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O meu querido ódio


O amor me faz viver, sorrir, cantarolar, sentir-me leve, nas nuvens.

Mas jamais desconsiderei o ódio. Enquanto o amor faz-me viver... o ódio faz-me sobreviver.

O ódio me traz a indignação, a força de vontade, a inteligência, a sagacidade.

Nenhum sorriso fez-me sobreviver.... mas já as lágrimas.... ah as lágrimas! Essas sim me fazem forte o suficiente para seguir adiante.

O amor, o carinho, a amizade, o afeto tornam minha vida suportável. Mas o ódio, o sofrimento, o trauma, todos os rasgos que ainda tenho em meu coração... são eles que me deixam viva e pulsando fortemente.

Você pode ver as coisas ruins que acontecem da forma que bem entender. Eu vejo que cada sofrimento que tive, tenho e certamente terei... me tornará mais e mais humana e sábia.

O amor te conforta, mas o sofrimento te ensina. E a primeira coisa que aprendi com o sofrimento é que ele nunca é eterno por mais insuportável que pareça.

Certas pessoas quiseram e ainda querem me levar ao hospício. O problema é que, no momento em que me chamam de louca, minha lucidez vem à tona.

Os meus amigos mais próximos já conheceram meus pensamentos suicidas. Mas foi só um médico dizer-me que a medicina não podia fazer mais nada por mim...que o ódio e a indignação que senti foram tão grandes que me fizeram lutar por cada célula viva do meu corpo. Sobrevivi, como sobrevivi várias vezes.

Minha vida parece um vazo quebrado e colado milhares de vezes. Uns podem achar algo grotesco, porém, considero cada pedacinho de vidro colorido quebrado e colado várias vezes um lindo vitral. A beleza do vitral da minha vida não está na sua deformidade, nem nos buracos que até hoje não consegui achar algo a preencher...

O encanto está justamente na sua história. Não importa quantas vezes a minha vida se quebre em mil pedaços... Sempre estarei lá eu... juntando os caquinhos com lágrimas, com ódio, com indignação.

Uma das pessoas que mais me incentivaram na vida foi meu pai. Não, ele não me apoiou em quase nada em que quis fazer nessa vida. Ele sempre foi o primeiro a dizer que sou desengonçada, desastrada, desorganizada, nada feminina. Se eu pretendo fazer algo, ele é a primeira pessoa a rir da minha cara.

Muitos filhos seriam traumatizados eternamente com um pai desses. Mas eu não. Cada não que ele me diz me faz crescer aquele ódio e indignação e força de vontade que só quem sabe que enfrentará uma guerra conhece.

O “não” do meu pai poderia me levar ao psicólogo, mas eu peguei cada “não” dele para transformar em superação. O “não” dele poderia fazer-me odiá-lo... mas se não fosse por seus “desencentivos”, eu jamais superaria meus limites. Como não amar uma pessoa dessas?

Então, fica um aviso aos meus inimigos que lindamente colhi durante a vida: Não me deseje o inferno, pois só de pirraça vou conquistar um pedaço no céu.

Minha doce criptonita


Todos têm sua fraqueza. Jamais, aconselharia a ninguém a expô-las. Sempre tem um desalmado que pode usar isso contra ti.

Qual é a sua criptonita? Qual é a minha criptonita? Precisamos localizá-la, rapidamente, e jogar para fora o mais longe que puder. Afinal, sem fraquezas, sem dor. A coisa mais lógica a fazer.

Minha criptonita é meu sentimento pelos outros. Não sou do tipo sentimentalista e melosa. Mas quando eu sinto, eu sinto para valer.

É meu precioso. Eu sinto esse querer bem, esse amor. Não sei, exatamente, o que acontece para fazer que esse sentimento nasça por umas pessoas e outras não. Só sei que nasce e não é necessário ser recíproco.

Minha fraqueza é dar de graça aquilo que eu mais preservo em mim. Guardo com todo carinho e não deixo qualquer um chegar perto. Mas, quando resolvo dar... dou de graça, sorrindo e oferecendo um bolinho com café junto.

Dou sem pedir nada em troca. É um presente que não se vê e nem todos têm a sensibilidade de sentir. Mas está lá... intacto.

Nunca pedi nada em troca, mas não sou idiota em não confessar que espero ser correspondida. Espero mesmo. Fielmente.

Nem sempre sou correspondida, aí o que nos sobra é respirar fundo e seguir em frente, porque, infelizmente, não há forma de pegar esse sentimento de volta e fingir que ele nunca existiu.

Ele existe, foi marcado como boi a ferro em brasa no átrio mais nobre do meu coração.

Não sou a pessoa mais apta do mundo a demonstrar esses meus sentimentos. E, quando, eu mostro... mostro do meu jeito torto. Gostaria de dizer a essas pessoas, diariamente, que eu as amo, mandar cartõezinhos melosos, de abraçar e de beijar e de aninhar todos em meu braço com cafunés. Mas, eu não sei fazer isso.

Essas ações, por mais belas que sejam, me parecem falsas. É estranho, mas meu sentimento floresce quando eu brigo com elas, dizendo que me magoei ou que ela está fazendo tudo errado por isso ou por aquilo. Só me “disponho a me indispor” com as pessoas que amo.

É que meu coração não suporta ver os que amo fazendo coisas que podem machucá-los lá na frente. E para impedir isso, sou capaz de gritar, de ofender, de magoar, de bater. Se alguém tiver que sofrer, que seja eu sofrendo pelo olhar torto daqueles que amo. Se isso for impedir de vê-los sofrer... eu pago o preço.

E se alguém ofender aqueles que amo, meu querido, comprou uma briga com o inferno. Eu perco as estribeiras, a educação e bom senso. Viro um pitbul de batom. Quer brigar com os que amo? Vai ter que passar por cima de mim primeiro. Posso suportar ofensas a minha pessoa, até acho graça. Mas mexe com aqueles que amo que eu mostro onde está a graça bem no meio da fuça de alguém.

Mas falando em graça e em sentimento, a graça está, exatamente, em dar de graça esse amor e mesmo assim, sem pedir nada em troca, sem manipular, receber a reciprocidade.

A desgraça está em dar de graça e a pessoa fazer pouco caso dele. Ou quando alguém descobre que esse sentimento me é importante e tenta me atingir com ele. Afinal, podem me atingir o quanto quiserem, mas não cheguem perto dos meus sentimentos pelos outros ou de seus destinatários... eu viro bicho.

O mais irônico de tudo isso, é que meu sentimento pelos outros é minha criptonita e, ao mesmo tempo, é a minha força de viver. Se eu jogar minha criptonita longe de mim, eu morro. Se eu conviver com a minha criptonita, sou capaz de matar e de morrer e de continuar vivendo ainda sim.

A verdade é que a minha fraqueza é a minha maior fortaleza. Um paradoxo irresolúvel, inviável e intratável.

