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Porque eu odeio o Colégio Marista - Parte I



Venho de uma família pobre, muito pobre, mas não posso dizer que tive uma infância paupérrima. Certamente, minha infância foi simples, mas não passei fome, tive brinquedos, tinha roupas e, acima de tudo, tive uma boa educação.


Falando em educação, quando tinha seis anos de idade, meu pai fez questão de me matricular no Colégio Marista.


Na época, havia três colégios bons e famosos em Criciúma: Michel, Marista e São Bento. Da máxima tríade educacional local, o Marista era, sem dúvida, o mais caro. Então, porque uma menina simples, que vivia numa cohab, iria estudar no colégio mais caro da cidade?


A resposta é simples:


Há muito tempo atrás, minha vó, viúva, era muito pobre e estigmatizada. Na época, ser viúva era um quase pecado aqui na cidade, pois, se não casasse novamente, a mulher nãoi era vista com “bons olhos”. Minha vó se casou duas vezes, e ficou viúva cedo duas vezes. A mentalidade local não podia conceber o fato de que é triste para uma mulher perder dois homens que amou, e que, se recusar a casar novamente, era simplesmente uma reação natural ao medo de mais uma perda que, mais cedo ou mais tarde, iria ocorrer.


Minha vó decidiu não se casar mais. Viúva, pobre, analfabeta e com seis filhos pequenos para criar, ela se virava como podia. Fazia pastel para meu pai vender, lavava roupa pra fora, fazia faxina, etc...


Dentre as roupas que minha vó lavava, estavam as batinas dos padres maristas da cidade de Criciúma. O que ela recebia em troca? Dinheiro? Não. Minha vó lavava as batinas dos padres maristas em troca dos restos de comida deles. Assim, eles separavam uma parte do resto de comida que viraria lavagem alimentaria os animais do sítio que havia na época e davam para minha vó.


Como meu pai vendia os pastéis pela cidade, era ele quem levava as batinas e trazia os restos de comida para a casa. E, acreditem, muitas vezes, esse era o único dia da semana que minha vó podia fornecer aos seus filhos um pouco de carne.


Meu pai, nessa época, jurou para ele mesmo que seus filhos estudariam no Marista. E ele cumpriu sua promessa.

E lá foi eu, com meus seis anos de idade, estudar no famoso Colégio Marista.


Da Cohab em que morava, somente eu estudava em colégio particular, e na minha vizinhança, logo ganhei o apelido de riquinha, já que só riquinho estudava no Marista.


Já no Marista, eu era a pobretona, porque eu era a única que morava numa cohab, não tinha uma caneta de dez cores, uma lancheira e nunca tinha dinheiro para o chocoleite ou doce mumu.


Difícil se esquecer da cara de nojo que as meninas faziam ao ver meu lanche em um saco plástico. Geralmente, levava enroladinho de salsicha, o que era motivo de risos já que a maioria das crianças levava chips, bolachinha recheada ou comprava comida no bar da escola mesmo.


Acreditem, já no primário, no Marista, as crianças se conheciam pelo sobrenome. Meu sobrenome? Pacheco. Não é influente, nem italiano, não tem uma grafia difícil. Logo, as pessoas me chamavam de Priscila mesmo. E, no Marista, ser chamado só pelo nome (sem citar o sobrenome) era um mau sinal.


As coisas funcionavam assim: se uma menina tem tal brinquedo, todas têm que ter, e, se tu não tiver o “dito cujo”, toda a sala te olhava como se você fosse um ET.


Sempre tive brinquedos, não posso reclamar. Mas ficava difícil para minha família bancar todos os brinquedos “essenciais” para uma típica aula marista.


Eu só ganhava brinquedo no meu aniversário, dia das crianças e Natal. Ganhava presentes bons, não nego. Mas para ser um “aluno marista” nunca era o suficiente.


Nunca pude ter o Baby da família dinossauros, a pipoqueira da Eliana, Pogobol, Pepito, casa da Barbie, Ferrari da Barbie, o caralho da Barbie... Nunca me esqueço de um dia em que todas as meninas iriam levar coisas da Barbie para brincar no Colégio. Eu, bem inocente, levei a minha Barbie e como ela não tinha um carro, levei um pé de patins (ué, também, tinha quatro rodas...) para fazer a vez de Ferrari. Bom, no fim das contas, chorei muito porque apelidaram a minha Barbie de carroceira.


