhares, de um jantar ou até mesmo de uma simples conversa para “entrar no clima”. Sabe aquela coisa de querer mais qualidade e menos quantidade? Então! Apesar que conheço muito homem que já era para estar nessa fase mais “seletiva” e até hoje não demonstra esse tipo de reação. Mas enfim, cada um sente tesão com que bem entende.

Logo, se você for um cara saudável, sóbrio, num dia legal e com tesão... a probabilidade de broxar é quase zero. Não é uma receita infalível e nada do que foi dito aqui é algo extraordinário. São apenas considerações de alguém que, provavelmente, viveu um pouco mais nas quebradas da vida, rs.

A greve da PM: apenas algumas considerações



Que os policiais militares desse país ganham pouco e merecem um belo aumento, ninguém discorda. Mas, dar o aumento devido que é bom nada né?

O que qualquer categoria profissional faz quando tem razão de reivindicar seus direitos? GREVE! Não deveria ser diferente com os policiais militares. Sim, eles exercem uma função, absolutamente necessária, em nossa sociedade.

Uma greve geral da PM seria uma catástrofe (mais uma razão para se aumentar os vencimentos efetivos, não é mesmo?).

Pelo que pude acompanhar, o caso mais crítico é o da Bahia em que 1/3 do efetivo policial cruzou os braços. Na minha simples visão, 1/3 é uma porcentagem razoável para uma categoria que exerça função essencial adira à greve. Absolutamente constitucional. Há de se achar um meio termo constitucional entre garantir à segurança da população e de se fornecer um meio legal e EFICAZ para que os policiais militares possam reivindicar seus direitos.

Pelo que pude acompanhar, também, há anos a polícia militar tentava negociar com o governo por melhores salários sem sucesso. A greve e a ocupação da Assembléia Legislativa foi a última tentativa desesperada.

Claro que os policiais militares que excederem seu direito de greve com violência e depredação do patrimônio público devem responder por seus atos. Mas, falando em termos de direito penal brasileiro na prática, considero essa quantidade absurda de prisões preventivas totalmente autoritária.

Estranho é a nossa presidência que viveu sob um regime autoritário e bate no peito para dizer que sofreu as mazelas da ditadura ser conveniente com uma situação dessas.

Engraçado é quando aparece gravações telefônicas no Jornal Nacional de algum político desviando dinheiro de licitações, ambulâncias, mensalão, merenda escolar, nunca se tem como resposta rápida, no outro dia, a decretação da prisão preventiva desse povo inescrupuloso.

Já com o comando da PM... esses foram “pro pau” rapidinho.

Há quem diga: mas esses PM exaltados são uns vândalos! Se não houver segurança a criminalidade vai fazer a festa! Imagine o aumento do número de homicídios, roubos e tráfico?!

Concordo!!

Mas quantas pessoas morreram na fila dos hospitais públicos ou conveniados ao SUS por falta de verba que seria mais que suficiente se não fosse desviada pelo caminho?

Quantas das nossas crianças que, muitas vezes, tem a única oportunidade de fazer uma refeição decente. Na verdade, teria... se não licitassem alimentos estragados e de má qualidade?

Quantas pessoas morreram por desabamento de obras públicas licitadas e construídas com materiais inferiores?

O mundo está mudando. A bandeira da democracia está a meio mastro. Só eu estou vendo a censura cada vez mais atuante em nosso país e no mundo? Não se pode fazer greve, não se pode fazer piada, não de pode baixar um seriado da internet. Daqui a pouco terá prisões preventivas para quem cantar no chuveiro por crimes contra o direito autoral.

Sério. Há muitas formas de governos autoritários: já foi a vez do reis divinos, do império conquistado a base da guerra, houve os Imperadores absolutistas, a burguesia e hoje, o autoritarismo vem dos políticos que dançam nas mãos das grandes empresas e corporações. Triste.

Tudo isso foi argumentado para fazer um único e singelo questionamento: se vivemos numa democracia, cadê as prisões preventivas quando esses escândalos políticos aparecem no Jornal Nacional?

Resultado do apelo ao Clésio Salvaro e Márcio Búrigo


Para quem ainda não tinha lido, ontem postei nesse blog um apelo aos nossos governantes para que atentasse ao caso do meu pai que fez uma cirurgia de grande porte na perna, não podia caminhar e o atendimento público de saúde havia se negado a fazer os curativos.

