Ok. Isso não é, nem de longe, um tratado. Apenas um desabafo.
De todos os sentimentos que já tive o (des)prazer de sentir, o mais indigno, mais cruel, mais desumano de todos é, de longe, a tal da culpa.
A culpa nos corrói por dentro, não nos deixa dormir o sono dos justos, fica alí, o tempo todo martelando na consciência, nos cobrando por algo que deveríamos ter feito ou que não deveríamos nem pensar em fazer.
O ódio, por exemplo, só é um sentimento ruim porque nos sentimos culpados em senti-lo, em saber que isso pode trazer algo de ruim para a alguém, ou até a nós mesmos.
É da culpa que a religião sobrevive. Fazemos merda todos os dias e nos sentimos culpados por isso. Saber que Deus nos perdoou é um alívio para a alma, um amenizador dessa culpa fdp que nos consome.
Com o perdão de Deus, nos sentimos bem e prontos para sair por aí e pecar novamente, nos sentiremos culpados e voltaremos aos braços de Deus chorando e pedindo perdão, e, sendo perdoados. É esse o ciclo de toda religião que conheci até hoje (e não foram poucas).
Existe aquela culpa irracional. Sabemos que não temos culpa de determinado acontecimento, mas mesmo assim nos sentimos culpados, mesmo sabendo que não poderíamos ter feito nada para impedir.
Mas, a culpa mais triste de todas é a culpa por não sentir culpa. Fizemos algo ruim ou fora dos padrões sociais. Deveríamos nos sentir culpados, com vergonha. Mas não. Não nos arrependemos e, ao fechar os olhos, faríamos o mesmo “erro” outra vez sem pestanejar. Deveríamos nos sentir culpado, mas não. E lá vem a culpa por não sentir culpa dos nossos “pecados”.
A culpa da qual realmente sou culpada, até consigo levar adiante com o coração sangrando. Porque essa culpa faz a gente aprender a dizer que ama uma pessoa antes que seja tarde demais. Aprende a maneirar a forma de falar determinadas coisas que precisam ser ditas para magoar o mínimo possível uma pessoa com quem tu nutres carinho.
A culpa pelos erros cometidos faz a gente aprender a viver e a conviver. Mas a culpa irracional e a culpa por não sentir culpa.... essas vêm para te sacanear mesmo.
Peguei-me pensando, nas coisas legais que os homens que passaram na minha vida fizeram por mim. Dentre todas, quais as que guardei no coração.
E, por incrível que pareça, não foram os presentes caros nem os restaurantes badalados.
O melhor presente que ganhei na minha vida foi um pacote de prestígio. Isso mesmo. Estava no auge da TPM e meu namorado chega em casa com um pacote de prestígio dizendo: “Sei que tu não estás legal, então, trouxe teu chocolate preferido.”
Fiquei super feliz (na medida do possível para quem está com TPM) por saber que meu namorado compreendia que não estava bem e que, de alguma forma, estava tentando ajudar. Além do mais, tinha percebido qual era meu chocolate preferido.
Outra vez, fui com meu primeiro namoradinho para o cinema e, na volta para a casa, ele abre a mochila e tira uma rosa que tinha comprado para me dar. A rosa ficou dentro da mochila, sufocada e já estava caindo as pétalas. Porém, achei lindo e, até hoje, foi a flor mais linda que ganhei.
Depois dessa vieram, ao longo dos anos, vários buquês de flores enormes e caros. Contudo, sempre vieram em datas comemorativas (puro clichê) ou para pedir desculpas (puro clichê [2]). Nada se compara àquele gesto de dar uma simples rosa, do nada, para pessoa que tu gostas.
Já fui em restaurantes caros. Não vou mentir dizendo que não me importo com isso. É legal, claro. Porém, sempre acho muito mais romântico quando o cara cozinha para ti. Pode ser até um cachorro quente, e mesmo assim, ainda é melhor. Saber que o cara está se dispondo a ir numa cozinha e ficar lá, meia hora que seja, preparando algo para tu comer é uma demonstração de carinho e de atenção que rebate qualquer restaurante badalado.
Quando minha mãe faleceu, eu ficava com um carinha. Nada sério, só sexo mesmo. Quando soube da morte da minha mãe, tornou-se um ombro amigo, super compreensivo, ligando todos os dias, e, pela primeira vez, a gente saiu só para conversar. Ele não precisava fazer isso. Mas, achei extraordinário saber que o cara que está ao seu lado só para te levar para a cama se importa, também, com o teu bem estar e dignidade enquanto pessoa.