Me lembro muito bem que, quando eu estava na terceira série, uma menina me falou: “Ai, Priscila, sou tão feliz! Porque eu posso chegar em casa e brincar com meu lego. Tu não tem lego? Então tu não é feliz?”


Poxa, não tinha lego e queria ser feliz também. Cheguei em casa e atormentei a vida da minha mãe porque queria um Lego. Minha mãe disse que não tinha dinheiro para comprar (coitada). Mas eu não queria nem saber, eu ia ser feliz, nem que para isso eu tivesse que ter um Lego.


Na época, minha mãe ficou super chateada comigo, me chamou de filha ingrata, pois, ela fazia de tudo por mim e eu não reconhecia isso. De fato, minha mãe deixava de comprar coisas para poder bancar a minha educação e os pequenos e esporádicos luxos que podia me fornecer.


Mas, minha mãe, por ter sido sempre pobre e quase analfabeta, não entendia o mundo em que eu vivia. Jamais passou pela cabeça dela que uma menina de oito anos poderia ser discriminada só por não ter um maldito lego.


Após meses de tormento e choros histéricos em casa, no meu aniversário, ganhei o tal lego. Um balde azul. Um dos dias mais felizes da minha vida. Quando fui contar para as meninas que, finalmente, tinha ganhado um Lego, descobri que o tal Lego não era mais o brinquedo do momento. Que a moda agora era ter um diário rosa com cadeado (o que era caro na minha infância). Fazer o que né?

E assim foi a minha infância: discriminada no Colégio Marista por ser pobre, discriminada na Cohab em que morava por estudar em colégio de rico, e, discriminada dentro do meu próprio lar por ser uma filha ingrata e não dar valor ao que meus pais podiam fornecer. Foda.

39 Response to "Porque eu odeio o Colégio Marista - Parte I"

  1. Cara,eu vou comprar um MUMU daqueles grandões pra ver se você para de reclamar.Amiga ingrata.

    Sakae says:

    É verdade isso, Pri? Eu não lembro disso, e talvez eu tenha sido um dos babacas que possa ter te discriminado na infância (crianças são tão cruéis), mas o que tu contou agora é digno de um conto, cara...

    Tenho certeza que tua gratidão pela tua mãe deve ser do tamanho do mundo, afinal hoje ela deve ter um baita orgulho de ter uma filha advogada.

    Beijos e parabéns pelo texto!

    Bah Sakae, infelizmente é tudo verdade mesmo.
    Eu, decididamente não lembro de tu ter me discriminado na infância, pois qndo a gente é criança, meninas e meninos não se misturam muito não.
    Bah, minha mãe não pode me ver formar pois faleceu bem na época em que eu estava escrevendo o TCC. Mas, esteja ela onde estiver, expero que eseja orgulhosa sim!

    Anônimo says:

    Ridícula. Quer culpar o Marista por uma insatisfação pessoal. Ser pobre não é problema, o problema é que vc tinha vergonha de pobre!!!

    Entendo que sofreu um trauma.Mas o colégio não tem culpa,a culpa é dos alunos que fizeram isso!

    Praguinho says:

    Foi discriminada pela ordem dos irmãos Maristas? Tenho certeza que não. Por isso acho patético vc culpar o Marista por suas nóias. Coisa de doida. Não bastou ter sido uma filha ingrata....agora és tb uma ex aluna ingrata, que não vê que se hoje é advogada é graças ao seu pai que te colocou num Marista.

    Brenda e Praguinho:

    Essa é apenas uma parte do texto... um dia eu posto a parte dois com a parte da adolescência e afins... E aí a gente discute o significado da palavra "omissão".

    Anônimo says:

    Acho que vc está certa menina. Esses tais MARISTAS usam o nome da Mãe de Deus para se esconder atrás de altas fortunas e fazem campanhas beneficentes nas suas escolas para se esquivar dos impostos. Só pensam no dinheiro e não respeitam as pessoas. Trabalhei no COLÈGIO MARISTA STA. MARIA DE CURITIBA e fui mandado embora quase estando por me aposentar porque esses FDP e não FTD são desumanos e usam as pessoas enquanto servem. Por isso não fico surpreso com o que vc relatou porque são uns canalhas mesmo. Em vez de pensar no ser humano, como era vc, estão pensando quanto está entrando no seu "sacrário". É tudo o que tenho a dizer...

    infancia muito triste

    Anônimo says:

    No Marista de natal isso acontecia até 2007 acho que todas tomaram vergonha na cara ou a escola fez alguma coisa mais enfim ainda tem isso e pelo menos aqui o marista e conhecido como ' escola de filhinhos de papai ' Só tem nome.