Leia o apelo na íntegra aqui.

Ontem à noite, o Secretário da Saúde, Silvio Avila, entrou em contato comigo e, prontamente, ofereceu auxílio para resolver a situação. Ele me telefonou, novamente, hoje pela manhã realizando alguns questionamentos e solicitando que eu efetuasse uma denúncia perante à Ouvidoria para que ele pudesse, assim, tomar as medidas necessárias.

Nas palavras do próprio secretário: “É necessário saber quem é realmente comprometido ou não”.

Devo dizer que fui muito bem atendida pelo Secretário, pela Sra. Vilma, a Giovana da Secretaria da Assistencia Social e as atendentes do PAM Graça e a enfermeira Cerinea.

As atendentes que trataram o caso do meu pai com descaso, nem merece ter seus nomes citados, e, realmente, confio que o Secretário Silvio Àvila irá tomar as medidas cabíveis em relação a estes “profissionais” sem comprometimento com a vida e o bem estar da população criciumense.

É com alegria que informo a vocês que hoje já compareceu uma enfermeira para realizar os curativos necessários e assim será feito até a retirada dos pontos, diariamente. (ÊÊÊÊÊ!!!)

Acho que essa história toda nos ensinou uma lição a todos que acham que é besteira ficar criticando na internet, que o país não vai mudar com a gente sentado numa cadeira digitando protestos.

Twittar, compartilhar no FB, reivindicar na internet pode ser eficaz sim na concretização da democracia. E esse caso é uma prova disso. Não precisamos sair às ruas e atirar pedras ou fazer arruaça em frente à Prefeitura. A internet pode e deve ser um instrumento que aproxima governante e governado, sem a burocracia que os costumes brasileiros exigem.

Agradeço, também, a todos aqueles que compartilharam, comentaram, twittaram... fomos nós, o povo, que chamamos a atenção da Secretaria de Saúde.

Todos dizem que temos na mão uma arma: o voto. Hoje, eu digo que temos mais outra: a nossa voz que na internet pode soar como um grito de guerra.

O Secretário da Saúde de Criciúma “ouviu o nosso grito” e atendeu prontamente a solicitação.

Aqui, todos ganharam: o secretário fez seu trabalho, a saúde pública de criciúma se tornou eficaz na vida do meu pai, a internet se mostrou um meio eficaz de protesto e nós , todos nós aprendemos na prática um pouco da democracia.

Ponto para nós! São essas pequenas grandes vitórias que tornam a nossa Cidade de Criciúma um lugar melhor.

Um apelo ao Clésio Salvaro e Márcio Búrigo e a todos os interessados

Criciúma é uma cidade que vem cuidando das ruas, criando parques, mas, infelizmente, se esquecendo da saúde da população.

É triste quando esse tipo de coisa acontece com alguém que a gente ama muito, no caso meu pai.

Não é por nada não, mas já perdi minha mãe e meu pai é a única coisa que me lembra que tenho uma família.

Ele tem 67 anos, e teve que fazer três operações do osso do fêmur para substituir por uma prótese. Todas pelo SUS. Como não se faz esse tipo de cirurgia em Criciúma, ele foi encaminhado à Florianópolis.

A terceira operação na mesma prótese se deu por causa de um problema infeccioso. Os antibióticos via oral não deram jeito e a única forma encontrada foi “reabrir” o corte de 30 cm e aplicar o antibiótico “in loco”.

Operação feita com sucesso. Meu pai já está em Criciúma se recuperando e não pode andar por 45 dias até que o corte profundo cicatrize e para que a prótese possa se aderir ao corpo sem rejeição.

Parecia que estava tudo bem. A recomendação médica é que troque os curativos duas vezes ao dia, por 45 dias, por pessoa especializada, com material cirúrgico para que não infeccione novamente.

Fácil né? Não, em Criciúma. Me dirigi ao PAM e eles simplesmente disseram que não poderiam fazer tais procedimentos porque sairia caro. Que meu pai, que não pode sair da cama e tem que tomar banho de toalhinha e fazer xixi no penico, teria que ir ANDANDO até o PAM para realizar o curativo.