Essa é a minha criptonita: Amarga e doce, mortal e vital, repulsiva e preciosa, esculpida com muito custo e dada de graça, me faz experimentar o céu e descer aos infernos, razão da minha vida e que pode me custar a morte.

Essa dualidade ainda vai me transformar em um monstro, ou me deixar mais humana. Tudo dependerá do ponto de vista daqueles que fazem parte da minha doce criptonita e daqueles que não possuem a dádiva de nem chegar perto dela.

Tô nem aí pra Ciência. Me amem.

Achem-me louca, insana ou doente mental: mas não confio na ciência.
Às vezes me pergunto como as pessoas absorvem uma informação como verdadeira pelo simples fato de ser cientificamente provado ou renegam a probabilidade de qualquer outra informação ser verdadeira somente pelo fato de não ter sido comprovado cientificamente.
Não sei a vocês, mas, para mim, parece-me estupidamente ilógica a própria lógica científica. Como separar o observador (o cientista) do observado (o mundo) se aquele está incluso no contexto do que pode ser observado e “não pode ser vendido separadamente”?
Os fãs da ciência irão dizer que esta é mais confiável porque neutra. Como pode um cientista ser neutro se ele faz parte direta ou indiretamente do objeto a ser observado?
A ciência é uma jovem pretensiosa, porém, limitada. Há de ser reconhecer os limites da ciência, assim como todo “ser científico” adora alardear as limitações das crenças, das religiões, dos mitos, das lendas.
Há várias verdades no mundo e cada um tem o direito de escolher o seu melhor entre elas.
Para mim, um conhecimento milenar é muito mais verdadeiro que qualquer estudo científico realizado pelo mais belo brilhante profissional de Havard. Sabe por quê? Porque o conhecimento milenar resiste ao tempo, coisa que a ciência se mostra incapaz de fazer.
Hoje, a ciência aponta um caminho, amanhã apontará outro completamente diferente e nunca reconhecerá que seus resultados não correspondem, necessariamente, a verdade nua e crua como ela é.
Você pode achar que aquele povo que acreditava em fadas, duendes e sereias era um povo estúpido. A existência de seres mágicos nunca foi comprovada ou reprovada pela ciência, mas, fazia com que o ser humano daquela época respeitasse o planeta em que vivia, convivendo em harmonia com a natureza.
Já os grandes cientistas e os grandes avanços tecnológicos podem ter razoabilidade, mas fizeram com que o homem se esquecesse que faz parte desse mundo. O planeta sofre por causa da poluição, do desmatamento, a utilização inadequada dos recursos naturais, e, ninguém pode dizer que esse fanatismo à crença da ciência colaborou e muito para o colapso atual da natureza.
Essa ciência está acabando com o mundo e se o mundo um dia acabar, nós acabaremos com ele.
Agora pergunto: quem é o povo estúpido?
Pouco importa se duendes e fadas existam ou não. Se sua crença faz com que vivamos em harmonia com planeta, se isso deixa o mundo em que vivemos melhor... qual o problema?
Eu, por exemplo, não acredito na teoria evolucionista de Darwin... sou criacionista de carteirinha. Não é que o criacionismo seja verdadeiro, mas, me faz bem crer que alguém maior criou tudo o que se tem hoje. Essa crença me faz respeitar o mundo que vivo porque reconheço que é melhor que eu e faz respeitar a mim mesma porque essa pessoa insignificante que vos fala deve ter alguma função por estar inserida num mundo tão vasto.
Acreditar, simplesmente, que sou fruto da casualidade do caos, é determinar que minha existência (e a sua existência) é vazia. Se assim o for, tanto faz viver ou morrer. Mas, eu preferi a vida com suas crenças milenares tolas sem comprovação científica porque são elas que fazem eu ser aquilo que sou: um ser humano.

Tenho 18 e tenho me de broxar. E agora?

Introdução

Pensei muito antes de publicar esse texto. Nem sempre é fácil falar de sexo assim de cara limpa, mostrando a própria cara. Quero dizer, fácil até é... mas nem sempre é conveniente.

Sou uma quase balzaca e, por incrível que pareça, tenho alguns pupilos. Pupilos são homens novos, na faixa de uns 17 a 20 anos com quem converso algumas coisas sobre sexualidade em geral.

Não, não sou pedófila. Nem passa pela minha cabeça me relacionar com qualquer um deles. Eles são fofos, bonitinhos, resplandecem todo o brilho da juventude. Contudo, eles têm muita fissura para pouca malemolência, rs. Ademais, não tenho paciência para ensinar sacanagem. Logo, me considero uma irmã mais velha, ou simplesmente uma amiga mesmo.

Também, não sou nenhuma perita em sexualidade. Não sou uma máquina de fazer sexo. Mas sou, naturalmente, mais experiente. Só isso.

Esses dias, um dos meus pupilos me procurou apavorado. Estava no início da vida sexual e se deu conta que tinha medo, mas muito medo de broxar. Conversei muito com ele. Uma tarde regada a chop, petisco e muita, mas muita conversa. Como ele não é o primeiro que me aparece com o mesmo medo pensei em colocar em palavras tudo que disse a ele.

Infelizmente, mais cedo ou mais tarde... você vai broxar.

Lá vai a primeira coisa que sempre digo: “quem nunca broxou é porque nunca comeu ninguém”. É inevitável. Broxar é igual a diarréia: não é agradável, mas acontece.

Logo, é de bom tom encarar a broxada com naturalidade. Acontece, mais cedo ou mais tarde, com todos os homens. Sorry, não há exceção. Pode acontecer por problemas fisiológicos, por muita chapação, por não estar num bom dia ou simplesmente, por não estar com tesão.

Você não será menos homem porque broxou. Assim como, você não é uma máquina sexual só porque, até então, nunca broxou na vida. Acredite, sentir e dar prazer sexual não se resume a um pênis ereto. Claro que faz parte, mas é só mais um item no contexto.

Mas é claro que se pode evitar determinadas condutas que podem contribuir para que isso aconteça.

Evite bebedeira ou muita chapação:

O álcool até determinado momento é um estimulante. Mas a verdade é que, depois de determinado ponto da bebedeira, a gente perde o controle do corpo.

Na prática, o que vejo por aí... é muito raro um cara novo, saudável, broxar por causa da bebida. Antes de broxar, o cara não consegue nem ficar de pé... o que impede o ato sexual consentido de uma forma geral.

O mais comum de acontecer é o cara ficar mais bêbado que um gambá, conseguir a ereção, mas não conseguir gozar de jeito nenhum. O que não é o fim do mundo.

Mas enfim, fica a dica.

Evite se relacionar sexualmente em dias psicologicamente ruins

Se você acabou de ganhar um pé na bunda da namorada, vai sair pra beber e comer qualquer mulher que aparecer na sua frente só porque está solteiro e com raiva do sexo feminino... cuidado, a possibilidade de broxar aumenta e muito.