    Nunca estudei lá e odeio, pois é um dos símbolos maiores do apartheid educacional classista feito no Brasil. Um país onde uns estudam e mandam e exploram e outros que fingem que estudam e servem por muito pouco dinheiro ou melhor pela sobrevivência mesmo.

    Anônimo says:

    Pq n foi estudar em outro colégio?

    Anônimo says:

    O COLÉGIO MARISTA É UMA ÓTIMA ESCOLA E OFERECE UMA ÓTIMA ESTRUTURA, EM COLATINA PELA MANHÃ É PARTICULAR E A TARDE PUBLICO. ENTÃO VOCÊ PODE ESCOLHER. SOU UM VOCACIONADO, QUERO SER IRMÃO MARISTA DAS ESCOLA. OS COLÉGIOS MARISTAS OFERECEM UMA EDUCAÇÃO CRISTÃ, ASSIM SEGUINDO SANTA MARIA NO MODO DE SER ATÉ CHEGAR A BEM AVENTURANÇA, CHEGAR A VIDA ETERNA NO CÉU COM O NOSSO SENHOR JESUS CRISTO E COM A VIRGEM MARIA.

    Oi Priscila, você não escreveu a parte dois deste post?? Fiquei curiosa e gostaria de saber o resto de sua história dentro do colégio. Bjs!!!

    Anônimo says:

    Nossa...

    Anônimo says:

    olha só entrei nesse blog sem querer, estava pesquisando umas coisas sobre o Marista e preciso corrigir uma coisa! Um anonimo aí postou que o os Maristas só pensam no dinheiro, eles tem escolas caríssimas sim, para quem pode e querem pagar e com essa verba eles investem, com a mesma qualidade de ensino e infra estrutura em regiões bem mais pobres, em comunidades onde crianças não tem o menor acesso a uma boa educação, eu sei disso porque meus filhos estudam em uma instituição deles que é coisa de primeiro mundo e sem pagar nada, nada mesmo, e acompanho de perto o trabalho deles e sei que NUNCA discriminam ninguém!! Acredito que seu pai garota que errou em te colocar num colégio de rico não tendo condições de estar a altura dos que lá frequentavam, mas tenho certeza que ele fez isso com a melhor das intenções e até deu certo, apesar dos traumas vc hoje é uma doutora, graças a boa educação que teve. Eu também sofri discriminação, em escola pública, a maioria dos alunos eram de classe média e eu era MUITO pobre, mas a escola era muito boa e devo muito a educação que lá recebi também!!

    Anônimo says:

    Discordo das suas colocações...Estudei em colégio Marista, em SC, mesmo sendo pobre. Sempre recebi bolsa de estudos e ajuda...Tbem não acredito que os Maristas tenham remunerado o trabalho de sua avó com sobras de comida...Isso não faz parte da índole dos Irmãos Maristas, que são verdadeiros educadores. Graças à educação marista muitos são líderes em suas comunidades, inclusive vc como profissional.Faça um exame de consciência...

    Este comentário foi removido pelo autor.
    Anônimo says:

    Entendo seu trauma mais o colégio não tam nada a ver com o que aconteceu....simplismente foi os alunos que não compreendia vc....

    Anônimo says:

    Ridiculo! Você tinha vergonha de ser pobre e colocou culpa nos Maristas. Existem muitos colégios Maristas públicos, e Centro Sociais... E eles ajudam muita gente carente. Não pensam só em dinheiro não, você não sabe no que eles investem esse dinheiro.

    Anônimo says:

    O problema sempre esteve nas pessoas e não no colégio, assim como você, tive uma infância pobre e estudei no Marista de Fortaleza, e foi a melhor coisa que aconteceu na minha vida, a perseguição em colégios é algo que sempre existiu e sempre existirá, seja por causa de nível social, seja por causa se peso ou cor etc, vc nunca falou ou fez algo com alguém por ser diferente de vc? Pense nisso!!

    Anônimo says:

    No Marista a marca do seu sapato, ou se você viajou pra paris nas últimas férias vale mais que um bom dia.

    Anônimo says:

    Lamentavelmente no nosso país a desigualdade social é gritante e acontece muitas vezes situações que você citou. Só Gostaria de fazer uma correção minha amiga, impossível sua avó ter lavado roupa dos Padres Maristas em Criciúma, pois nunca houve nenhum padre Marista nesta Cidade. Talvez sejam Irmãos Maristas. E quanto ao teu ódio supera isso e viva tua vida, não generalize.