Detalhe: meu pai mora na mesma rua do PAM.

Meu pai está lá, agora, aos prantos. Olha, posso contar nos dedos as vezes que vi meu pai chorar. Meu pai não come mel, chupa abelha.

Fiz uma reclamação na ouvidoria na secretaria da saúde e até agora nada. Para dizer que o PAM não fez nada, ele me forneceu o material para que eu mesma fizesse o curativo em um corte cirúrgico de 30 cm.

Eles acham que quando me formei em direito, aprendi, também, técnicas especializadas em enfermagem cirúrgica.

Se os curativos não foram feitos de forma precisa, certamente, haverá outra infecção. E não é o secretário da saúde que vai ter ficar dopado a base de tramal e tomar triptanol para conseguir ter, pelo menos, três horas de sono diárias.

Então, senhor Salvaro e Márcio Búrigo, gostaria de saber porque construir o Parque das Nações é mais importante que a saúde da população que votou nos senhores. Afinal, dois curativos diários saem bem mais barato e não há complexidade nenhuma nisso, não é mesmo? É mais barato que o SUS ter que arcar com mais outra cirurgia para limpar uma futura infecção.

Prefiro acreditar que o senhor prefeito nem imagina que esse tipo de coisa aconteça, e, espero ainda, que quando ele souber, tome as medidas necessárias.

Afinal, com saúde não se brinca.

Em defesa do policial que brincou com a vaca da Cow Parade



Essa semana, caiu na NET a foto de um PM de Santa Catarina fazendo creu em uma das esculturas de vaca da “COW PARADE” na cidade de Florianópolis/SC.

Não foi raro ouvir diversos comentários no sentindo de que os tais policiais desonraram a farda, que deveriam prender bandido ao invés de ficar brincando, que é por isso que tem tanto traficante por aí, que é uma pouca vergonha, que isso só podia acontecer no Brasil mesmo, indignados se perguntando: é esse o país que vai sediar a Copa? , e assim por diante.

A sociedade queria uma resposta da PMSC e esta veio prontamente nos seguintes termos:

"Condutas incompatíveis com as estabelecidas em nossos códigos e regulamentos são combatidas pela Corporação e igualmente repudiadas pelos policiais militares compromissados com seu trabalho.

O lamentável episódio da publicação em imagens em veículos de comunicação e em redes sociais na internet, acerca de policiais posando para fotos com um dos exemplares da Cowparade, constitui-se em um fato isolado, o qual não reflete a conduta devotada e o compromisso inequívoco de preservar valores morais, qualidades forjadas em cada policial militar na missão diuturna de proteger as pessoas e levar segurança aos catarinenses.

Nesse sentido, foram adotadas as seguintes medidas:

a) Afastamento dos policiais militares identificados, os quais responderão a processo administrativo

b) Instauração de Sindicância pelo comando do 4º Batalhão de Polícia Militar."

Sinceramente, caro leitor, não entendo o porquê de tanto alarde. Ok. Admito que a conduta dos policiais fora inadequada, mas desnecessário é fazer uma tempestade num copo de água.

A profissão “policial” é uma das mais estressantes de todo mundo. Principalmente aqueles que vão para a rua para garantir a nossa segurança. É pressão o tempo todo.

O policial tem hora para sair de casa, mas não sabe que horas irá chegar. Pode ser que ele fique ferido, paraplégico, cego, inválido de qualquer forma na tentativa de defender eu, você e a todos que nos rodeiam. Pode ser que ele nem mesmo volte.

Esse mesmo policial ganha muito pouco apesar da essencialidade da sua profissão em nossa sociedade. Mal consegue sustentar a sua família, isso sem contar que o policial militar de SC é um dos piores remunerados do Brasil.

Ele arrisca a sua vida e o bem estar de sua família por uma merreca de salário. Enquanto os deputados federais e juízes aumentam o seu próprio salário, os policiais civis tem que ficar chamando a atenção da sociedade e do Poder Público por meio de paralisações.

Enquanto o tráfico é altamente armado com mini basucas, metralhadoras, granadas e munição a vontade... a Polícia Militar tem que se virar com pistolinhas e viaturas caindo ao pedaços.