Também não vai inventar de fazer sexo no mesmo dia do enterro da sua avó, ou quando foi reprovado, ou despedido. Sabem aqueles dias em que tudo dá errado? Então, se está dando tudo errado por que diabos você acha que tudo vai dar certo se comer a mulher mais disponível que aparecer?

Se você é novo, saudável, e não se encheu de tóxico.... a broxada só vai acontecer por problemas de ordem psicológica.

Com a prática, você vai perceber que o sexo é muito melhor num dia que está tudo bem, que você está tranqüilo e contente. Aí sim, sexo é um belo complemento.

Sexo num dia ruim, tende a ser ruim também.

Tesão é fundamental

Parece uma coisa idiota de se dizer. Principalmente se você que está lendo esse post é adolescente. Meninos tendem a sentir tesão por qualquer coisa que tenha dois buracos e não dê choque.Malditos hormônios. É muita fissura para pouco pinto. Mas, é uma fase normal. Um dia passa.

Quando essa fase passar, você vai perceber que não é, exatamente, toda mulher pela qual se sente tesão. A tendência é ir ficando seletivo com o passar do tempo. Tem homem que prefere as loiras, outros as mais gordinhas. Uns preferem uma mais burrinha, outro já gosta de mulher com mais conteúdo. Uns preferem as mais recatadas, outros as piriguetes. Isso vai de cada um. Tem mulher para tudo quanto é gosto e gosto para tudo quanto é tipo de mulher.

A verdade é que você tem que descobrir que tipo de mulher te dá mais tesão. Por exemplo, uma vez um amigo me contou que broxou com uma das mulheres mais sexy da cidade. Ela era loira, um corpo fantástico, siliconada e não era burra. Já fez vários ensaios sensuais e não há homem nessa cidade que não quisesse a levar para a cama. Mas, mesmo com toda essa “mercadoria”, que faria qualquer homem morrer de tesão, ele broxou. Sabe por quê? Porque ela beijava mal. No fundo, ela era o tipo de mulher que achava que a única contribuição que ela era obrigada a dar ao ato sexual é a sua beleza.

A grande verdade é que o tesão vai muito além de um belo par de peitos e uma bunda redondinha. Infelizmente, meu amigo aprendeu isso da pior forma possível.

Outra coisa que influi no tesão é o clima. Há quem diga que até o homem com mais de 35 precisa de clima para fazer sexo. Até eles vão precisar de troca de olhares, de um jantar ou até mesmo de uma simples conversa para “entrar no clima”. Sabe aquela coisa de querer mais qualidade e menos quantidade? Então! Apesar que conheço muito homem que já era para estar nessa fase mais “seletiva” e até hoje não demonstra esse tipo de reação. Mas enfim, cada um sente tesão com que bem entende.

Logo, se você for um cara saudável, sóbrio, num dia legal e com tesão... a probabilidade de broxar é quase zero. Não é uma receita infalível e nada do que foi dito aqui é algo extraordinário. São apenas considerações de alguém que, provavelmente, viveu um pouco mais nas quebradas da vida, rs.

A greve da PM: apenas algumas considerações



Que os policiais militares desse país ganham pouco e merecem um belo aumento, ninguém discorda. Mas, dar o aumento devido que é bom nada né?

O que qualquer categoria profissional faz quando tem razão de reivindicar seus direitos? GREVE! Não deveria ser diferente com os policiais militares. Sim, eles exercem uma função, absolutamente necessária, em nossa sociedade.

Uma greve geral da PM seria uma catástrofe (mais uma razão para se aumentar os vencimentos efetivos, não é mesmo?).

Pelo que pude acompanhar, o caso mais crítico é o da Bahia em que 1/3 do efetivo policial cruzou os braços. Na minha simples visão, 1/3 é uma porcentagem razoável para uma categoria que exerça função essencial adira à greve. Absolutamente constitucional. Há de se achar um meio termo constitucional entre garantir à segurança da população e de se fornecer um meio legal e EFICAZ para que os policiais militares possam reivindicar seus direitos.

Pelo que pude acompanhar, também, há anos a polícia militar tentava negociar com o governo por melhores salários sem sucesso. A greve e a ocupação da Assembléia Legislativa foi a última tentativa desesperada.

Claro que os policiais militares que excederem seu direito de greve com violência e depredação do patrimônio público devem responder por seus atos. Mas, falando em termos de direito penal brasileiro na prática, considero essa quantidade absurda de prisões preventivas totalmente autoritária.

Estranho é a nossa presidência que viveu sob um regime autoritário e bate no peito para dizer que sofreu as mazelas da ditadura ser conveniente com uma situação dessas.

Engraçado é quando aparece gravações telefônicas no Jornal Nacional de algum político desviando dinheiro de licitações, ambulâncias, mensalão, merenda escolar, nunca se tem como resposta rápida, no outro dia, a decretação da prisão preventiva desse povo inescrupuloso.

Já com o comando da PM... esses foram “pro pau” rapidinho.

Há quem diga: mas esses PM exaltados são uns vândalos! Se não houver segurança a criminalidade vai fazer a festa! Imagine o aumento do número de homicídios, roubos e tráfico?!

Concordo!!

Mas quantas pessoas morreram na fila dos hospitais públicos ou conveniados ao SUS por falta de verba que seria mais que suficiente se não fosse desviada pelo caminho?

Quantas das nossas crianças que, muitas vezes, tem a única oportunidade de fazer uma refeição decente. Na verdade, teria... se não licitassem alimentos estragados e de má qualidade?

Quantas pessoas morreram por desabamento de obras públicas licitadas e construídas com materiais inferiores?

O mundo está mudando. A bandeira da democracia está a meio mastro. Só eu estou vendo a censura cada vez mais atuante em nosso país e no mundo? Não se pode fazer greve, não se pode fazer piada, não de pode baixar um seriado da internet. Daqui a pouco terá prisões preventivas para quem cantar no chuveiro por crimes contra o direito autoral.

Sério. Há muitas formas de governos autoritários: já foi a vez do reis divinos, do império conquistado a base da guerra, houve os Imperadores absolutistas, a burguesia e hoje, o autoritarismo vem dos políticos que dançam nas mãos das grandes empresas e corporações. Triste.

Tudo isso foi argumentado para fazer um único e singelo questionamento: se vivemos numa democracia, cadê as prisões preventivas quando esses escândalos políticos aparecem no Jornal Nacional?

Um apelo ao Clésio Salvaro e Márcio Búrigo e a todos os interessados

Criciúma é uma cidade que vem cuidando das ruas, criando parques, mas, infelizmente, se esquecendo da saúde da população.

É triste quando esse tipo de coisa acontece com alguém que a gente ama muito, no caso meu pai.

Não é por nada não, mas já perdi minha mãe e meu pai é a única coisa que me lembra que tenho uma família.