    Anônimo says:

    Lamentavelmente no nosso país a desigualdade social é gritante e acontece muitas vezes situações que você citou. Só Gostaria de fazer uma correção minha amiga, impossível sua avó ter lavado roupa dos Padres Maristas em Criciúma, pois nunca houve nenhum padre Marista nesta Cidade. Talvez sejam Irmãos Maristas. E quanto ao teu ódio supera isso e viva tua vida, não generalize.

    Cira says:

    Lamento Pri tudo que vc passou, mas não coloque a culpa no Marista, pois vc está cuspindo no prato que comeu. Seus colegas talvez sejam os culpados, pois não tiveram educação doméstica quanto ao respeito pelo outro. Meus irmãos estudaram em colégio Marista com bolsa de estudo, minha mãe foi funcionária da instituição durante 33 anos e eu trabalho a 31 e tenho conhecimento e sou testemunha do grandioso trabalho social e vocacional que os Maristas desenvolvem, não somente na minha cidade, mas no Brasil e mundo inteiro. Portanto, repense antes de jogar pedras, pois uma vez marista sempre marista, pois esta marca fica no coração de todo aquele que por aqui passa. Que Nossa Senhora Boa Mãe torne seu coração amargurado em um coração feliz.

    Anônimo says:

    Isso denota q vc não conhece os Maristas e nem a sua missão...Estude mais para poder criticar...Seja ética e saiba que se vc hj tem espírito crítico e sabe escrever...td isso graças ao sistema educacional que vc usufruiu gratuitamente...Valorize a sua história...

    Anônimo says:

    E Priscila eu nunca estudei lá, mas estava pensando em correr atrás de uma bolsa pro meu filho quero o melhor pra ele, mas você me abriu os olhos, eu não quero que meu filho tenha um trauma, e a respeito de você (Priscila) eu acho que seu pai e mãe pensaram no melhor pra você assim como eu penso pro meu filho, eles não imaginavam o que você sofria e como era discriminada, tanto pelo fato da pronúncia do nome, quanto das condições de acompanhar os luxos de brinquedos, eu acho que o Marista deveria ensinar essas crianças arrogantes a serem humanas, a emprestar, e que o mais pobre pode ser rico de inteligência, Mas o importante é que mesmo que sua mãe não pode vê-la formada, tenho certeza que o intuito era que você não se humilhasse e não vivesse de sobras e VOCÊ È UMA VENCEDORA!!! PARABÈNS E OS DEFENSORES DO COLEGIO MARISTA QUE SE FD! FALAR È FACIL QUERO VER VIVENCIAR OS FATOS;

    Anônimo says:

    com critica ou não gosto muito do ensino que eles oferecem e lembrem se a maioria das instituições marista possuem turnos separados justamente para evitarem estes desentendimentos entre alunos!

    Anônimo says:

    O Marista é um bom colégio, mas os alunos sempre são metidos. Eu passo por isso todo santo dia porque não tenho a porra de uma mochila da kipling.

    Anônimo says:

    Concordo com você Priscila Pacheco, é exatamente como você falou!!!!! as pessoas que estão falando contra certamente fazem parte da entidade. Os pais não sabem o que seus filhos estão passando. Perguntem para seus filhos, abram os olhos pais.

    Anônimo says:

    Estudei lah a muitos anos atrás, do Colégio em si não tenho nada a reclamar, os irmãos sempre atenciosos, ótimos professores e estrutura para época muito boa se comparada a outros colégios. O grande problema em questão eram os alunos, uma boa parte: 1- Herdeiros de grandes empresários, 2-Arrogantes Filhos de emergentes (Gerentes dos Empresários),
    3 -Pobres metidos a ricos(estes eram os mais cruéis), que adoravam puxar o saco dos primeiros 4- Pobres isolados (mais tímidos ou menos caras de pau). Marca de roupa, tênis da moda, e toda e qualquer tipo de futilidade brilhante, colorida e caríssima que uma criança pudesse ter era passagem para o acolhimento dos grupinhos "seletos". Se eu sofri? De chorar muito, pois não era aceita pelas roupas, pela simplicidade, mas de outro lado nunca pedi a meus pais que comprassem nada além do que me era necessário, pois com 10 anos(idade que fui para lah), era consciente do esforço deles em sustentar uma grande família, eu não queria luxo naquela escola, apenas que me aceitassem como era, sem precisar ficar bajulando um ou outro...Ouvia muitas frases maldosas, senti na na alma o poder da discriminação que hoje ganhou o nome de bullying... Mas o tempo passa pra todo mundo, as feridas cicatrizam...há tanta coisa mais importante na vida!