Isso sem contar que o número de policiais ativos está sempre aquém do mínimo necessário para que se possa efetuar uma segurança efetiva.

A mídia e as pessoas de um modo geral enfatizam a foto do policial com a vaquinha. Mas quando um dos nossos policiais é morto em serviço, para nos proteger, quem de nós se esforça para prestar os sentimentos de apoio à família que ficou órfã? São heróis que morrem sem desfrutar dos louros da fama.

Esse é o retrato da nossa polícia. Não me surpreendi com as fotos do policial brincando de “creu” com a vaquinha. Sabe, se eu tivesse uma profissão tão estressante quanto a dele, iria querer extravasar, nem que fosse por alguns poucos minutos, toda essa tensão que o trabalho requer.

Esse tipo de atitude pode ser até considerada normal entre os “fardados”. Não é raro aparecer por aí vídeo de militares, em expediente de trabalho, de todo o mundo fazendo dancinhas idiotas ou fotos de pose homossexuais só para distrair.

Não é exclusividade da Polícia Militar de Santa Catarina. Quem não se lembra da febre da dança do siri? Essa dancinha tem a sua versão camuflada também:

E vocês lembram daquele policial militar de São Paulo que dançou axé e que foi parar no Jornal Nacional?

Inclusive os temíveis fuzileiros navais americanos já foram flagrados em poses nada usuais. Não é uma exclusividade brasileira. No youtube tem vários militares de todas as partes do mundo fazendo esse tipo de brincadeira:

Soldados americanos no Iraque

Soldado dançando Michael Jackson. As mina pira na camuflagi.

Soldados improvisando rave dançando com metralhadora na mão.

A Corregedoria da Polícia Militar frisou que as condutas incompatíveis são repudiadas pela Corporação. A população se pergunta aos gritos onde está a honra pela “farda”.

Mas o que desonra mais a Polícia Militar: uma foto inadequada ou os baixos salários, a falta de efetivo e o armamento defasado que é disponível aos nossos policiais?

Os que criticam o policial militar que posou com a vaquinha são os mesmos que vaiaram os bombeiros há um tempinho atrás quando eles fizeram greve por melhores salários. E, hoje, estão aí, dando “vivas” aos “vermelhinhos” que, apesar da péssima remuneração, estão tirando pedra por pedra na brava tentativa de encontrar sobreviventes no desabamento dos prédios no centro do RJ.

Infelizmente, a mesma mão que bate é a mesma mão que aplaude nesse teatro hipócrita que insistimos em chamar de democracia.

Só mais uma sobre a vida.

Há dias em que a inspiração se vai. Não nos resta mais nada em nosso íntimo para externar.

Tenho medo quando isso acontece. Normalmente, essa “falta de inspiração” indica a necessidade do novo, do diferente, mesmo não tendo a mínima idéia do que seja.

É aquele momento em que você olha para a sua vida em frente ao espelho e se pergunta: “E agora José?”

Chegou o momento de chacoalhar a zona de conforto e rever conceitos. Penso, logo mudo de idéia no melhor estilo “prefiro ser essa metamorfose ambulante”.

Posso escolher por amar intensamente ou desistir dessa *orra toda. Posso fazer minhas próprias escolhas ou deixar que a vida decida por mim. Posso optar entre ser a princesa em perigo ou a bruxa má de um conto de fadas. Posso mergulhar no preto ou no branco ou inventar um novo tom de cinza.

Não sei o que me espera e não faço idéia de que caminho seguir. Tenho medo do escuro, da incerteza, do desconhecido. Porém, devo admitir, que o mais me aterroriza é a solidão. Aquela sensação de estar só mesmo no meio de milhares de pessoas.

Nesse momento, essa solidão invade a minha alma. Não porque esteja sozinha, mas porque preciso decidir sozinha. Passei, praticamente, a vida toda reagindo aos acontecimentos e, pela primeira vez, posso escolher o que pode acontecer.

Vejo minha vida como uma tela em branco, e estou escolhendo as tintas para compor o meu desenho, o meu destino.

Essa “falta de inspiração” irá passar mais cedo ou mais tarde. Pode ser que o meu quadro não se torne uma obra prima, mas, pelo menos será minha de verdade.