Ele tem 67 anos, e teve que fazer três operações do osso do fêmur para substituir por uma prótese. Todas pelo SUS. Como não se faz esse tipo de cirurgia em Criciúma, ele foi encaminhado à Florianópolis.

A terceira operação na mesma prótese se deu por causa de um problema infeccioso. Os antibióticos via oral não deram jeito e a única forma encontrada foi “reabrir” o corte de 30 cm e aplicar o antibiótico “in loco”.

Operação feita com sucesso. Meu pai já está em Criciúma se recuperando e não pode andar por 45 dias até que o corte profundo cicatrize e para que a prótese possa se aderir ao corpo sem rejeição.

Parecia que estava tudo bem. A recomendação médica é que troque os curativos duas vezes ao dia, por 45 dias, por pessoa especializada, com material cirúrgico para que não infeccione novamente.

Fácil né? Não, em Criciúma. Me dirigi ao PAM e eles simplesmente disseram que não poderiam fazer tais procedimentos porque sairia caro. Que meu pai, que não pode sair da cama e tem que tomar banho de toalhinha e fazer xixi no penico, teria que ir ANDANDO até o PAM para realizar o curativo.

Detalhe: meu pai mora na mesma rua do PAM.

Meu pai está lá, agora, aos prantos. Olha, posso contar nos dedos as vezes que vi meu pai chorar. Meu pai não come mel, chupa abelha.

Fiz uma reclamação na ouvidoria na secretaria da saúde e até agora nada. Para dizer que o PAM não fez nada, ele me forneceu o material para que eu mesma fizesse o curativo em um corte cirúrgico de 30 cm.

Eles acham que quando me formei em direito, aprendi, também, técnicas especializadas em enfermagem cirúrgica.

Se os curativos não foram feitos de forma precisa, certamente, haverá outra infecção. E não é o secretário da saúde que vai ter ficar dopado a base de tramal e tomar triptanol para conseguir ter, pelo menos, três horas de sono diárias.

Então, senhor Salvaro e Márcio Búrigo, gostaria de saber porque construir o Parque das Nações é mais importante que a saúde da população que votou nos senhores. Afinal, dois curativos diários saem bem mais barato e não há complexidade nenhuma nisso, não é mesmo? É mais barato que o SUS ter que arcar com mais outra cirurgia para limpar uma futura infecção.

Prefiro acreditar que o senhor prefeito nem imagina que esse tipo de coisa aconteça, e, espero ainda, que quando ele souber, tome as medidas necessárias.

Afinal, com saúde não se brinca.

Resposta ao “autor” Eduardo Valente: foto do PM brincando com a vaquinha

Para quem não leu, fiz esse post sobre o fatídico caso do PM que foi flagrado dando um creu numa das esculturas de vaca durante a COW PARADE em Florianópolis/SC.

Nele, além da minha opinião, coloquei a foto divulgada pelo G1 e que foi parar em todos os sites de grande relevância do país, compartilhada por milhares de usuários das redes sociais, e inclusive, indo parar nos telejornais.

Para minha surpresa, recebi um comentário de um cara que se autodenomina “Eduardo Valente”, ameaçando remover a tal foto por ferir o seu direito patrimonial. Discursou os seguintes termos:

Eduardo Valente says:

2 de fevereiro de 2012 00:35

Você está utilizando minha fotografia sem autorização. Peço que retire a mesma de seu blog!
Caso contrário farei com que seja removida reivindicando meus direito AUTORAIS E PATRIMONIAIS DA MESMA.”

Achei de bom tom responder em um post específico, para que fique claro o direito de cada qual.

Aí vai a minha resposta formal:

“Caro Senhor Eduardo Valente,

Venho por meio desta, responder a sua solicitação que FOI INTEIRAMENTE NEGADA pelos argumentos fáticos e jurídicos a seguir detalhados.

Primeiramente, a foto incluída no post deste blog foi retirada do site G1. Lá, é informado o nome do autor da foto, porém, não coloca nenhum contato para que eu pudesse solicitar, formalmente, a utilização da imagem.

Se o senhor é realmente o autor da foto, solicito-lhe, que mande provas. Afinal, qualquer um pode fazer o login “Eduardo Valente” e sair por aí reivindicando o que não é seu. Infelizmente, os blogs são, constantemente, atingidos por trolls...e o meu blog não seria diferente.

Assim, até oriento a Vossa Senhoria para que, da próxima vez que reivindicar um direito seu, faça-o encaminhando as provas da sua detenção de tal direito. O ônus da prova é totalmente seu.

Caso o senhor ainda se interesse em comprovar a autoria da foto, basta me mandar via email que consta no Contato deste blog os seus dados pessoais, inclusive nº da ID e CPF bem como o link do perfil de seu trabalho fotográfico em que conste a foto em que o senhor alega ser sua.

Pegarei seus dados e verificarei a sua veracidade do site da Receita Federal. Se estiver tudo certo, eu, gentilmente, indicarei o seu nome como autor da foto.

Informo a Vossa Senhoria que, por ora, é impossível retirar a tal foto do blog.

Se o senhor tiver que fazer algo contra esse Blog, terá que fazer, também, contra todos os outros blogs e sites que divulgaram a imagem, além de cada usuário de cada rede social que compartilhou, curtiu e linkou o seu trabalho, além de telejornais em todo o país.

Não nego que o senhor tenha direitos autorais e patrimoniais da mesma. Mas, há se levar em conta que, devida a sua grande repercussão, a tal foto adquiriu relevante função social no meio em que vivemos.

Aliás, vivemos em um mundo que não há só direito de propriedade. Há também direito ao Estado Democrático de Direito, direito à liberdade, direito à informação, direito à segurança.

Uma coisa é usar, indevidamente, uma foto de moda, ou paisagem, ou até natureza morta. Nesses casos, em que a foto não revela nenhum valor social importante a ser discutido, prevalece o direito autoral.

Talvez o Senhor não tenha se dado conta, mas sua foto proporciona a discussão dos valores constitucionais que realmente queremos à sociedade. Lamento informar, mas me parece que um simples direito autoral de uma foto não pode se sobrepor a tantos outros interesses constitucionais.

Além do mais, a foto não foi roubada. Ela, muito provavelmente, foi postada de forma negligente ou imprudente da sua parte. Se o senhor tivesse tomados todas as medidas de proteção ao seu direito autoral, certamente, aqueles policiais estariam protegendo a nossas vidas até hoje, ao invés de serem afastados por uma besteira que tomou proporções gigantescas.

Sinta-se a vontade para fazer, tudo o que o direito permite, para tirar a sua foto linkado em meu blog.

Talvez, o senhor queria entrar em contato com FBI. Faça lobby do SOPA e da PIPA. Os norte-americanos estão ficando especialistas em retirar da web os arquivos que não possuem consentimento expresso de serem compartilhados.

