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A era dos pseudo-intelectuais



O mundo não é cor de rosa e, no fim, todos precisam de um rótulo quando se convive em sociedade. Ninguém é tão original que consiga escapar dessa “catalogação”.

Mas, vira e mexe, têm rótulos que ganham destaque de acordo com as nuances sociais de determinada época.

Estamos na era dos pseudo-intelectuais. Ah, os pseudo-intelectuais!!!! Sem eles, os blogs não teriam tanta força, os vlogs seriam raros e não teríamos tantos “comentaristas” nos jornais da TV.

Mas, o que é um pseudo-intelectual? Cada um tem seu conceito e, para mim, são pessoas que não aplicam no dia-a-dia aquilo que pregam intelectualmente. Todo intelectual que se preze VIVENCIA e paga o preço de vivenciar suas idéias na vida prática.

Os pseudo-intelectuais escrevem e declamam textos maravilhosos, muitas citando escritores e filósofos cult. São aclamados, bajulados e queridinhos da opinião pública que os elegem como “representante da classe intelectual”. Podem até não ter perfil no twitter, mas tem muitos seguidores (piadinha sem graça... a gente vê por aqui! Rá!).

Na internet, por exemplo. Conheci vários blogs legais com textos, até então, com alta carga de intelectualidade... até conhecer o blogueiro pessoalmente e descobrir que, no cotidiano dele, não emprega uma vírgula das idéias contidas nos posts que produz.

Mas isso não é uma “dádiva” só de blogueiro, mas, nos blogs e na web como um todo ganham mais volume pela fácil acessibilidade. Porém, só pra citar um exemplo de fora da internet sem citar nome: tem um certo comentarista de TV que saiu, recentemente, da RBS/TV de SC e é aclamado como intelectual defensor da justiça, da moral e dos bons costumes mas que teve ligações, no mínimo duvidosas, com a ditadura militar.

Gente, a intelectualidade não serve para nos conceder status ante a sociedade e sim, acima de tudo, melhorar a nossa vida prática. A quem interessa essa intelectualidade vazia e poética que só enche papel? Do que adianta plantar flores intelectuais e, na vida real, semear discórdia e incompreensão?

E ainda há um monte de trouxa que vai lá comentar os posts dessas pessoas tecendo elogios chegando ao fanatismo ou ao “puxassaquismo” infinito. É sentar, relaxar e rir com a ingenuidade humana.

Mas como saber se alguém é pseudo-intelectual mesmo não o conhecendo pessoalmente? Não é a coisa mais simples do mundo, mas tenho duas dicas.

Primeiro: idéias muito extremista. Se o cara é um defensor ferrenho da moral e dos bons costumes... desconfie! Ninguém consegue ser tão perfeito assim. E, desconfie, também, dos rebeldes poéticos sem causa... ou eles são adolescentes ou tem sérios problemas mentais.

Segundo: pesquise as fontes da pessoa que se diz intelectual. Fontes são pessoas e obras que influenciam o caráter intelectual de qualquer ser humano. Se a pessoa for árduo fã de clichês como Clarice Lispector, Nietzche, Beatles, Tarantino e, os citam como os maiores gênios de suas respectivas áreas.... desconfie!

Não que essas grandes personalidades não sejam destaque e não mereçam respeito, mas é que os pseudo-intelectuais são, acima de tudo, uma personagem complexa e acabam por compô-la com gostos Cult que, por alguma razão a mim desconhecida, estão na moda.

Acredite, uma das coisas mais bonitas na intelectualidade é a variedade infinita de fontes que influencia o pensar de cada um. É impossível que tantas pessoas “intelectuais” sejam influencidas pelas mesmas sete ou oito fontes de sempre. Você pode achar estranho, mas o mundo tem muita coisa boa por aí para se inspirar!

9 Response to "A era dos pseudo-intelectuais"

  1. Olha eu acho que isso é uma indireta eheheheh.

    Vai semear a discórdia em outro terreiro, Ricardo!

    Anônimo says:

    Eu gosto do Kubrick, acho que sou pseudo cult.
    rsrsrs

    Milora.

    Ah Milora, então vou te citar uma frase de Clarice Lispector: "E nem entendo aquilo que entendo: pois estou infinitamente maior que eu mesma, e não me alcanço."

    Viu? Agora tb sou pseudo-intelectual e humilde hahaha

    Filipe says:

    Acho que ninguém escapa de ser pseudo-intelectual, pois todo mundo tem alguém que admira e se inspira no agir e escrever.

    Enquanto uns optam pelo caminho de Clarice, Paulo Coelho, Augusto Cury, Nietzche,... outros preferem escolher Bruna Surfistinha, Kibeloco (Antônio Tabet), Carla Perez, etc.

    Cada um com seus gostos e escolhas, sem julgamentos de quem está mais certo ou errado ;)

    Felipe,

    Todo mundo tem suas inspirações... o problema está quando todo mundo tem as mesmas inspirações da moda do momento.

    Mas se inspirar é só uma parte do processo intelectivo. Saber ler, escrever, interpretar e reproduzir uma idéia nao é sinal de intelectualidade.Isso apenas sinaliza que a pessoa é alfabetizada.

    Não basta interpretar, é necessário aplicar a interpretação no dia-a-dia nos atos do cotidiano.

    Com a explosão das mídias a lei da oferta e da procura de assuntos superou o talento de quem quer expressar. A banalidade virou lugar comum. É da natureza humana a lei do menor esforço. É mais fácil juntar-se aos degenerativos do que aos criativos pois, para algumas pessoas, pensar cansa. Mas mesmos os intelectuais não são intelectuais em tempo integral. Tem lá suas recaídas. Veja o caso de Raul Seixas e Paulinho da Viola, dois expoentes da música brasileira: ambos são(eram) torcedores vascaínos.

    Jorge,

    Jura que o Raul era Vascaíno? hhuahauhauha Oh tristeza!

    Gostei do texto...

    Simples assim, me vi em alguma situação ali, tenho idéias que podem mudar o mundo, mas nem eu nem o mundo ainda estão prontos pra isso #hahaha

    Pink, vc sabe que dia é hoje??? [um dia complementarei o resto]

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