Meu primeiro amor


Existe sentimentos que ficam lá no fundinho do coração, escondidos, como um bibelô de cristal com laçarote lilás que teimamos em deixar num cantinho da estante, mesmo que não combine com o resto da casa... que agora é moderna e clean.

Na grande maioria das vezes não são perceptíveis a todo momento, mas estão lá sempre... mesmo que a gente não note.

Aí, um dia, estamos olhando para o nada e nos deparamos com aquele enfeitinho de cristal. A gente dá um sorriso saudoso e gostoso. Lembramos do momento especial em que ele foi adquirido. Suspiramos, e seguimos em frente.

Hoje, me deparei com um desses sentimentos: o primeiro amor. Fazia muito tempo que não pensava nele, mas isso não significa que ele não estivesse guardadinho no coração todos esses anos.

Não sou a pessoa mais inteligente e mais sábia desse mundo. Talvez o que eu diga seja verdade. Talvez não. Mas é minha verdade de hoje.

Uma vez que se ama uma pessoa, você o amará para sempre. Não importa se seja recíproco. Não importa se ele um dia te magoe. Não importa se o odiamos, ou não. O amor sempre estará lá. Porque o amor é algo que a gente dá sem promissória e nem recibo. Ele é emanado, e, o fato de ser ou não correspondido, não o desqualifica enquanto amor.

Tem data de nascimento, porém, até hoje, nunca ouvi falar do seu obituário. Quando a gente sofre com o amor... nós podemos amarrá-lo, seqüestrá-lo, torturá-lo, ou esconder tão bem escondido que nunca mais o consigamos sentir.
Ou, pode fazer como eu, enfeitá-lo com um laçarote lilás e deixar ali, quietinho, no cantinho da estante da sala de estar do nosso coração... ausente em sua constante presença na decoração da vida.

Meu primeiro amor foi como deveria ser: doce, mágico e trágico. Pintado com todas as cores do arco-íris. Fui a princesa em perigo e a bruxa malvada do meu próprio conto de fadas. Tudo ao mesmo tempo.

Mas, hoje, fechei meus olhos e visualizei esse pedacinho de cristal que, apesar de todo o tempo passado, mágoa sentida e a experiência adquirida... continua ali, brilhante e inocente, como sempre foi e como, pelo jeito, sempre será.

Lembrei da época em que queria ter um amor para a vida toda. Alguém que eu cuidasse e que me protegesse. Alguém que eu brigasse e fizesse as pazes levando o café da manhã na cama. Alguém com quem eu pudesse fazer qualquer coisa extraordinária, ou, simplesmente, ficar ao lado dele sem fazer nada, e, ambas a hipóteses serem igualmente doces e felizes. Alguém com quem eu pudesse conhecer as maravilhas do mundo e os perigos de conhecer a mim mesma. Alguém, até que a morte nos separasse.

Sei que não fui tão importante na vida dele quanto ele na minha. Sabe, depois de tantos anos essas miudezas não doem mais. Eu o amei e, de certa forma, continuo o amando... é verdade. Mas esse é um sentimento meu, que só EU sinto e somente EU me delicio com tudo que de bom ele pode me proporcionar. Um sentimento quase infantil, inocente e... como toda criança: egoísta.

O que ele de bom me proporciona? Faz-me lembrar que, hoje, mais do que nunca, ainda quero as mesmas coisas simples (sem deixar de ser extraordinárias em sua singeleza) que sempre desejei. Mesmo estando longe dele, ainda consigo mandar vibrações de carinho e afeto puros e cristalinos. Não sei se ele recebe ou não, mas o tempo me ensinou que algo piegas é, extremamente, verdadeiro: a lei do retorno. E, assim, descubro que querer o bem dele é uma forma de me amar também, de valorizar o que há de melhor em mim.

Entenda, não importa se ele hoje é solteiro ou casado, se tem filhos ou não, se ama alguém ou não. Porque o amor é assim, se dá de graça e a pessoa que recebe o carrega para o resto da via.

Como disse A. S. Exupéry, “tu te tornas eternamente responsável por aquilo que cativas”.

E eu? Sigo em frente, vivendo as delícias e os temores que o tempo nos traz. Contudo, ainda guardo esse bibelô como meu pequeno tesouro do meu universo particular.

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