Poderia contar aqui vários outros fatos no mesmo sentido. Note-se que em nenhum deles o cara gastou muito dinheiro. Contudo, esses gestos não têm preço.
Dos presentes, dos restaurantes, das baladas, das viagens que ganhei ... nada guardo no coração. Mas aquele gesto, aquele olhar, aquele abraço na hora certa... tudo isso eu carrego à ferro e fogo no fundo da alma.
É. Eu tenho um gosto bizarro. Mas têm coisas bizarras que, mesmo com o passar do tempo, continuam engraçadas.
Como quero guardá-los em algum lugar, sobrou para o blog mesmo. Afinal, ele é meu e eu faço o que eu quiser com ele.
O primeiro da série é o Ken Bengaludo. É antigo, mas é um dos vídeos mais bem feitos que já vi usando bonecos do Ken e da Barbie.
Fazer brincadeirinhas eróticas com a Barbie não é nenhuma originalidade. Tu, mulher, que brincou com a Barbie na pré-adolescência, sabes muito bem do que estou falando.
Quem aqui nunca fez suruba lésbica com suas Barbies? RIARIARIARIARIARIA
Calma meninos, era uma forma saudável de lidar com a sexualidade. E a suruba era lésbica porque Ken era artigo de luxo, difícil de se ter na época.
Lembro-me quando ganhei meu Ken e olha, eu já devia ter uns treze anos. A primeira coisa que fiz foi tirar a roupa dele para vê-lo pelado. É meus caros, na época não havia internet. Filme pornô? Só na locadora. Revista? Impossível de uma menina de treze anos conseguir comprar. Cine privê na Band? Só mostrava a mulher pelada, mas o homem que era bom... nadinha.
Sim. Já pensei em me matar e até já decidi fazê-lo uma vez na vida.
Há horas em que cansamos dessa vida, desse corpo. Olhamos para um lado, olhamos para o outro e não vemos solução.
Sempre imaginei que cometer suicídio fosse um ato de desespero. Não. Desespero, agonia, choro incontrolável, tudo isso se sente antes de cometer o suicídio.
A partir do momento em que se decide tirar a própria vida, uma paz enche teu coração, as lágrimas cessam e, por mais macabro que pareça, uma luz no fim do túnel se acende.
É um paradoxo aparente: enfim, encontra-se uma razão para viver: a própria morte.
Torna-se afável a idéia de se livrar do corpo, dos problemas desse mundo. Tu te olhas no espelho e se despede desse amontoado de células que, até então, faziam parte da sua vida. Impossível tu não imaginares teu corpo gélido num caixão forrado de seda creme coberto de flores e tule branco.
Sente-se aquele cheiro de flor de campo característico de velório. Pela primeira vez, pude entender o que aquela música “Flores” do Titãs quis dizer. Seja lá quem compôs essa música, o compôs neste exato momento.
Mas ainda tem de se pensar de como se livrar desse corpo, o tipo de suicídio que se pretende. Serenamente escolhi a ingestão de comprimidos e àlcool. Tal opção me pareceu mais indolor. A idéia era desmaiar antes de morrer pois não queria mais sentir dor nessa vida. De dor, basta a dor emocional, esse sentimento que aleija a gente de tudo que há de bom nessa vida.
Comprimidos não faltavam na minha casa. Fiz um mix deles, para dificultar a lavagem caso descobrissem o que eu tinha feito.
Me pus a escrever minha carta de suicídio. Para quem endereçar? Escrevi à minha amiga de infância pois sabia que ela não lidaria bem com a minha morte.
Neste momento, e só neste, chorei. Pela primeira vez, pensei que ao morrer, mataria uma parte das pessoas que amo. Como não fazê-los se sentir culpados por mais que eles não tivessem culpa alguma?
Me senti culpada pela culpa que iria provocar nas pessoas que amo nesse mundo. Com certeza, eles iriam se perguntar como não perceberam que eu não estava bem, como uma pessoa tão forte, tão para cima poderia fazer algo do tipo?
Percebi que o suicídio é um dos atos mais egoístas que um ser humano pode cometer. É um pensar em si, na sua paz, sem saber que atitutes irreversíveis podem acabar com a sua vida e com a vida das pessoas que tu amas.