Mas lembre, o senhor pode requerer seu direito à propriedade. E eu, me sentirei lisonjeada de requerer os direitos constitucionais à liberdade, à consciência, à segurança, ao Estado Democrático de Direito e ao direito de informação.

Atenciosamente,

Priscila Leandro Pacheco

Advogada

OAB/SC 23.342

OS: Informei o meu número da OAB, para que o senhor consiga meus dados pessoais perante o site da OAB/SC, em caso da necessidade de demanda judicial.

Em defesa do policial que brincou com a vaca da Cow Parade



Essa semana, caiu na NET a foto de um PM de Santa Catarina fazendo creu em uma das esculturas de vaca da “COW PARADE” na cidade de Florianópolis/SC.

Não foi raro ouvir diversos comentários no sentindo de que os tais policiais desonraram a farda, que deveriam prender bandido ao invés de ficar brincando, que é por isso que tem tanto traficante por aí, que é uma pouca vergonha, que isso só podia acontecer no Brasil mesmo, indignados se perguntando: é esse o país que vai sediar a Copa? , e assim por diante.

A sociedade queria uma resposta da PMSC e esta veio prontamente nos seguintes termos:

"Condutas incompatíveis com as estabelecidas em nossos códigos e regulamentos são combatidas pela Corporação e igualmente repudiadas pelos policiais militares compromissados com seu trabalho.

O lamentável episódio da publicação em imagens em veículos de comunicação e em redes sociais na internet, acerca de policiais posando para fotos com um dos exemplares da Cowparade, constitui-se em um fato isolado, o qual não reflete a conduta devotada e o compromisso inequívoco de preservar valores morais, qualidades forjadas em cada policial militar na missão diuturna de proteger as pessoas e levar segurança aos catarinenses.

Nesse sentido, foram adotadas as seguintes medidas:

a) Afastamento dos policiais militares identificados, os quais responderão a processo administrativo

b) Instauração de Sindicância pelo comando do 4º Batalhão de Polícia Militar."

Sinceramente, caro leitor, não entendo o porquê de tanto alarde. Ok. Admito que a conduta dos policiais fora inadequada, mas desnecessário é fazer uma tempestade num copo de água.

A profissão “policial” é uma das mais estressantes de todo mundo. Principalmente aqueles que vão para a rua para garantir a nossa segurança. É pressão o tempo todo.

O policial tem hora para sair de casa, mas não sabe que horas irá chegar. Pode ser que ele fique ferido, paraplégico, cego, inválido de qualquer forma na tentativa de defender eu, você e a todos que nos rodeiam. Pode ser que ele nem mesmo volte.

Esse mesmo policial ganha muito pouco apesar da essencialidade da sua profissão em nossa sociedade. Mal consegue sustentar a sua família, isso sem contar que o policial militar de SC é um dos piores remunerados do Brasil.

Ele arrisca a sua vida e o bem estar de sua família por uma merreca de salário. Enquanto os deputados federais e juízes aumentam o seu próprio salário, os policiais civis tem que ficar chamando a atenção da sociedade e do Poder Público por meio de paralisações.

Enquanto o tráfico é altamente armado com mini basucas, metralhadoras, granadas e munição a vontade... a Polícia Militar tem que se virar com pistolinhas e viaturas caindo ao pedaços.

Isso sem contar que o número de policiais ativos está sempre aquém do mínimo necessário para que se possa efetuar uma segurança efetiva.

A mídia e as pessoas de um modo geral enfatizam a foto do policial com a vaquinha. Mas quando um dos nossos policiais é morto em serviço, para nos proteger, quem de nós se esforça para prestar os sentimentos de apoio à família que ficou órfã? São heróis que morrem sem desfrutar dos louros da fama.

Esse é o retrato da nossa polícia. Não me surpreendi com as fotos do policial brincando de “creu” com a vaquinha. Sabe, se eu tivesse uma profissão tão estressante quanto a dele, iria querer extravasar, nem que fosse por alguns poucos minutos, toda essa tensão que o trabalho requer.

Esse tipo de atitude pode ser até considerada normal entre os “fardados”. Não é raro aparecer por aí vídeo de militares, em expediente de trabalho, de todo o mundo fazendo dancinhas idiotas ou fotos de pose homossexuais só para distrair.

Não é exclusividade da Polícia Militar de Santa Catarina. Quem não se lembra da febre da dança do siri? Essa dancinha tem a sua versão camuflada também:

E vocês lembram daquele policial militar de São Paulo que dançou axé e que foi parar no Jornal Nacional?

Inclusive os temíveis fuzileiros navais americanos já foram flagrados em poses nada usuais. Não é uma exclusividade brasileira. No youtube tem vários militares de todas as partes do mundo fazendo esse tipo de brincadeira:

Soldados americanos no Iraque

Soldado dançando Michael Jackson. As mina pira na camuflagi.

Soldados improvisando rave dançando com metralhadora na mão.

A Corregedoria da Polícia Militar frisou que as condutas incompatíveis são repudiadas pela Corporação. A população se pergunta aos gritos onde está a honra pela “farda”.

Mas o que desonra mais a Polícia Militar: uma foto inadequada ou os baixos salários, a falta de efetivo e o armamento defasado que é disponível aos nossos policiais?

Os que criticam o policial militar que posou com a vaquinha são os mesmos que vaiaram os bombeiros há um tempinho atrás quando eles fizeram greve por melhores salários. E, hoje, estão aí, dando “vivas” aos “vermelhinhos” que, apesar da péssima remuneração, estão tirando pedra por pedra na brava tentativa de encontrar sobreviventes no desabamento dos prédios no centro do RJ.

Infelizmente, a mesma mão que bate é a mesma mão que aplaude nesse teatro hipócrita que insistimos em chamar de democracia.

Só mais uma sobre a vida.

Há dias em que a inspiração se vai. Não nos resta mais nada em nosso íntimo para externar.

Tenho medo quando isso acontece. Normalmente, essa “falta de inspiração” indica a necessidade do novo, do diferente, mesmo não tendo a mínima idéia do que seja.

É aquele momento em que você olha para a sua vida em frente ao espelho e se pergunta: “E agora José?”

Chegou o momento de chacoalhar a zona de conforto e rever conceitos. Penso, logo mudo de idéia no melhor estilo “prefiro ser essa metamorfose ambulante”.

Posso escolher por amar intensamente ou desistir dessa *orra toda. Posso fazer minhas próprias escolhas ou deixar que a vida decida por mim. Posso optar entre ser a princesa em perigo ou a bruxa má de um conto de fadas. Posso mergulhar no preto ou no branco ou inventar um novo tom de cinza.

Não sei o que me espera e não faço idéia de que caminho seguir. Tenho medo do escuro, da incerteza, do desconhecido. Porém, devo admitir, que o mais me aterroriza é a solidão. Aquela sensação de estar só mesmo no meio de milhares de pessoas.