    E só mais uma observação aos críticos que perguntaram o porque a Priscila, assim como eu não fomos para um colégio mais simples...O dia que tiverem a benção de terem filhos ou filhas, se forem pais ou mães com vocação e sentimento verdadeiro esforçando-se sempre para o melhor para seus filhos(estudo de qualidade) vão entender o que significava para eles tal atitude. Finalizando o colégio é ótimo, mas cabe aos pais darem uma estrutura psicológica muito boa a eles antes e durante o período, preparando-os para novas experiências, possivelmente as que relatei acima, é claro se não nasceu em berço de ouro, se nasceu que tenham o bom senso de ensinar aos filhos que o verdadeiro valor de uma pessoa não está no carro do pai e da mãe, nem na casa que mora.

    Oi Meu Nome é Ivan Carlos Sou ex aluno Marista, mas ainda faço parte do Grupo Marista. Eu queria Saber um pouco Mais Sobre a sua Historia, Claro Se você Permitir, por favor entre em contato Comigo ivan_carlos.custodio.mauricio@hotmail.com (48)9606-5285.

    Anônimo says:

    Sou ateu e minha família me colocar no Marista - - sinceramente o Marista pode ser bom mas tem MT vagabundo sim, cala boca seus maristero de merda vão chorar para seu deus vagabundo e inexistente

    Anônimo says:

    Priscila, preconceito por desigualdade social tem em todo colégio, estudei em colégio público e meus pais não tinham a mesma condição que os pais dos meus colegas na época, isso me deixava um pouquinho chateada, mas não gerou nenhum trauma posterior em mim, pelo contrário e eu não culpo o colégio a culpa é de todos nós, sim, de todos nós por sermos tão soberbos que quando temos algo "melhor" que o outro relativamente falando, já achamos que podemos subir num pedestal em cima da cabeça do próximo. Por ser um colégio Cristão e católico é até estranho as crianças não aprenderem lá mesmo que uma das maiores virtudes é a caridade, mas enfim... E para o anônimo que postou o ultimo comentário .... Você tem o livre arbítrio de não crer em DEUS, mas não tem o direito de feriar a fé de ninguém ofendendo a DEUS, vá estudar um pouquinho, porque quem sabe assim como Santo Agostinho, pela inteligência você irá até a fé e abrirá teus olhos.

    Este comentário foi removido pelo autor.
    Anônimo says:

    Vdd��

    Rafael says:

    Poxa, não sei muito bem o que dizer. Eu vi em algum lugar, uma frase que dizia que a escola é como uma miniatura da sociedade, do que existe lá fora. Então todos os valores, preconceitos etc não passam batidos na escola. Ela reflete.

    Uma outra coisa que percebi: a gente tem uma visão muito romântica sobre tudo, inclusive das crianças. Uma criança não é um 'anjo', mas um ser humano ( em ser humano em formação, mas ainda assim humano). Quero dizer que as crianças podem ser maldosas sim - com palavras etc.

    Felizmente não estão "condenados", porque como são crianças, são mais "plásticos", flexíveis. É aí que entra a família e também a escola que não pode se omitir jogando a responsabilidade pros pais.

    Anônimo says:

    Eu estudei no Colégio Marista- Cascavel PR. E sem dúvidas foi a melhor escola que eu já estudei- melhor ainda que o Objetivo, que todos os anos sai em primeiro lugar no Enem- o ambiente era ótimo, apesar de não ter muitos amigos, não era discriminada e amava a escola, hoje estou no meu ultimo ano escolar, em outro estado, e como queria ter tido a oportunidade de ter feito meu ensino médio no Marista também. Esse preconceito, pasme, mas eu acho um pouco natural, às vezes não é por maldade, mas acontece naturalmente. Se você tem amigas e elas vão sempre ao shopping, mas você não tem dinheiro para ir, não é culpa delas.. O mesmo acontece com os brinquedos na infância! E sei lá, meu sobrenome não tem grafia difícil e apesar de ter sangue italiano, meu sobrenome não aparenta, mas ninguém me desfez no Marista por isso não. Sempre digo, no dia que eu tiver filhos eles estudarão no Marista!

    Anônimo says:

    Olá, muito obrigada! O seu depoimento foi iluminador para mim.

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