Nessa hora, me lembrei de um caso de um chefe de família que, endividado, matou a esposa e filhos e depois se matou. Para muitos um ato cruel. Mas não, foi amor. Seria muito mais cruel tu te matares e deixares tua família viva morrer de fome.
Quando terminei de separar os comprimidos que eram no total de 80 entre: antidepressivos, ansiolíticos, calmantes, controle da pressão alta e relaxantes musculares; fui na internet e comecei a fuçar no Google sobre a forma mais eficaz de se matar com comprimidos.
Nele, Nelson Moraes, praticante do espiritismo de Allan Kardec contou a seguinte história:
“Vou te contar um caso de um senhor. Ele era um grande comerciante de tecidos. Isso na década de 40. E ele comprou um lote imenso de tecido, fez um bom negócio. Só que aí veio a guerra e, meu Deus do céu, ele não conseguia vender mais nada. E aí começaram as cobranças, e ele era um homem de caráter e morria de vergonha dos cobradores baterem na porta dele.
Ele entrou em desespero e falou para um amigo: Vou me suicidar.
E esse amigo falou: “não, não faça isso, pelo amor de Deus, antes vamos conversar com Chico Xavier” e levou essa pessoa até Chico Xavier.
E Chico Xavier falou para ele assim: “meu irmão, confia em Deus pelo menos mais 15 dias”
E eles vieram embora. Mas com 9 dias ele não agüentou e se suicidou.
Quando deu 15 dias da ida dele no Chico, veio um grupo de empresários e arremataram todo o tecido da mulher e deixou ela bem de vida”
Quando ouvi essa história, pensei: Está aí,vou dar esse 15 dias. Afinal, o que são 15 dias a mais ou 15 dias a menos? Pelo menos, ninguém vai pode me jogar na cara que eu não dei crédito a uma força superior num momento difícil.
Os 15 dias se passaram, as coisas se acalmaram um pouco e coloquei meu plano de me matar em stand by.
E, hoje, estou aqui, descobrindo a cada dia que, como diria Belchior:
Não quero lhe falar,
Meu grande amor,
Das coisas que aprendi
Nos discos...
Quero lhe contar como eu vivi
E tudo o que aconteceu comigo
Viver é melhor que sonhar Eu sei que o amor
É uma coisa boa
Mas também sei
Que qualquer canto
É menor do que a vida
De qualquer pessoa...
Tu que és homem, sabes como conquistar uma mulher na rua? Não? Simples: Encare-a ao longe e, quando ela passar diga: "Oh saúde, hein!"
É batata. Ela vai te olhar e querer tirar a roupa alí mesmo pra ti, louquinha de tesão!
Sente só a dica para seduzir mulher! NOT!
Pois é. Eu juro a vocês que eu não entendo o porquê dos homens cantarem a mulherada no meio da rua. Espero, de todo coração, que eles saibam que a probabilidade de se conquistar uma mina assim é zero!
Como sou boazinha e de vez em quando eu tenho Jesus no coração, presumo que seja apenas um fetiche. A fantasia está, justamente, em soltar a cantada e não em receber alguma coisa em troca além do nobre ato de ignorar e fingir surdez congênita.
Mas esse não é o foco. Até mesmo porque não sei o que é mais desagradável: passar em frente a uma construção e receber esses xavecos power ou passar por ela e não receber cantada nenhuma. Realmente, não sei.
Mas de uma coisa eu sei. Se tu homem, queres conquistar uma mulher, xavecar, cantar na rua ou o escambal, faça. Quem está fazendo papel ridículo és tu.
Mas, sob nenhuma hipótese, solte as célebres cantadas: “oh, saúde hein?” “Essa nem precisa de plano de saúde”, “quanta fartura”, etc...
Acreditem se quiser, mas eu ouvi todas elas hoje.
Todos sabemos que quem gosta de osso é cachorro. Que quem gosta de modelo é estilista e que todo estilista é viado. É bom ter onde apertar e tal. MAS, NÃO PRECISA ME CHAMAR DE GOOOOORDA POR TABELA, CARALHO!!!!
É para elogiar ou para traumatizar? Homens, chamar uma mulher de gorda por tabela é tão ofensivo quanto insinuar que o cara tem o pinto pequeno!!!! fikdik
Porra, o que aconteceu com o gostosa, avião, docinho de côco e etc?
Receber xaveco na rua não é uma das sensações mais agradáveis na vida, ainda mais me chamando de gorda por tabela..... PORRA, HOMENS, PORRA!
Atendendo a TOOODAS as pessoas que me pediram, falarei sobre São Paulo.