Nesse momento, essa solidão invade a minha alma. Não porque esteja sozinha, mas porque preciso decidir sozinha. Passei, praticamente, a vida toda reagindo aos acontecimentos e, pela primeira vez, posso escolher o que pode acontecer.

Vejo minha vida como uma tela em branco, e estou escolhendo as tintas para compor o meu desenho, o meu destino.

Essa “falta de inspiração” irá passar mais cedo ou mais tarde. Pode ser que o meu quadro não se torne uma obra prima, mas, pelo menos será minha de verdade.

Eu não vou na Marcha contra a Corrupção. E você que é feio?


Não, eu não vou na Marcha contra a Corrupção em Criciúma agora no dia 15.

Não que eu vá fazer outra coisa importante, mas não vou gastar meu feriadão indo “desfilar em plena avenida" por uma causa. Não faria isso por causa nenhuma, muito menos por uma causa nobre como a “corrupção”.

Entenda. Não que eu não ache que devemos lutar contra a corrupção. Simplesmente, acho que devemos lutar com as armas certas.

Sair por aí e expressar que sou contra a corrupção não vai deixar o mundo melhor ou pior.

Se quiser, pode me chamar de integrante da geração-bundão. Não era nascida na ditadura para lutar pela liberdade de expressão, e, era criança no movimento pelas Diretas Já ou os Caras Pintadas.

Cresci a base de Toddynho e chocolates Nestlé. Não lia Dotoiévisk, mas não perdia um episódio de Ursinhos Carinhosos. Minha única preocupação era ficar acordada até tarde para poder assistir ao Arquivo X e sonhar com o Fox Mulder.

Não tenho base teórica suficiente para justificar essa minha decisão. A verdade é que minha liberdade de expressão nunca foi tolhida, e nunca dei muita bola para ela.

Ok. Você está achando que sou escrota (e talvez seja mesmo), mas se você nasceu na década de 80 e cresceu na década de noventa passou pela mesma coisa que eu. No máximo, você pode ter participado de algum movimento estudantil e que você, hoje, apenas, se lembra das festas e dos amigos que fez por lá né, seu fanfarrão? Hehe, normal.

Como estava dizendo, cresci sendo ouvida e podendo me expressar livremente. E melhor que expressar a minha liberdade e meus princípios com cartazes e desfiles, é demonstrar isso com atitudes do dia-a-dia.

Ser contra a corrupção começa com o seu exemplo. De dar o troco certo na rua, de não pedir a alguém para assinar a chamada da aula por você, de não plagiar um artigo acadêmico da internet, de não comprar cd de play3 pirata, de não jogar lixo no chão, de não jogar fora seu voto.

Você vai na Marca contra a Corrupção. Certo. Mas quantas vezes você foi na câmara municipal para ver que tipo de projetos de leis estão sendo aprovados em nossa cidade?

Se você é Criciumense, certamente, deve ter opinado sobre colocar o tal do petit pavê ou não. Mas você já parou para conferir a qualidade da merenda escolar das escolas municipais da nossa terrinha?

Se você é Criciumense, certamente, já caminhou no lindo “Parque das Nações”. Mas você sabe quanto tempo se leva para consultar um médico especialista pelo SUS nessa cidade?

Você, muito provavelmente, não sabe responder a essas minhas perguntas. Relaxe. Eu, também, não. Coisas da geração-bundão.

Só mais um texto sobre aborto


Se você acha que esse é mais um assunto polêmico que não adianta discussão pois não há um denominador comum... parabéns, você acertou!

Esse post não tem o condão de trazer uma solução definitiva para tal discussão. Tem, apenas, o objetivo de acentuar certos pontos que, normalmente, não vejo sendo discutidos sobre aborto.

Então vamos lá:

Cristianismo X Aborto

Mui grande é a interferência de líderes religiosos cristãos para que não se permita o aborto, legalmente, no Brasil.

Para os cristãos, não há dúvida que não se deve abortar pois é pecado. Mas isso, não é motivo justificador suficiente para que uma conduta seja considerada crime.

Veja bem, não há pecadinho ou pecadão. Pecado é pecado. E pecado, por pecado, adultério também é. Até anos atrás, adultério era crime no Brasil e, mesmo não se aplicando a lei durante décadas, somente há alguns anos esse crime foi retirado dentre as condutas tidas como crime.

Engraçado. Adultério é tão pecado quanto aborto e eu, sinceramente, não lembro de nenhum líder religioso bradar publicamente contra a retirada do adultério do rol de crimes.

Você pode pensar: Mas adultério não acaba com uma vida ou uma expectativa de vida, aborto sim.

Quantas famílias conhecemos que foram destruídas por causa do adultério? Crianças crescem traumatizadas e “convivem com a ausência” de um dos pais. Homens e mulheres que perdem o gosto pela vida. Traumas que acabam com a qualidade de vida de qualquer pessoa.

Aliás, o conceito de vida é relativo. Será que viver é só respirar ou viver implica em boas condições para ser feliz? Entendam, aborto sempre foi e sempre continuará sendo pecado, independente de ser considerado crime no Brasil ou não. A própria Bíblia diz que a lei dos homens passará, mas nunca a lei de Deus.

E como cristãos, não nos cabe julgar aquela mulher que aborta. Cada um sabe onde seu calo aperta. E se alguma mulher pecou por abortar... quem somos nós para acusá-la? Cada um de nós pecamos diariamente. Afinal, aquele que não tiver pecado, que atire a primeira pedra ou que a condene a um ano de prisão. Não foi assim que Jesus ensinou?

Eu, particularmente, enquanto cristã, consigo vislumbrar um país em que aceite minha religiosidade e que, ao mesmo tempo, não considere aborto crime. Eu sou cristã. Eu não abortaria, por uma relação íntima entre eu e Deus e, jamais, posso apontar o dedo para aquela mulher que aborta. Antes sim, devo apontar o dedo a mim mesma para analisar os meus pecados, pedir perdão a Deus, me arrepender e não praticá-lo mais.

Aborto X Direito

Aqui poderia destacar vários pontos, mas só vou analisar um. Você já parou para pensar por que uma conduta é tida como crime e outra não?

Nem tudo que é errado ou ilegal, é crime. Matar é errado e é crime. Não pagar uma dívida por não ter dinheiro é errado também, porém não é crime.

Para que um crime vire lei, certinho como manda o figurino, é necessário que antes haja interesse social na repressão criminal daquela conduta.

E é por esse motivo que adultério não é mais crime em nosso ordenamento jurídico. O adultério continua sendo uma conduta não aceita pela nossa sociedade, mas o interesse social em se reprimir criminalmente essa conduta, desapareceu com o passar dos anos.

Ninguém gosta de ser traído, mas, hoje, a nossa sociedade entende que é desnecessário levar alguém a prisão por adultério.

A grande questão é: há interesse social em se reprimir o aborto como crime? É aqui que entram todas as controvérsias que lemos por aí sobre aborto. A questão de saúde pública, efeitos físicos, morais, religiosos e tudo o mais.

Antes de consultar um jurisconsulto ou um líder religioso, deveríamos consultar os sociólogos para que analisem em que pé está esta questão no Brasil.

Na minha parca opinião, ainda há interesse social na reprovação da conduta do aborto, mas, esse interesse vem diminuindo na medida em que os anos se passam.

Para mim, apesar de ser cristã, a descriminalização do aborto é uma questão de tempo e que, atualmente, merece ser discutida entre todos os entes da sociedade brasileira.

Ou seja, voltamos ao início do texto... vamos discutir e discutir e não chegar a nenhum denominador comum... ainda.

Por que as mulheres traem?


Depois de ler a listagem de motivos da traição masculina citados por Arnaldo Jabor, resolvi, eu, uma mulher entre tantas, escrever aos homens revelações sobre a traição feminina.

Sei que não estarei relatando uma opinião unicamente minha, pois converso com outras mulheres e partilhamos de ideias semelhantes.

Primeiro: A mulher comprometida, diferente do homem, demora mais a começar a trair. Um dos motivos é o amor que sente pelo namorado, noivo, marido, o que for. Outro motivo é “o que os outros vão pensar?”. É, a sociedade, mulher também é racional, apesar de vocês acharem que vivemos sob a influência de hormônios, mas somos sim racionais (em alguns dias do mês) e, quando racionalizamos, levamos vantagem, somos melhores estrategistas!

As que têm filhos demoram ainda mais para trair, pensam nos filhos, em como “isso” poderá afeta-los, na verdade, pensam mais nos filhos do que nos cônjuges, afinal, marido não é parente!

Segundo: É bem verdade que traímos nossos homens, com homens pelos quais sentimos alguma admiração, como professores (esses são ótimos), homens mais velhos (o que eles sabem?), homens casados (por que a fulana casou com ele?) e também têm aquelas que gostam dos novinhos (para dar umas aulinhas e se sentir uma loba dominadora).

Mas, também traímos pelo sexo, (pasmem! homens!). Traímos pelo prazer da carne. Mulheres, também, gostam de sexo, e aí estái o erro do homem comprometido, mas disso falo depois.

Pairam em nossas fantasias os mais diversos fetiches: sentimos tesão pelos policiais (algemas...ui!), pelos bombeiros (apaga meu fogo!), o dentista, o médico, o músico, o segurança, o lutador, o personal...ufah!

Terceiro: Assim como o homem adora bunda grande, seios fartos e coxas grossas, nós, mulheres, adoramos uma barriga de tanquinho, braços fortes, coxas de ciclista, bumbum durinho, mãos grandes e um...você sabe!!!

Pois é, não é só um bom papo, vinho caro e bens materiais que levam uma mulher para a cama. Também somos fúteis nesse aspecto.

Quarto: Mulheres, também, gostam de selvagerias. É. Gostam sim. Bom, nem todas, sempre têm as “cu doce”, mas, se não quer ser corno, não espere sua esposa te dar as dicas de onde beijar, onde morder e mais importante, onde chupar!!!!

Se você não pegar ela de jeito, ela vai ser pegar por outro e, não pense que ela traiu porque está apaixonada por outro. Não, são os hormônios e eles são incontroláveis, até para nós. Somos como animais, entramos no cio.

Mas mesmo que ela sinta necessidade hormonal de te trair, perdoe-a, pois ela ainda te ama, afinal, assim como você, não pode controlar a natureza.

Quinto: com o advento da internet ficou mais fácil trair, tudo tem senha e nós até sabemos apagar cookies. Os chats são um prato cheio, entramos com Nicks bem distintos: Ksadinha_carente, Noiva-Safada, M_afimDeSacanagem, etc..., somos criativas, bom, homem não pode ver mulher entrando no chat, ainda melhor se for comprometida (menos chances de compromisso). Do chat pulamos para o msn, lá podemos ver fotos e até uns showzinhos na webcam. Se valer a pena, marcamos algo, sempre em horários fora de suspeita, de preferencia durante o dia, no intervalo do trabalho ou no horário da academia, ou ate matando uma aula de culinária.

Sexto: Mulher quando conhece um cara bom de cama, aquele que vira ela do avesso, gosta de manter as escapadelas com o mesmo gostosão por um bom tempo. Alguns duram anos, mas não porque estamos apaixonadas, mas sim porque gostamos de qualidade e, achar um homem que faz tudo na cama está difícil. A maioria são amadores e não falam o que gostamos de ouvir na hora “H” e não falo do “eu te amo”, ou “você é linda”, falo dos nomes sujos mesmo.

Então, acho que é isso, escreveria mais, mas acho que daria tudo de bandeja para os marmanjões, mas uma coisa vocês têm que saber: abram seus olhos, nós também traímos!


PS: Esse texto não é de minha autoria. Foi escrito por @mirind4 e cedido, gentilmente, para publicação no Blog.

Caso Kenefer: Em defesa da sentença que impediu o caso de ir a Júri Popular


O caso da menina Kenefer chocou os criciumenses. A menina foi estuprada, sofreu com asfixia, acabou falecendo e teve seu corpo pendurado em um alambrado de um campo de futebol na periferia da cidade. Não lembrou dos detalhes do caso? Veja aqui.

O acusado confessou o crime e apesar da violência com que o crime foi cometido, ele não vai ser julgado pelo Júri Popular. Tal decisão tem gerado indignação à família da vítima e causando aquela velha e conhecida sensação de impunidade.

O promotor vem sendo aclamado publicamente por recorrer da decisão, e, a Justiça Brasileira tem sido criticada por ser “branda” com criminosos cruéis.

Sei que vou ser moralmente linchada por isso, mas, acredito que o juiz tomou a decisão correta.

Primeiro, há de se ressaltar que o fato de um crime não ir a júri popular não significa que ele sairá impune. Significa, antes de mais nada, que o fato não vai ser julgado pelos juízes leigos (jurados) e sim por um Juiz togado (concursado). Ou seja, HAVERÁ PUNIÇÃO!

No Brasil, somente vai a júri popular os crimes dolosos contra a vida, o que, aparentemente não foi o caso. É um crime sexual com pena severa, mas ainda, um crime sexual.

Argumenta o juiz que a morte da vítima se deu em decorrência do estupro e não da asfixia por ela sofrida, conforme o laudo pericial. Por mais que o réu tenha tido a intenção (consciência + vontade = dolo) de matar ao asfixiar, tal objetivo não foi alcançado da forma pretendida.

Portanto, não se pode falar em homicídio e sim em “morte em decorrência do estupro”, pois foi o que de fato ocorreu, além do seqüestro e do vilipêndio.

Em termos práticos, a quantidade de pena do acusado indo ou não a Júri Popular é praticamente a mesma e será uma pena bem severa em qualquer dos casos. Se o objetivo é como se diz popularmente: "colocar o bandido na cadeia"... será alcançado.