O que mais eu tenho gostado dessa cidade? O povo!
Quando decidi vir morar em Sampa, todas as pessoas me alertavam sobre como os paulistanos são mal educados.
Para minha doce surpresa, não foi isso que eu vi.
Por mais que o paulistano esteja numa corrida contra o tempo, ele sempre tirará 20 segundos do seu tempo para respirar e te dar a informação desejada.
Os homens são muito mais educados que as mulheres. Essa coisa de homem tratar uma mulher bem me soou bem estranho no início.
Em Criciúma, se um cara te trata bem, podes ter certeza que ele quer te comer. É batata! Até onde percebi, o homem paulistano trata a mulher bem naturalmente. Vai entender né?
O paulistano recebe muito bem os catarinenses. Na verdade, os gaúchos, porque, para o paulistano, do Paraná para baixo é tudo gaúcho! Não sei se catarinense é gente boa, ou, se nos tratam bem só pelo fato de não sermos nordestinos.
Aliás, ser chamado de nordestino aqui em São Paulo é um baita insulto. Porcausa daquela coisa que a gente estudou lá na aula de geografia: o êxodo rural.
O fato é que boa parte dos subempregos são ocupados por eles. O nordestino tem uma educação própria, que para mim e, pelo jeito, para os paulistanos também, aparenta uma falta de educação. Eles falam alto, gesticulam muito. São diferente mesmo.
Cada cultura é cada cultura, e, apesar desse jeito diferente do nosso, não vejo o porquê discriminá-los. Mas que o preconceito existe, existe.
Quem me conhece sabe que sou alta. Mas, se em SC eu era alta... em SP eu sou gigante! Esse é um povo de pigmeus. Até hoje, dentre milhares, não encontrei uma paulistana que seja maior que eu. Os homens? Até tem uns altos, mas a grande maioria são baixinhos.
Falando especificamente dos homens, a maioria é feio. Mas quando eles tiram para ser bonitos... eles são perfeitos!!! Se forem nas áreas nobres então... tem cada um que tira o fôlego. Mas, assim, só serve para olhar mesmo porque eles sabem que são lindos e não dão bola pra ti.
Outro detalhe é o amor que o paulistano tem pelo palavrão. Caralho, porra e fudeu faz do cotidiano tranquilamente.
No começo, eu ficava ofendida achando que eles estavam me xingando. Mas não, eles falam assim mesmo. Ao invés de falarem: “Priscila, me traga tal coisa urgente”, ele dizem: “Caralho Priscila, me traz a porra da coisa. Cê tá querendo me fudê, meu?”
Ah, já ia me esquecer! Aqui é super normal o fenômeno @RChicuta: aquele cara todo pequenino que, quando abre a boca, sai aquele vozeirão de homem macho pra caralho! Eu ainda me supreendo com isso!
O paulistano tem uma voz grave, o que é bom para os homens porque os deixam másculos, e, ruim para as mulheres porque as deixam com voz de machorra.
Como o sotaque do sul é um tom, digamos, mais feminino, é normal os homens paulistanos terem um fetiche com o nosso sotaque e, claro, zoarem com a sexualidade dos homens gaúchos (catarinenses ou não).
Sou mulher e, como toda mulher, tenho minha vaidade. Não é o que se possa dizer: “Nossa, como a Pri é vaidosa!”. Mas andar cheirosinha é o mínimo que qualquer ser humano deve fazer.
Toda mulher que se preze é vaidosa com o cabelo. Tenho que admitir que já fui mais. Descobri que quase todas as coisas legais da vida me deixam descabelada.
Então para que perder taaaaaanto tempo fazendo escova ou piastra?
Dançar descabela, praticar esportes descabela, brincar no mar descabela, deitar na rede descabela, brincar com meus gatos descabela, bebedeira descabela e claro, sexo descabela.
Todas as coisas citadas só são bem feitas se, ao final, me olhar no espelho e ver meu cabelo todo bagunçado.
Fazer coisas legais nos exigem liberdade de movimento, mesmo que seja ao ar livre, mesmo que seja na chuva, mesmo que seja na neve. E nosso cabelo não tem como não pagar o preço... E, sinceramente, acho um preço bem digno.
Meninas, vamos nos livrar da ditadura da piastra e sermos mais felizes com nosso cabelos desarrumados e sorriso no rosto. Afinal, a felicidade é o melhor rejuvenescedor e mais eficiente tratamento estético!