Há de se ressaltar que o processo que não vai a júri popular se torna mais célere, ou seja, mais cedo se tem uma condenação severa e mais cedo se tem uma resposta da Justiça à sociedade.

Mas, agora que o promotor vai recorrer, a coisa muda de figura. O Tribunal vai julgar e, dependendo do resultado ainda pode se ajuizar mais algum recurso ou requerer o desaforamento do Júri.... ou seja, vai demorar para que se tenha uma sentença definitiva. E se demorar muito, o acusado pode até ser solto pela morosidade judicial, como ocorreu com a Suzane Richthoffen por exemplo.

Se um juiz singular julgar o caso e nele houver provas de que o réu é culpado, a condenação é 100% certa, mas, num júri popular tudo pode acontecer. Você se lembra do Guilherme de Pádua que matou a Daniela Perez e que era réu confesso? Ele foi condenado por quatro votos a três, ou seja, se mais algum jurado o considerasse inocente, ele seria absolvido.

Mas, não há o que se falar em impunidade nesse caso. Aliás, a família da Kenefer deveria estar agradecida pelo fato do caso não ir a Júri popular. Só quem já participou sabe o quanto é difícil e doloroso a sessão do Tribunal do Júri para a família da vítima.

São horas e horas em que o promotor e o defensor irão debater o caso abertamente para os sete jurados e para todos os cidadãos que queiram assistir. Eles vão falar detalhadamente, várias vezes, todas as nuances da violência sexual e física sofrida pela vítima.

É como se encenassem a morte da vítima várias vezes no mesmo dia. Como se a família visualizasse a morte da vítima incansáveis vezes. A intimidade da vítima é exposta, escancarada, ainda mais quando há conexão com crimes sexuais.

O promotor fará questão de enfatizar a dor que a menina Kenefer deve ter sofrido ao sentir a invasão de um pênis violentamente estocado numa vagina infantil. As fotos serão mostradas aos jurados para que eles tenham noção da destruição que ocorre numa vagina infantil durante o estupro. Talvez, leve a camiseta que foi utilizada para asfixiar a vítima. Talvez até simule no próprio pescoço como o acusado deve ter procedido naquele pescocinho fresco e liso de menina.

O defensor também mostrará as fotos da vítima morta aos jurados. Vai mostrá-las até os jurados conseguirem se acostumar àquelas imagens horrendas. Ele vai se deter ao ato sexual violento, mais uma vez, pois foi o que causou a morte da vítima. Vai falar que o acusado é um homem de bem, que tem bons antecedentes, que é um bom esposo e bom cidadão. E vai falar isso não porque está tentando ludibriar o júri, mas sim, porque os criminosos sexuais são monstros com as vítimas, mas ótimas pessoas com aqueles que amam.

Agora, eu pergunto: é necessário que a família da menina Kenefer assista a tudo isso? Que sofra ao ver a honra da sua filha exposta dessa forma? A vida da vítima, infelizmente, não pode mais ser resguardada, mas sua honra ainda permanece na lembrança de todos que com ela conviveram.

Qual a vantagem de matar a menina Kenefer mais uma vez? É uma forma injusta e desnecessária de se fazer Justiça.

A era dos pseudo-intelectuais



O mundo não é cor de rosa e, no fim, todos precisam de um rótulo quando se convive em sociedade. Ninguém é tão original que consiga escapar dessa “catalogação”.

Mas, vira e mexe, têm rótulos que ganham destaque de acordo com as nuances sociais de determinada época.

Estamos na era dos pseudo-intelectuais. Ah, os pseudo-intelectuais!!!! Sem eles, os blogs não teriam tanta força, os vlogs seriam raros e não teríamos tantos “comentaristas” nos jornais da TV.

Mas, o que é um pseudo-intelectual? Cada um tem seu conceito e, para mim, são pessoas que não aplicam no dia-a-dia aquilo que pregam intelectualmente. Todo intelectual que se preze VIVENCIA e paga o preço de vivenciar suas idéias na vida prática.

Os pseudo-intelectuais escrevem e declamam textos maravilhosos, muitas citando escritores e filósofos cult. São aclamados, bajulados e queridinhos da opinião pública que os elegem como “representante da classe intelectual”. Podem até não ter perfil no twitter, mas tem muitos seguidores (piadinha sem graça... a gente vê por aqui! Rá!).

Na internet, por exemplo. Conheci vários blogs legais com textos, até então, com alta carga de intelectualidade... até conhecer o blogueiro pessoalmente e descobrir que, no cotidiano dele, não emprega uma vírgula das idéias contidas nos posts que produz.

Mas isso não é uma “dádiva” só de blogueiro, mas, nos blogs e na web como um todo ganham mais volume pela fácil acessibilidade. Porém, só pra citar um exemplo de fora da internet sem citar nome: tem um certo comentarista de TV que saiu, recentemente, da RBS/TV de SC e é aclamado como intelectual defensor da justiça, da moral e dos bons costumes mas que teve ligações, no mínimo duvidosas, com a ditadura militar.

Gente, a intelectualidade não serve para nos conceder status ante a sociedade e sim, acima de tudo, melhorar a nossa vida prática. A quem interessa essa intelectualidade vazia e poética que só enche papel? Do que adianta plantar flores intelectuais e, na vida real, semear discórdia e incompreensão?

E ainda há um monte de trouxa que vai lá comentar os posts dessas pessoas tecendo elogios chegando ao fanatismo ou ao “puxassaquismo” infinito. É sentar, relaxar e rir com a ingenuidade humana.

Mas como saber se alguém é pseudo-intelectual mesmo não o conhecendo pessoalmente? Não é a coisa mais simples do mundo, mas tenho duas dicas.

Primeiro: idéias muito extremista. Se o cara é um defensor ferrenho da moral e dos bons costumes... desconfie! Ninguém consegue ser tão perfeito assim. E, desconfie, também, dos rebeldes poéticos sem causa... ou eles são adolescentes ou tem sérios problemas mentais.

Segundo: pesquise as fontes da pessoa que se diz intelectual. Fontes são pessoas e obras que influenciam o caráter intelectual de qualquer ser humano. Se a pessoa for árduo fã de clichês como Clarice Lispector, Nietzche, Beatles, Tarantino e, os citam como os maiores gênios de suas respectivas áreas.... desconfie!

Não que essas grandes personalidades não sejam destaque e não mereçam respeito, mas é que os pseudo-intelectuais são, acima de tudo, uma personagem complexa e acabam por compô-la com gostos Cult que, por alguma razão a mim desconhecida, estão na moda.

Acredite, uma das coisas mais bonitas na intelectualidade é a variedade infinita de fontes que influencia o pensar de cada um. É impossível que tantas pessoas “intelectuais” sejam influencidas pelas mesmas sete ou oito fontes de sempre. Você pode achar estranho, mas o mundo tem muita coisa boa por aí para se inspirar!

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